Tag: nazismo

Dirigido pela premiada designer Marina Willer, Red Trees é um documentário sobre as origens de uma família. Willer dirigiu um filme sobre a vida de seu pai e como ele fez parte de uma das doze famílias que sobreviveram a invasão nazista em Praga (na atual Rep. Tcheca). O nome Red Trees (árvores vermelhas) é dado graças ao fato do seu pai ser daltônico, e portando, incapaz de enxergar o verde que nós enxergamos.

Em palavras é difícil descrever o que foi um sistema de extermínio tão intenso que levou a quase extinção de todos os judeus de Praga, a simples frase “apenas 12 famílias sobreviveram” não abraça todo o significado desse sentimento.

Visualmente contemplativo, o filme é uma obra para ser apreciada. Fotografias centralizadas, takes com imagens belíssimas acompanhados de uma narração pausada (feita por Marina, seu pai e o ator Tim Pigott-Smith, este último conhecido por seus papéis em V de Vingança e Alice no País das Maravilhas).

📷Cohen Media Group/Divulgação

Por ser um filme sobre a invasão Nazista, é possível supor que o ele está recheado de cenas antigas em preto-e-branco mostrando as atrocidades do regime, pois Marina não estava nem um pouco interessada nessa violência visual.

Buscando dialogar com as nossas gerações, a diretora elabora o documentário como uma conversa franca entre o passado e o presente. As cenas são feitas de maneira a causar nostalgia e uma certa estranheza. São imagens que falam muito mais com a saudade do que com o horror.

O tom da narração também evita o sensacionalismo, embora, em algumas cenas, os narradores descrevam o horror vivido pelos judeus de Praga, o volume e a maneira como essa descrição foi elaborada faz com que o filme não caia no clichê sentimentalista da maioria dos documentários com o mesmo tema.

📷Cohen Media Group/Divulgação

César Charlone, Fabio Burtin e Jonathan Clabburn trabalharam junto com a diretora para desenvolverem as cenas e criarem um filme minimalista e abstrato. Alguns takes longos de ruínas, cidades antigas ou grandes paisagens remetem a uma sensação de pequenez diante dos grandes acontecimentos e da monstruosidade do tempo. É uma reinvenção dos documentários sobre o Nazismo.

Essa abstração abraça o expectador e faz com que ele sinta-se conversando com Alfred Willer (pai da Marina, protagonista do filme), tornando a experiência bem intimista e agradável.

É um documentário para poucos gostos e eu não vou fingir que não seja.  Muito longe de encadear cenas velozes ou causar grandes impactos narrativos, o filme segue a uma sequência de narrativa linear e sem pressa.

📷Cohen Media Group/Divulgação

A composição das cenas é belíssima e a trilha sonora fecha bem esse pacote de experiência visual. Não dá para dizer que é um filme experimental ou arriscado, contudo, Marina passou longe de querer agradar aos grandes públicos (o filme inclusive só será projetado no circuito alternativo de Cinema). A dica é: vá assistir ao documentário, essa é uma excelente oportunidade para vencer alguns receios que o púbico mais jovem pode ter sobre o formato e ainda aprender muito sobre fotografia e estética visual.

Ainda tivemos a oportunidade de conversar com um dos produtores, Marcelo Willer, é irmão da diretora e filho do protagonista. Falamos sobre a importância desse filme para as novas gerações e em como derrubar muros, o resultado você vê aqui.

Red Trees é um filme para poucos e para todos. Se você tiver paciência poderá ter uma experiência tão boa quanto ler a um bom livro.

