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O 26º Anima Mundi começa no dia 21 de julho no Rio de Janeiro e no dia 01 de agosto em São Paulo. (

Este ano a animação brasileira foi homenageada no Festival de Annecy com mostras especiais curadas pela direção do Anima Mundi. Além disso, dois filmes brasileiros levaram prêmios para casa: Rodrigo Faustini ganhou o Cristal de melhor curta-metragem na categoria “Off Limits” com Garoto Transcodificado a partir de Fosfeno. E Mateus de Paula Santos venceu na categoria de filmes para a TV, por Leica – Everything in Black and White. Os dois premiados brasileiros já estavam selecionados para a edição 2018 do Anima Mundi e serão vistos por aqui também.

Como já é tradição, muitos dos filmes premiados no último sábado em Annecy estarão na programação do Anima Mundi. Na edição de 2018, o público brasileiro poderá assistir a onze vencedores do consagrado festival francês, que é um dos mais importantes eventos de animação do mundo. São eles: o longa-metragem The Breadwinner, que ganhou o prêmio do público para melhor longa (coprodução de Canadá, Irlanda, Luxemburgo) e os curtas Hybrids (França), Weekends (EUA), Inanimate (Reino Unido),  Biciklisti (Croácia), Ce Magnifique Gâteau (Bélgica, França, Holanda), Happiness (Reino Unido), La Mort, Père & Fils (França) e Vivat Musketeers! (Rússia). 

O 26º Anima Mundi começa no dia 21 de julho no Rio e no dia 1º de agosto em São Paulo e apresentará 405 filmes de 40 países.

Mais informações em: www.animamundi.com.br

Filme de horror brasileiro, estreia nesta quinta-feira, 07 de junho. (📷 Imovision / Divulgação) 

O cinema de gênero nacional está voltando ao mercado com força e boa qualidade. É o caso de Motorrad, que fez a abertura de 2018 e surpreendeu pela boa produção. No próximo ano, é aguardado o terror Recife Assombrado, de Adriano Portela. Mas nesta quinta-feira, 07 de junho, estreia o filme do gênero horror, As Boas Maneiras.

Na sinopse, Clara, enfermeira solitária da periferia de São Paulo, é contratada pela rica e misteriosa Ana como babá de seu futuro filho. Uma noite de lua cheia muda para sempre a vida das duas mulheres.

A dupla Juliana Rojas e Marco Dutra (Trabalhar Cansa) que se conheceram ainda na Universidade e sempre realizam seus trabalhos em parceria, criam um universo lendário, baseado no lobisomem, de uma forma muito exitosa. O espectador conhecerá uma obra diferente de tudo o que já leu. O roteiro e direção de Rojas e Dutra criam um ambiente novo para contar a história, já conhecida através das lendas brasileiras. Eles substituem a zona rural pela urbana com edifícios, escolas, grande número de população, centros de compras etc. O que contribui para a essência da trama.

📷 Imovision / Divulgação

Utilizando as técnicas de animação bem desenvolvida, a protagonista Ana (Marjorie Estiano) narra uma história sinistra para Clara (Isabél Zuaa), explicando como conseguiu aquela gravidez. Não sabem elas, o que Ana carrega em seu ventre. O garoto Joel, filho de Ana e criado por Clara, vivido por Miguel Lobo, também não decepciona e retrata uma criança com seus sonhos, suas brincadeiras, amizades e malcriações também. 

As protagonistas desempenham um ótimo papel e, juntas, carregam a química necessária para passar toda a carga dramática das personagens para o espectador. E tanto Estiano, quanto Zuaa conseguem mostrar uma ótima interpretação. 

Um ponto forte da produção está nos efeitos visuais. A criação do lobisomem é bem fiel e não parece artificial, o que já é muito bom. O personagem que interpreta o lobisomem se apresenta como humano e também no processo de transformação e tudo é mostrado com perfeição na tela grande.   

As Boas Maneiras é um filme do gênero horror, lançado para provar que de gênero o cinema nacional também entende e consegue realizar. Claro que com todas as dificuldades, mas com boa qualidade.

