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Trata-se de Anna and the Apocalypse, um filme que contará a história de Anna, uma jovem que tenta sobreviver a um apocalipse zumbi com seus amigos em uma cidadezinha, rumando à escola do lugar enquanto lutam contra os mais diversos monstros e cantam para celebrar e entender a adolescência.

O filme, que mais parece uma sequência do game Dead Rising, será dirigido por John McPhail e ainda não tem data de estreia.

O Netflix fechou um acordo com o diretor Damien Chazelle para produzir uma nova série musical de oito capítulos, segundo informações da Variety.

Conhecido por filmes como Whiplash e LaLa Land, Chazelle irá trabalhar no seriado ao lado de outros nomes conhecidos da indústria, como o roteirista britânico Jack Thorne, e do produtor musical Glen Ballard.

Intitulado The Eddy, o programa exclusivo do Netflix será filmado na França e terá diálogos em diferentes idiomas, incluindo inglês, francês e árabe.

Chazelle chega para engrossar a lista de grandes nomes do cinema e da TV que fecharam acordos recentes com o Netflix, ao lado dos Irmãos Coen, do apresentador David Letterman e da roteirista e produtora Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy).

Que Justin Hurwitz caprichou na trilha sonora de La La Land – Cantando Estações não há dúvidas. Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original – juntamente com Benj Pasek e Justin Paul – por City Of Stars, o compositor e suas canções são muito prestigiados pelos amantes do longa. Mas não só de canções originais viverá a trilha sonora de La La Land! Três grandes clássicos dos anos 80 ajudam a compor a sonografia do filme na cena super divertida em que Mia encontra Sebastian em uma Pool Party na estação primavera.

O som dançante que embala o primeiro plano dessa sequência pertence a banda norueguesa A-ha, o single Take On Me foi lançado em 1985 e escrito pelos próprios membros da banda. Aos apreciadores da arte da animação fica aqui a dica para assistir ao videoclipe que trás uma mistura de desenho feito a lápis e live-action:

Depois de ter os ouvidos alugados por um escritor nem um pouco humilde a aspirante a atriz, Mia, vai até a mesa de drinks pegar uma bebida. Atraída pela música ela se encaminha para o local onde uma banda pop bem colorida está dando LITERALMENTE um show. Surpresa por ver ninguém menos que Sebastian, o pianista de jazz que a ignorou há um tempo atrás, ela decidi “se vingar” ao ver que ele não está gostando de estar ali, pedindo mais um clássico: I Ran (So Far Away), do grupo britânico A Flock of Seagulls, grande sucesso em 82.

E aqui vai uma paródia da canção feita pela série Apenas um Show (Regular Show), mais uma dica para quem curte animação:

De uma forma cômica, cheia de expressões faciais e uma dancinha zoeira sexy – a cara de Emma Stone, intérprete da personagem -, Mia provoca Sebastian, que lança olhares debochados e furiosos para ela enquanto toca.

Depois dessa bela apresentação é hora de finalizar o combo 80’s hits com Tainted Love. O cover da dupla Soft Cell que tornou a canção de Ed Cobb mundialmente famosa em 1981 é o fundo musical da conversa que dá continuidade as provocações entre Mia e Sebs.

O videoclipe desse remake trás efeitos visuais bem legais:

Aos que ouviram as músicas no filme e não conheciam, ainda é tempo de ouvir e curtir!
E aos que já conheciam, vale a pena relembrar!

Crítica | La La Land

Playlist: https://open.spotify.com/user/1121960258/playlist/5jktEuEOhXva2u3Gr16oxV

Esse lugar é conhecido pela língua inglesa de La la Land, ou por mim, de aposentadoria antes dos 40. La la Land, o filme, trata justamente disso, dois serelepes jovens artistas que buscam alcançar seus sonhos em Hollywood (city of stars), assim como milhares de outras pessoas. A jornada pode ser longa, difícil e cruel, mas parafraseando Alcione, “Não deixe o sonho morrer, não deixe o sonho acabar, Hollywood foi feita de sonho, sonho para gente sonhar”.

Acompanhamos o desenrolar desses sonhos em fases, ou mais precisamente, estações conforme o subtítulo. A primavera, o desabrochar do sonho. Tudo é tão belo, planos mil e a vontade também. No verão, damos os primeiros passos para fora do ninho, encaramos a vida de frente, crescemos, somos independentes e acreditamos ser fortes o suficiente para alcançar nossos sonhos. No outono, as primeiras folhas começam a cair, assim como os problemas começam a surgir, o desânimo bate à porta e a vontade de desistir é grande ao ver o inverno chegar. E ele chega. O que você faz? Se entrega ao frio que castiga ou enfrenta e vê que logo na esquina está a primavera com suas flores belas para recompensar seu esforço?

O filme vai te preparando, como os clássicos musicais e os filmes antigos em geral, para uma história de amor fofinha, cuti cuti, do casal perfeito, o casal que adora se odiar e acabam juntos no final (à la Aconteceu Naquela Noite com Clark Gable) com uma trilha sonora envolvente e alegre combinando com o clima do filme e, claro, o clima da estação. Tudo é perfeito e colorido, estamos no mundo de Encantada. Até o momento que você leva um soco no estômago, realidade na cara, segura essa, porque a vida não é bonitinha assim. E você, que ao longo do filme já vinha dando a alcunha para o filme como o musical de Woody Allen, pelo jazz, o humor do ryan gosling caricato, emma stone como uma personagem feminina de personalidade forte e como um contraponto de opiniões ao personagem masculino, mas agora passa a ter certeza, percebe que a relação amorosa complicada, real e triste de seus filmes também está presente. Umas gotas salgadas saem dos seus olhos.

Nas estações certas, o filme te faz cantar, rir, sapatear, dançar, lembrar dos filmes da Disney, dos clássicos dos anos 30/40/50, mas nas outras estações, também te faz perceber que nem sempre vamos conseguir conquistar tudo aquilo que sonhamos. Essa é a vida. Só nos basta sorrir, aproveitar cada primavera, porque “the winter is coming”.

Tecnicamente, o filme é lindo e um páreo duro para o coreano A Criada nas categorias técnicas, com belas cores, uma excelente edição, som agradável, todas músicas combinando como roupas de gêmeos, produção de arte caprichosa e toda em tom nostálgico com referências à época de ouro do cinema. Artisticamente, tocante, com atuação soberba de Emma Stone e o humor na medida de Ryan Gosling, que já tínhamos visto outras vezes como em Os caras legais. Uma direção, por parte de Damien Chazelle (Whiplash), que conseguiu amarrar todas essas ideias e fazê-las funcionarem e um roteiro que conseguiu unir o clássico, nostálgico, divertido e belo com a dura e fria realidade. Esse é La la Land, o filme que honra seu nome e nos faz olhar para além da tela de cinema como se fosse uma janela e pensar em todos aqueles sonhos que acabamos deixando de lado nos outonos passados.

 

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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