4. O Gabinete do Dr.Caligari

É impossível assistir essa obra cinematográfica e não fazer certos paralelos
com a cultura Alemã: O Gabinete do Dr. Caligari trata de conflitos, figuras masculinas
poderosas, mães ausentes e desejos inalcançáveis. Como primeira ideia, a obra
pretendia ser uma crítica a autoridade, no entanto sua estética tortuosa que remete a
pesadelos, conseguiu criar um mundo de inquietação e desconforto que se relaciona
muito bem com a história contada. Tudo isso somado a atuação exagerada dos atores
usando maquiagens pesadas de grande impacto visual e, ao mesmo tempo, criando
uma fotografia deformadora, se juntam com uma narrativa que trata de sentimentos
destrutivos e a incansável luta contra a autoridade.
O enredo do filme acompanha o Dr.Caligari, um mestre da hipnose que chega
em uma pequena cidade do interior para se apresentar junto de seu assistente, Cesare.
Mediante suas técnicas de hipnose, Caligari consegue ordenar que Cesare faça
qualquer coisa. Na cidade começam a acontecer uma serie de crimes e, lógico, são
cometidos por Cesare sob estado de hipnose.
É importante analisar a obra não superficialmente, dando atenção aos crimes
e espetáculos executados pelo doutor Caligari e seu assistente, mas sim perceber a
forma genial com que o autor usa em sentido metafórico a hipnose para nos mostrar
que, mediante a artifícios que divertem o público, o dono do espetáculo hipnotiza não
só seu assistente, mas todo seu público. Se apoiando na máscara de alguém que
chega para mudar o modo de vida da pacata cidadezinha, o homem acaba iludindo
seus clientes, e aqui é que vemos o porquê esta obra, mesmo depois de tantos anos,
desperta a curiosidade de estudiosos a fim de entender como a Alemanha abraçou
o nazismo. O uso de técnicas psíquicas sob o comando de uma mente insana, pode
resultar no uso de tais práticas para fins antiéticos, imorais e egoísta, como é visto no
filme.
O Livro de Siegfried Kracauer, “ De Caligari a Hitler”, se apoiou na ideia desse
filme ser um presságio de um futuro sombrio e insano que a Alemanha viria a enfrentar,
um futuro onde o autoritarismo insano levaria a Alemanha à imortalidade nos livros de
guerras.

Esse marco cinematográfico do expressionismo alemão é, na visão de Kracauer,
marcado pela tentativa de investigar o inconsciente de um povo tentando reconsiderar
sua fé tradicional na autoridade. A metáfora do filme para com o câncer que ainda estava
em estado silencioso dentro do coração dos alemães é característica marcante desta
obra que prenunciava o futuro da Alemanha. Através de todas essas características, é
razoável pensar que “ O gabinete do doutor Caligari” parece ter como único objetivo,
fazer a Alemanha se acostumar com a autoridade, fazer com que o povo alemão abrace
a submissão diante de um líder.

4.1. Análise do cenário


O cenário de Caligari tem como único e exclusivo objetivo causar a inquietação
e o terror. A interpretação expressionista do filme teve êxito em evocar uma pequena
aldeia medieval, com passagens estreitas e casas arruinadas cujas paredes nunca
deixam a luz do sol penetrar. Sombras pesadas e janelas deformadas parecem destruir
a fachada e prenunciar um cenário pós-bélico. O Efeito de opressão é muito forte no
filme.
A respeito dos personagens, notamos que eles são perfeitamente adequados
aos preceitos expressionistas: o sonâmbulo, afastado de seu ambiente natural, afastado
de toda individualidade, criatura abstrata, mata sem motivo ou lógica, enquanto seu
mestre, o misterioso Dr.Caligari age com furiosa insensibilidade. 20 anos antes, a
situação de milhares de membros do Partido Nazista se fazia presente nas telas de
cinema da Alemanha através de “ O Gabinete do doutor Caligari” e o estado de espirito
de uma nação era revelado.

Em casa  eu tenho uma televisão com dois dedos de espessura; o que passa nela? Lixo.

Uma maravilha tecnológica para passar programas de culinária.

Adolf Hitler disse, mais ou menos, a frase acima em uma das aparições que ele fez num dos tantos programas semanais que exigem a sua presença.

Baseado no livro de mesmo nome, o filme Ele está de Volta conta a história de Adolf Hitler, a figura folclórica da indústria pop que uma vez, não sei se alguém lembra, já foi um perigoso e famoso estadista, ele acorda em 2014 e resolve avaliar como andam as coisas. 

Ele está de Volta brinca com o formato cinematográfico para expor o público aos ideais nazistas. Usando de técnicas que misturam documentário com ficção o filme encarna o papel de um amigo íntimo e racista.

Você está em uma reunião de amigos e alguém começa a contar piadas preconceituosas. Nós não sabemos quem vai ser o primeiro a ter coragem de rir, mas sabemos que todos vão chorar de gargalhar depois dele.

Pois bem, o filme aponta a câmera para essa reunião.

Com uma estrutura cinematográfica que mistura depoimentos reais (colhidos em 2013/2014) com cenas ensaiadas, o projeto é uma fábula que visa demonstrar como 1933 e 2014 (por que não, 2017) andam de mãos dadas.

Oliver Mansucci dá vida a um Adolf Hitler que transita entre o relaxo escatólogico de um Inri Cristo e a frieza inteligente do filme A Queda (existe uma referência maravilhosa a uma das cenas mais famosas do filme de 2004).