Assista ao trailer: 

A penúltima noite de sessões do Cine PE 2018, contou com uma homenagem a empresa independente Box Brazil. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

A quarta noite do Cine PE – Festival do Audiovisual realizada neste domingo, 03 de junho, realizou mais uma homenagem. Depois de render homenagem à atriz Cássia Kis, ao ator Rodrigo Santoro e a uma lenda viva do cinema pernambucano – a cineasta Kátia Mesel –, o evento entregou o troféu “Calunga de Ouro” à emissora Box Brazil. Sandra Bertini, diretora do festival, subiu ao palco do Cinema São Luiz por volta das 21h30, para entregar a honraria máxima do evento ao diretor da empresa, Cícero Aragon, e sua equipe. “Cícero tinha um sonho, e esse sonho fez com que ele desse vida a o que é hoje a maior programadora independente do Brasil – e ele conseguiu implantar isso fora do eixo Rio-São Paulo. Eu acredito no empreendedorismo cultural e a Box Brazil tem sido extremamente importante para a valorização do audiovisual no país”, pontuou Sandra.

A noite contou com uma programação balanceada, de curtas-metragens com conteúdo profundamente político e social – como Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro, Peripatético, de Jéssica Queiroz, Lençol de Inverno, de Bruno Rubim e Frequências, de Adalberto Oliveira – a trabalhos mais leves e divertidos – como o engraçado Não Falo com Estranhos, de Klaus Hastenreiter, e o belo Insone, de Breno Guerreiro e Débora Pinto. Para encerrar o quarto dia de exibições, o festival apresentou o longa-metragem Henfil. O documentário dirigido por Angela Zoé traz informações e depoimentos sobre o cartunista, jornalista e escritor que dá nome à obra.

Durante a tarde, o Cine PE promoveu a “Mostra Kátia Mesel: 50 anos de Audiovisual”, com a projeção de oito dos curtas mais conhecidos da carreira da diretora.

Confira a programação desta segunda-feira, 04 de junho de 2018:

MOSTRA INFANTIL

Hora: 9h Local: Cine São Luiz

Acesso: alunos selecionados da rede pública de ensino

 MOSTRA INFANTIL DE LONGA METRAGEM

  • Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) – O Filme” (BR), Aventura, Direção: André Pellenz, 105’

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2018

Hora: 19:30 h Local: Cine São Luiz

Acesso: Gratuito com retirada antecipada de ingresso

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

(MOSTRA PE)

  • Edney (PE), Ficção, Direção: João Roberto Cintra, 15’
  • Seja Feliz (PE), Ficção, Direção: Diego Melo, 7’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

  • (MOSTRA CURTA BRASIL)
  • Sweet Heart (SP), Ficção, Direção: Amina Jorge, 21’
  • Cine S. José (PE), Documentário, Direção: William Tenório, 11’

INTERVALO

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

  • Meu tio e o joelho de porco (SP), Documentário, Direção: Rafael Terpins, 76’

Após finalmente conseguir espaço na agenda para receber homenagem, Rodrigo Santoro não conseguiu  segurar as lágrimas. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

Na terceira noite do Cine PE – Festival do Audiovisual, realizada neste sábado (02/06), Rodrigo Santoro não conseguiu segurar as lágrimas e caiu no choro, durante a homenagem pelo conjunto da sua obra. Com o Cinema São Luiz lotado, Santoro, homenageado da 22ª edição do evento, não conteve a emoção e se rendeu às lágrimas. “Eu vim no avião fazendo uma reflexão sobre o porquê de estar aqui recebendo este prêmio. E eu queria agradecer porque foi aqui no Cine PE, com ‘Bicho de Sete Cabeças’, em 2001, que a minha história começou”, rememorou. Palavras ditas, mais cedo, na coletiva de imprensa que o mesmo participou no Nobile Suítes Executive, em Boa Viagem, zona sul do Recife.

