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Falar do cinema dos anos 80 é falar de clássicos da fantasia que marcaram a infância de muita gente. Entre alguns exemplos temos A Princesa Prometida (1987), Excalibur (1981), Willow (1988) e o inesquecível A História sem Fim (1984). O Labirinto – A magia do tempo (1986) dirigido por Jim Henson tem aquela ingenuidade e charme há muito tempo perdido no cinema. O estranho e o encantador, o atraente e o repulsivo, o real e o desnorteante. Todas essas figuras opostas estão presentes no filme.

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O labirinto

Sarah Williams (Jennifer Connelly) é uma adolescente que adorar ler um livro de fantasia chamado “Labirinto“, tanto que tenta decorar várias frases do filme. Uma noite, seu pai e sua madrasta saem e ela precisa cuidar do meio-irmão Toby. Irritada pelo fato do irmão não parar de chorar um só momento, Sarah se lembra do livro e deseja que os goblins levem seu irmão. Para isso ela fala uma frase e instantaneamente o bebê some. Desesperada, Sarah encontra o berço vazio. O rei dos goblins, Jareth (David Bowie), entra em seu quarto e diz que seu desejo não pode ser desfeito e, para ter o irmão de volta, ela precisa atravessar o labirinto em 13 horas e entrar no castelo. Caso ela não consiga, Toby será transformado irreversivelmente num goblin. O labirinto, no entanto, não segue lógica nem regra da física, para vencê-lo é preciso interpretar enigmas.

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Sarah em busca do irmão.

A produção talvez seja a mais criativa e imaginativa dos anos 80. Época em que o CGI não era tão bom quanto hoje, a saída encontrada foi produzir uma grande quantidade de marionetes, fantasias e cenários. Todos foram minuciosamente preparados e detalhados. Esse trabalho manual fascina e aproxima o espectador ainda mais do filme. Tudo ali parece real, até mesmo as criaturas, parecem vivas. Chega-se a cogitar, para as mentes mais fantasiosas, que um dia em nossas vidas, visitaremos o lugar. Esse efeito não existe mais atualmente, os efeitos, ainda que bem realistas, nunca passam de artificiais.
David Bowie, além de atuar, compõe e faz as performances de cinco músicas no filme. Dentre as mais famosas estão “As The World Falls Down” e “Magic Dance”. Bowie, com seu carisma, interpreta muito bem o vilão enigmático e charmoso que adora brincar com as esperanças e expectativas de Sarah.

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Sarah encontra Jareth e Toby em escadarias surreais.

Existem algumas análises curiosas sobre o filme. Uma, mais voltada para a Psicologia, considera o labirinto como a mente humana e Jareth, como o Ego. A princípio, Sarah é uma garota egocêntrica e sonhadora, mas que precisa enfrentar obstáculos para encontrar sua forma mais pura (o bebê). Isso fica mais evidente quando alguns espectadores conseguem captar uma mensagem sobre laços de amizade verdadeiros feitos sem acepção de aparência.

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A bela edição brasileira de “O labirinto”.

Esse ano, a editora DarkSide Books trouxe o livro de Sarah das telas para as mãos dos leitores brasileiros. Em uma edição de excelente qualidade, o leitor se deslumbrará com esse mundo fantasioso. A versão romanceada do script do filme, conta com algumas cenas que foram cortadas do filme, além de desenhos das criaturas. É pra guardar com carinho na estante.

Labirinto é uma fantasia única que enche muitos de nostalgia. Contou com um time de peso tanto em atuação, direção e produção (Terry Jones, fundador do Monty Python, escreveu o roteiro; George Lucas participou da coprodução). Por isso, merece ser visto por várias gerações.
Perca-se no labirinto e encontre-se mais livre para sonhar e superar obstáculos.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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