A produção passa longe da sofisticação, o que não tira a força do filme. Os produtores souberam brincar com o mix entre documentário e ficção criando uma atmosfera de incerteza com toques ridículos.

O público ainda terá de lidar com um filme, dentro do filme, dentro do documentário, e neste momento você percebe a engenhosidade da narrativa. Não teria outra maneira de colocar um sujeito vestido de Adolf Hitler no meio da Alemanha em pleno ano de 2014.

Leve, bem humorado, bonachão, mas que te faz pensar. Com estes adjetivos que é possível definir o filme Ele está de Volta. Uma comédia com cara de crítica, uma crítica com jeito de besteirol e um besteirol com a inteligência de um documentário.

 

Para mais informações e fica técnica: http://www.imdb.com/title/tt4176826/

2. O Triunfo da Verdade

Entre os dias 30 de Agosto e 03 de Setembro de 1933, o Partido Nacional Socialista
dos Trabalhadores Alemães decidiu comemorar o 5º congresso, em Nuremberg na
Alemanha, que foi filmado pela famosa cineasta alemã Leni Riefenstahl. “ A vitória da
Fé” foi o primeiro documentário, totalmente produzido pelo Ministério de Propaganda,
e serviu como um teste para Leni, sendo que, logo depois, surgiram novos convites
para outros documentários, sendo o “ O Triunfo da Verdade “ o mais importante deles,
se tornando um dos mais famosos filmes de propaganda política da história.

O então ministro da cultura e propaganda, Paul Joseph Goebels, evidencia a
importância da propaganda política e ideológica: “ Pode ser que o poder baseado nas
armas dê certo, entretanto é melhor e mais gratificante vencer o coração da nação e
mantê-lo”.

Nesse documentário, Hitler é apresentado como um deus. É ovacionado por toda
a multidão que o aguardava durante um congresso do Partido Nacional Socialista. Tendo
claramente uma natureza manipuladora, ideológica, a propaganda nazista preparava o
povo alemão na amenização de qualquer culpa ao matar e eliminar qualquer elemento
que não pertencesse a raça ariana.
Durante o documentário, é interessante perceber os close-up (planos fechados)
que mostram pequenos detalhes, como as feições de alegria do povo ao ver Hitler,
os pés das crianças que se esforçam para ver o seu Führer . É clara a intenção de
legitimar o nazismo, mostrando que aqueles que estão ali, estão por vontade própria.
Em várias partes do filme, percebe-se uma tentativa de valorizar o trabalho no
campo, no entanto não passa apenas de uma valorização simbólica, afinal a massa
não participa das decisões políticas. Os discursos parecem sempre refletir e reafirmar
a ideologia nazista, sempre citando a história do partido a fim de demonstrar orgulho.
Expressões como “ camarada” são constantemente usadas, pois tem a função de
agrupar os pertencentes ao regime, fazendo com que cada um se sinta parte de um
grupo.
Esta obra fica para a história como uma demonstração do poder da utilização
de simbologias e expressões que remetiam a autoridade, poder, força e adoração a um
líder, e como tudo isso mudou a história do povo alemão.

3. De Caligari a Hitler.


Talvez a melhor forma de entender o estado de espirito da Alemanha no período
entre guerras, seja por uma análise do livro “ De Caligari a Hitler” de Siegfried Kracauer.
O escritor alemão via nos filmes do período pré-hitlerista o comportamento e as relações
intrínsecas entre os indivíduos de uma população doente, beirando a insanidade. O
cinema da época, segundo Kracauer, refletia o inconsciente de um povo culturalmente
elevado, mas que já sofria dos temores de uma nova guerra e por isso produziria uma
arte em que o tenebroso, o macabro e as taras psíquicas do homem, seus medos, seus
vícios e o seu interior doentio são explorados através da iluminação, cor, som, imagem,
ângulos de filmagens etc. Em seu interior, a nação escondia algo muito embaraçoso: o
nazismo.
Nesta obra, Kracauer sugere que os personagens loucos e tiranos que eram
tão famosos nos cinemas Alemão após a primeira guerra mundial, eram protótipos da
insanidade e tirania que viria a tomar conta da Alemanha nos anos 30. O Historiador
nota que temas como a divisão da alma e a rebelião eram recorrentes em produções
cinematográficas da época, o que poderia significar um prenuncio do que viria com
a ascensão de Hitler. Tais características poderiam revelar sintomas sociais de uma
sociedade que acabara de sair de uma guerra que provocara milhões de mortes. Sobre
a temática o autor afirma:

“Os filmes de uma nação refletem a mentalidade desta de uma maneira
mais direta do que qualquer outro meio artístico (. . . ). Primeiro, os filmes
nunca são produto de um indivíduo (. . . ) segundo porque os filmes são destinados
às multidões anônimas. (. . . ) Ao gravar o mundo visível – não importa se a
realidade vigente com um universo imaginário – os filmes proporcionam
a chave de processos mentais ocultos. (. . . ) O que conta não é tanto a
popularidade dos filmes estatisticamente mensurável, mas a popularidade
de seus temas pictóricos e narrativos. (. . . ) Assim, por trás da história
explícita da Alemanha (. . . ) existe uma história secreta envolvendo dispositivos
internos do povo alemão. A revelação desses dispositivos através do
cinema alemão pode ajudar a compreender a ascensão e a ascendência de
Hitler.”
(Kracauer 1988, pp. 17-20).

Resumo

A arte sempre foi uma forte arma de influência social e cultural em uma nação, e é sabido que o cinema aborda o pensamento de uma civilização, seja em um curto ou longo espaço de tempo. Seguindo essa ideia, o cinema alemão do período pré-hitlerista teve sucesso em visualizar de maneira premonitória, o declínio de sua nação e o prenúncio de tempos sombrios.

Como prova desse caráter profético do cinema alemão pré-hitlerista, o livro do sociólogo e historiador germânico Siegfried Kracauer “ De Caligari a Hitler – Uma história psicológica do cinema Alemão”, nos revela a relação do cinema com a sociedade como parte de um jogo de análise comportamental da Alemanha. O cidadão da época, caracterizado pelos personagens doentios e insanos dos filmes expressionistas (como será analisado através do filme “ O Gabinete do doutor Caligari”), funciona como uma alegoria da condição massificante do indivíduo que perde sua individualidade e personalidade, tornando-se uma peça da engrenagem do nazismo, totalmente alienado.

Através de obras cinematográficas como “ O triunfo da Verdade “, pretende-se analisar as características propagandísticas presentes nesses que foram importantes meios de proliferação dos ideais nazistas da época.

1.  Introdução

Tendo como coordenador o ministro da Propaganda e Conscientização Publica, Paul Joseph Goebbels, a propaganda nazista foi responsável pela realização de vários filmes com teor propagandístico e nacionalista, sempre exaltando o racismo e o ódio aos estrangeiros, principalmente ao povo judeu que eram mostrados como únicos culpados pela decadência da Alemanha. O cinema era a maneira mais eficiente para a proliferação de imagens, pois distraia a atenção da população para qualquer possível derrota do exército alemão.

O principal objetivo era vender Hitler, enaltece-lo como um herói da nação ariana, e espalhar suas ideias, como a de que os judeus eram os verdadeiros culpados pela decadência econômica da Alemanha e, por isso, deveriam ser vistos como subhumanos perigosos para a saúde pública, e, portanto, para que uma nova Alemanha se reerguesse, era necessário exterminar as “imperfeições”.

Nos dias de hoje, olhamos mais de 80 anos para o passado e nos questionamos sobre as estratégias usadas pelos nazistas na propaganda do partido.

O cinema foi pela primeira vez utilizado como instrumento de propaganda pelos nazistas, pois era uma forma fácil e eficiente para a divulgação de imagens que serviam para distrair o povo alemão. Inúmeros filmes e documentários foram produzidos, cujo objetivo era construir uma lenda por trás do monstro que era Adolf Hitler.

A estética apresentada pelas propagandas foi a principal responsável pela glória dos ideais nazistas alcançou. Estética que fazia o imaginário da população, levando-os a crer na existência de um mundo perfeito e ideal, completamente distante da realidade daquela época. O nazismo como movimento totalitário dominava a todos através da política do medo, moldando os próprios membros do partido em seres sem capacidade de pensamento ou escolha individual, apenas focalizando os interesses do partido.

Os nazistas investiram pesado na propaganda, até mesmo em aprisionamentos de judeus como em Auschwitz, era possível ler em sua fechada “ Arbeit macht frei”, O Trabalho Liberta. Uma clara e evidente maneira de persuadir os prisioneiros para realizar o trabalho desumano nas fabricas de armamentos, em busca de liberdade.