Enquanto o astro tentava se recompor, Cássia Kis irrompeu pela sala de projeção do tradicional cinema recifense: “Rodrigo, eu entrego o seu prêmio”. Kis, que  também foi premiada com o “Troféu Calunga de Ouro”, o mesmo que Santoro recebeu, na noite da última sexta-feira (01/06), foi convidada para entregar a honraria máxima do festival ao astro de Westworld, da HBO. Ao surpreender a todos não aguardando ser anunciada, Cássia emocionou não apenas Santoro, mas todo o público. Sandra Bertini, diretora-geral do festival, chegou ao fim da homenagem com os olhos bastante úmidos.

Sandra Bertini, diretora-geral do Festival, também ficou bastante emocionada. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

Antes da grande homenagem, os curtas-metragens da noite foram ovacionados pelos espectadores. Vidas Cinzas, de Leonardo Martinelli, foi um dos destaques da programação. O falso documentário, que aborda a atual crise social, política e econômica do Brasil, foi calorosamente aplaudido – especialmente ao surpreender os presentes com um depoimento da Vereadora carioca Marielle Franco, brutalmente assassinada em março deste ano, junto com o seu motorista, Anderson Gomes. O terceiro dia do evento também contou com a exibição dos elogiados curtas Através de Ti, de Diego Tafarel, e o ótimo Cara de Rato, de Benedito Serafim, e a animação Plantae, de Guilherme Gehr.

A terceira noite do Cine PE foi encerrada com as exibições dos longas-metragens Marcha Cega, de Gabriel di Giacomo e Dias Vazios, de Robney Bruno Almeida.

Confira a programação deste domingo, 03 de junho de 2018:

MOSTRA KÁTIA MESEL: 50 ANOS DE AUDIOVISUAL

Hora: 14:00 h Local: Cine São Luiz

Acesso: Gratuito

  • Oh de Casa (PE), Direção: Kátia Mesel, 10’
  • Sulanca (PE), Direção: Kátia Mesel, 11’
  • Recife de Dentro pra Fora (PE), Direção: Kátia Mesel, 15’
  • Fora do Eixo (PE), Direção: Kátia Mesel, 8’
  • Trailer Rochedo (PE), Direção: Kátia Mesel, 4’
  • A Gira (PE), Direção: Kátia Mesel, 16’
  • O Mago das Artes (PE), Direção: Kátia Mesel, 23’
  • Casa Comigo? (PE), Direção: Kátia Mesel, 6’

SEMINÁRIOS

Hora: 14:00 h Local: Hotel Nobile Suites Executive – Boa Viagem

Acesso: Inscrição prévia e gratuita no portal Sympla

Workshop de Ilustração Digital aplicada ao Ambiente Cinematográfico

Ministrado: Prof. Erick Frantto

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2018

Hora: 19:30 h Local: Cine São Luiz

Acesso: Gratuito com retirada antecipada de ingresso

LANÇAMENTO LIVRO: HISTÓRIAS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO EM PERNAMBUCO

Autor: Marcos Buccini

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

(MOSTRA PE)

  • Deep Dive (PE), Ficção, Direção: Pedro Arruda, 3’
  • Frequências (PE), Documento, Direção: Adalberto Oliveira, 19’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

(MOSTRA CURTA BRASIL)

  • Insone (SP), Animação, Direção: Breno Guerreiro e Débora Pinto, 2’
  • Universo Preto Paralelo (SP), Documentário, Direção: Rubens Passaro, 12’
  • Peripatético (SP), Ficção, Direção: Jessica Queiroz, 15’
  • Lençol de Inverno (RJ), Ficção, Direção: Bruno Rubim, 24’
  • Não falo com estranhos (BA), Ficção, Direção: Klaus Hastenreiter, 17’

INTERVALO

Homenagem Box Brasil

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

  • Henfil (RJ), Documentário, Direção: Angela Zoé, 74

Com o Cinema São Luiz lotado, Cássia Kis recebeu a homenagem das mãos do ator Gabriel Leone. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

A noite desta sexta-feira, 01 de junho, foi marcada pela segunda noite de exibições do Cine PE – Festival do Audiovisual, marcada por muita emoção e boas doses de risadas. As primeiras produções da noite contou com o documentário em curta-metragem Uma Balada para Rocky Lane, dirigido por Djalma Galindo, arrancou gargalhadas e foi ovacionado pelo público. O filme conta a história de José Leite Duarte, que assumiu a identidade de um famoso ator dos faroestes norte-americanos, passando a se vestir como o cowboy e a se envolver em duelos imaginários com as crianças nas ruas de Arcoverde, no sertão de Pernambuco. O encontro ainda contou com a exibição de outros três curtas-metragens: Teodora Quer Dançar (MT), uma lenda urbana local. O poético Balanceia (RO) e o também engraçado e crítico Banco Brecht (PE) também arrancaram elogios nos corredores do grande Cinema São Luiz.


O momento principal da noite, no entanto, foi a homenagem à atriz Cássia Kis, que recebeu a honraria máxima do evento, o “Troféu Calunga de Ouro”. Surpreendida pela produção do festival, Kis ficou emocionada ao descobrir que receberia o prêmio das mãos do ator Gabriel Leone, que interpretou seu filho na novela global das 23h Os Dias Eram Assim. “Desde antes de eu pensar em fazer teatro, de ter qualquer relação com a arte, eu te admirava. Quando eu te conheci, esse sentimento extrapolou, não só artisticamente falando, mas como pessoa… você também é como uma mãe aqui fora”. Discursou Leone. Já Kis discursou: “Esse presente que eu recebi agora, esse carinho e cheiro. Estou muito feliz com essa noite. Eu tenho dificuldade em receber carinho. Agradeço muito“.

Público geral, jornalistas e presenças VIPs, aguardam a abertura do segundo dia. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)


A segunda noite foi encerrada com as exibições dos longas-metragens cariocas Christabel, de Alex Levy-Heller e Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho,. Os filmes integram a “Mostra Competitiva de Longas-Metragens” e contaram com os integrantes do elenco e produção.

Confira a programação deste sábado, 02 de junho de 2018:

SEMINÁRIOS

Hora: 14:00 h Local: Hotel Nobile Suites Executive – Boa Viagem

Acesso: Inscrição prévia e gratuita no portal Sympla

Workshop de Ilustração Digital aplicada ao Ambiente Cinematográfico

Ministrado: Prof. Erick Frantto

MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2018

Hora: 19:30 h Local: Cine São Luiz

Acesso: Gratuito com retirada antecipada de ingresso

LANÇAMENTO LIVRO: HISTÓRIAS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO EM PERNAMBUCO

Autor: Marcos Buccini

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

(MOSTRA PE)

  • Cara de Rato (PE), Ficção, Direção: Benedito Serafim, 20’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

(MOSTRA CURTA BRASIL)

  • Plantae (RJ), Animação, Direção: Guilherme Gehr, 10’
  • Através de Ti (RS), Ficção, Direção: Diego Tafarel, 16’
  • Vidas Cinzas (RJ), Documentário, Direção: Leonardo Martinelli, 15’

INTERVALO

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

  • Marcha Cega (SP), Documentário, Direção: Gabriel Di Giacomo, 88’
  • Dias Vazios (GO), Ficção, Direção: Robney Bruno Almeida, 104

Aplaudido de pé, o filme da carioca Yasmim Dias, emocionou e foi o grande destaque da noite de abertura do evento. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

Após ser adiado, devido a “crise do combustível” que parou o Brasil, nas últimas semanas, finalmente, a Produtora Cultural Sandra Bertini, conseguiu realizar a abertura da 22ª edição do Cine PE – Festival do Audiovisual. Na noite desta quinta-feira, 31 de maio, o Cinema São Luiz, centro do Recife, foi o palco principal de um dos mais importantes festivais de cinema do país. Apresentado pela jornalista Graça Araújo, o festival exibiu os curtas-metragens como Dia-Um, animação pernambucana dirigida por Natália Lima; O Consertador de Coisas Miúdas, de Marcos Buccini; Sob o Delírio de Agosto, ficção de Carlos Kamara e Karla Ferreira; e Abismo, de Ivan de Angelis.

A carioca Yasmin Dias, realizadora do documentário em curta-metragem Marias, viu sua história ser ovacionada de pé, tornando-a o destaque da grande abertura do Festival. No filme, Dias acompanha a dor de cinco mulheres que sofreram um relacionamento abusivo – sendo uma delas sua própria mãe, morta a sangue frio pelo companheiro. Emocionada, a carioca explicou que compartilhou sua história para que outras mulheres não passem pelo mesmo sofrimento: “Eu transformei a minha dor em arte”, pontuou emocionada e emocionando.