Todos sabem como o cinema influencia e muito quando se trata de política, cultura, dinheiro e até mesmo Guerras.

Alguns anos antes do início oficial da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente, na década de 30, era normal você ver filmes fazendo propagandas ideológicas, ataques à outras nações e coisas piores.

Sabendo disso, escrevi este artigo falando um pouco do cinema na época da Segunda Guerra.

O nazismo no Cinema

Foto por: Alamy

A Alemanha Nazista foi uma das primeiras nações a ter um grande nome feminino nas produções cinematográficas. O nome dela era Leni Riefenstahl. 

Leni Riefenstahl foi não só uma figura importante pra influência feminina no Cinema, como também uma grande propagadora do Partido Nazista e de sua ideologia de superioridade Ariana.

De acordo com algumas fontes, Leni ouviu Adolf Hitler discursar num comício em 1932 e ofereceu a ele seus serviços como cineasta, porque teria ficado fascinada pelas habilidades oratórias do líder. Já outras, como a própria diretora, afirmam que ela é que foi procurada por Hitler, depois que este assistiu e adorou o filme A Luz Azul. (source: Wikipédia)

Com filmes como “Triunfo Da Vontade” (1935), “A Vitória da Fé” (1933) e “Olympia” (1938), que são uns dos maiores sucessos dela, onde exaltavam a figura de Hitler, a superioridade alemã e de sua raça Ariana, foram também o que fez ela participar da história do cinema, revolucionando, com técnicas de enquadramento, ângulos de câmera, iluminação e nus.

Leni Riefenstahl não era partidária do nazismo, até sonhava em ser atriz de Hollywood, não conseguindo tornou-se cineasta do regime de Hitler. Leni assinou filmes antissemitas como “Judeu Suss”.

Foi feito um documentário em 1992, que se chama Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, onde conta a história pessoal e de carreira da grande cineasta.

Hollywood e sua influência na Guerra

Antes da guerra, também na década de 30, Hollywood realizava filmes anti-nazismo. O estúdio de cinema que mais se engajou foi a Warner Bros. Além da Warner, a United Artists também alertava sobre o perigo iminente que o nazismo poderia causar ao mundo.

Foto por: Warner Home Video

Acreditava-se na época numa grande perda de mercado de cinema na Europa, caso a Warner lançasse seus filmes de guerra anti-nazismo no velho continente. Os irmãos Warner insistiram e lançaram o  filme “Sargento York” (1939). O Filme era protagonizado pelo ator Garry Cooper, um pacifista que abria mão do pacifismo para matar e salvar outras vidas.

Nessa época, os filmes de guerra dos EUA contaram com a colaboração de vários refugiados do regime de Hitler, como Fritz Lang, Otto Preminger, Robert Siodmark, Douglas Sirk, Michael Curtiz, Fred Zinneman e Billy Wilder, todos alemães e austríacos. Os refugiados em Hollywood iniciaram um trabalho super importante, de conscientização sobre a horrível guerra que iniciara na Europa.

Em 1938, ocorrera uma série de ataques por parte dos nazistas sobre sinagogas e lojas de judeus situadas na Alemanha, fato conhecido como a “Noite dos Cristais”; perante essa notícia, Charles Chaplin ridicularizou Hitler através do filme “O Grande Ditador” de 1940.

O filme “O Grande Ditador” além de ser censurado em vários países, inclusive aqui no Brasil, o filme também deixou Hitler bem furioso, numa fase em que EUA e Alemanha ainda mantinham relações diplomáticas.

União Soviética no Cinema

Claro que os soviéticos não poderiam ficar de fora, já que sua ideologia dependia tanto de propaganda como a do Regime Alemão.

Mas no âmbito do Cinema, a Rússia teve vários cineastas soviéticos que influenciou muito no Cinema. Entre os mais conhecidos estão Sergei Eisenstein, Dziga Vertov e Andrei Tarkovski.

Filmes como “O Encouraçado Potemkin” (1925), Alexander Nevsky (1938), Três Músicas Para Lenin (1934) e Lenin Em Outubro (1937) foram de suma importância pra divulgação marxista-leninista pro mundo.

Diferente dos cineastas alemãs ou americanos, os soviéticos criavam mais documentários do que filmes comuns. Mesmo o mundo do cinema já sendo enorme, a Rússia focou sua propaganda mais em outras áreas e isso ficaria pra outro artigo, em outro site, provavelmente.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

© 2018 Cinerama Clube.

Todos os direitos reservados.

[email protected]

Developed By: Vedrak Devs