Na sequência, dentro da “Mostra de Filmes Hours Concours”, foi exibido o curta-metragem Desculpe, Me Afoguei, fruto de uma colaboração entre a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o estúdio libanês Kawakeb. Para encerrar a noite, o público pôde conferir em primeira mão a comédia Mulheres Alteradas, do diretor estreante Luís Pinheiro. A crítica do longa-metragem ficará disponível neste Cinerama, em breve!

Marcos Buccini lança seu livro “História do Cinema de Animação de Pernambuco”. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

No hall do Cinema São Luiz, o cineasta e Pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Marcos Buccini, lançava o seu História do Cinema de Animação de Pernambuco, que está sendo vendido pelo preço de R$ 20,00, durante todos os dias da programação do Cine PE. Conforme o próprio autor da obra frisou, ele aceita todos os cartões.

Como parte das homenagens, a cineasta Kátia Mesel foi agraciada com a primeira homenagem da edição 2018, recebendo das mãos do Secretário de Estado da Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, o almejado “Troféu Calunga”. Reconhecida como a primeira diretora de Pernambuco, a realizadora fez um discurso de agradecimento, após assistir um vídeo especial produzido pelo Canal Brasil. “Eu quero dedicar uma parcela dessa homenagem às mulheres, porque nesses 50 anos eu vi o foco mudar. 50 anos atrás, as mulheres no audiovisual eram basicamente as atrizes… Hoje em dia elas desempenham todas as funções dentro do mercado cinematográfico. Cinema não se restringe mais a um só gênero”, agradeceu.

Mas nem tudo foram flores. Nos discursos politizados dos realizadores, durante a apresentação das suas obras, o “Fora Temer” ganhou força com as repostas da plateia. Vaias contra a Rede Globo de Televisão, também foram ouvidas. 

Pelo terceiro ano consecutivo, o Cine PE conta com legendagem eletrônica para atender ao público com deficiência auditiva. O que mostra a preocupação da Direção do evento para com toda a Comunidade. 

Público, jornalistas e presenças VIPs, marcam presença no Cinema São Luiz. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

Confira a programação desta sexta-feira, 01 de junho de 2018: 

 MOSTRAS DE FILMES DO CINE PE 2018

Hora: 19:30 h Local: Cine São Luiz

 Acesso: Gratuito com retirada antecipada de ingresso

 LANÇAMENTO LIVRO: HISTÓRIAS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO EM PERNAMBUCO

Autor: Marcos Buccini

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS

(MOSTRA PE)

  •  Uma Balada para Rock Lane (PE), Documentário, Direção: Djalma Galindo, 20’

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS

(MOSTRA CURTA BRASIL)

  • Teodora quer dançar (MT), Ficção, Direção: Samantha Col Debella, 23’
  • Balanceia (RO), Ficção, Direção: Juraci Júnior e Thiago Oliveira, 7′
  • Banco Brecht (PE), Ficção, Direção: Tiago Aguiar e Marcio Souza, 8’

INTERVALO

Homenagem Cássia Kis

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS

  • Christabel (RJ), Ficção, Direção: Alex Levy-Heller, 113’
  • Os Príncipes (RJ), Ficção, Direção: Luiz Rosemberg Filho, 90’

Dirigido por João Salaviza e Renée Nader Messora, o filme foi rodado no Tocantins e produzido pelos mineiros Ricardo Alvez Junior e Thiago Macedo Correia. (📷 Entre Filmes / Divulgação)

O filme  Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora, conquistou na última sexta-feira, dia 18 de maio, o prêmio do júri da mostra “Um Certo Olhar” do Festival de Cannes. Há sete anos a categoria não contava com uma produção brasileira, e que teve Benício del Toro como presidente do júri. O filme foi ovacionado após sua exibição no Festival e os realizadores fizeram um protesto no tapete vermelho, antes do filme começar pedindo: “demarcação do território indígena” e “pelo fim do genocídio indígena”.

Sobre a premiação, João e René dizem, “O Brasil indígena é historicamente negado, silenciado, assassinado. Mas é justamente esse Brasil que sai exaltado de Cannes. São os Krahô quem ocupou este espaço com sua língua, seu corpo e seus espíritos. A importância deste reconhecimento transcende o gesto cinematográfico, até porque existem hoje no Brasil dezenas de diretoras e diretores indígenas que estão contando suas histórias e sendo donos de suas imagens. É maravilhoso estarmos aqui e é uma pequena revolução, mas a grande revolução terá acontecido quando esses cineastas estiverem ocupando também estes lugares.“.

Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai, se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

As filmagens foram precedidas por uma longa relação de Renée com o povo Krahô, que se iniciou em 2009. Desde então, a diretora trabalha com a comunidade, participando na mobilização do coletivo de cinegrafistas e fotógrafos indígenas Mentuwajê Guardiões da Cultura. O trabalho do grupo é focado numa utilização do audiovisual como instrumento para a autodeterminação e o fortalecimento da identidade cultural. Em 2014, João Salaviza conheceu os Krahô e, juntos durante longas estadias na aldeia, começaram a imaginar o que viria a ser o filme.

Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos é produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da Entre Filmes (responsável pela produção do longa Elon não Acredita na Morte), em coprodução com a portuguesa Karõ Filmes e a Material Bruto, de São Paulo.

Confira o cartaz: 

Com a ganhadora do Oscar Alicia Vikander e James McAvoy, o filme estreia nesta quinta-feira, 17 de maio, em circuito nacional . (📷 Divulgação)

A mais recente criação do consagrado cineasta alemão Wim Wenders, 74, o drama Submersão, uma poética história de amor que tem as conturbações políticas e sociais da atualidade como pano de fundo, estreia nesta quinta-feira, 17 de maio, no Cinema de Arte do Cinépolis Shopping Santa Úrsula. Há um detalhe: insatisfeito com a versão exibida no Festival de San Sebastian-2017, Wenders a remontou e agora, em lançamento no mercado internacional, recebe a consagração da crítica.

No filme,a biomatemática Danielle Flinders (Vikander) busca concretizar um projeto de exploração dos oceanos à procura da origem da vida no planeta. De férias num resort remoto na Normandia, conhece o engenheiro hidráulico James More (McAvoy), surgindo uma paixão arrebatadora. E, enquanto ela desce em um submersível e perigoso desconhecido abismo no Ártico, ele, em uma missão na Somália, sob a acusação de ser um espião, é preso e torturado por jihadistas africanos. Com suas vidas em perigo, buscam conectar-se numa jornada espiritual.

Assista ao trailer:

Cinema de Arte / Cinépolis Shopping Santa Úrsula – Sala 2
De segunda a sexta-feira – 19h30
Sábados e domingos – 14h30
Mais informações: www.cinemadearte.com.br

Crítica | Tully

“Tully”, novo filme dos criadores de “Juno”, explora as dores e as delícias da maternidade. (📷 Diamond Films / Divulgação)

A roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman formam uma dupla e tanto. Quando há uma reunião entre esses dois, há de se esperar algo no mínimo curioso.

São frutos desta parceria os ótimos Juno (Oscar de Melhor Roteiro Original em 2008), e Jovens Adultos (filme que foi mal nas bilheterias, mas está longe de ser ruim).

A coisa fica ainda melhor com a adição da talentosa Charlize Theron (também presente em Jovens Adultos). Aqui, mais uma vez o espectador tem a chance de ver a bela dando uma “pausa” em projetos grandiosos e de orçamentos multimilionários, e emprestando seu brilho a algo mais modesto e fora do circuito dos blockbusters.

Tully, novo lançamento da Diamond Films, que estreia no dia 24 de maio, em circuito nacional, apresenta um enredo simples, trivial: Marlo (Theron) é mãe de duas crianças e aguarda o seu terceiro filho. Quando o bebê nasce, Marlo se vê exausta e precisa trabalhar sua relutância em aceitar a ajuda da babá Tully (Mackenzie Davis).

Num primeiro momento, o filme, com uma trama tão simplória e comum, pode passar a impressão de bobo, e não ser levado a sério, e é justamente aí que reside toda a sua competência e força.

Tully já monopoliza a atenção logo na primeira cena: uma linda tomada acompanhada pela música Ride Into The Sun, da banda The Velvet Underground, que mostra um momento de cumplicidade entre Marlo e um de seus filhos.

A trilha sonora, aliás, é um dos destaques da película: as músicas se encaixam perfeitamente nas cenas do filme, e dão a impressão de terem sido compostas especialmente para este projeto.

O roteiro de Cody é de extrema inteligência, e consegue manter a atenção e o interesse da plateia na maior parte do tempo. A habilidade da roteirista em trabalhar a estrutura de cenas cotidianas, de forma a torná-las atraentes, é o ponto positivo da mesma, e talvez um dos segredos de seu estilo de sucesso.

Como complemento, os diálogos são repletos de tiradas cômicas, e trazem leveza através de sucessivas piadas que, apesar da profusão constante, não são cansativas.

Na pele de Marlo, Charlize Theron (Monter – Desejo Assassino, Mad Max – Estrada da Fúria) apresenta um relato sincero da maternidade. Tudo está presente: o esgotamento físico e emocional, as inseguranças, e os medos. Charlize, sempre muito talentosa e dona de uma técnica quase impecável, rouba a cena e faz o público acreditar que de fato é uma mãe em crise.

Notável também o trabalho de Mackenzie Davis como a personagem-título. Davis (Blade Runner 2049) é graciosa e dinâmica na tela, a antagonista perfeita de Theron.

Muito mais do que “babá” e “patroa”, Tully e Marlo desenvolvem uma relação de amizade, cumplicidade e apoio mútuo. Num primeiro momento, Tully parece ser a heroína de Marlo, mas conforme o filme avança, percebe-se a importância de ambas e o que parece ser uma relação unilateral, passa a ser abertamente recíproca.

Quebrando um pouco a hegemonia agradável do filme, a porção final traz uma duvidosa surpresa, que deixa algumas pontinhas soltas e também algumas questões no ar, o que gera uma pequena confusão no entendimento do longa-metragem. Mesmo assim, nada tão sério que ameace a totalidade do projeto.

No geral, Tully é divertido, gracioso e competente e tem a marca registrada de Diablo Cody e Jason Reitman: a trivialidade vista com lentes de aumento e uma porção generosa de ironia. O cinema “indie” agradece!

Assista ao trailer:

De 29 de maio a 4 de junho, o CINE PE Festival do Audiovisual exibe 06 longas e 24 curtas de todo o país em suas três mostras competitivas. (📷 Felipe Souto Maior / Divulgação)

Uma das maiores vitrines da produção audiovisual brasileira, o CINE PE – Festival do Audiovisual chega a sua 22ª edição com programação plural, diversidade de linguagens e narrativas. De 29 de maio a 4 de junho, o tradicional Cinema São Luiz será, novamente, o palco para as exibições de produções de todo o país. Dos 503 inscritos para as mostras competitivas, número que supera as inscrições de 2017, que recebeu 473 candidatos, seis longas-metragens de ficção e documentários estarão juntos na Mostra Competitiva de Longas-Metragens, oito títulos na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos e dezesseis na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais.

Os seis longas nacionais selecionados para a mostra competitiva foram Os Príncipes, de Luiz Rosemberg Filho (RJ); Henfil, de Angela Zoé (RJ); Meu Tio e o Joelho de Porco,de Rafael Terpins (SP); Marcha Cega, de Gabriel Di Giacomo (SP); Christabel, de Alex Levy-Heller (RJ); e Dias Vazios, de Robney Bruno Almeida (GO).  

Fora de competição, a Mostra Hors-Concours recebe na noite de abertura do CINE PE 2018 a estreia nacional do filme Mulheres Alteradas, de Luis Pinheiro (SP), distribuído pela Paris Filmes, com elenco estrelado por nomes como Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi, Sérgio Guizé e Daniel Boaventura. O filme é uma comédia adaptada dos quadrinhos de Maitena, onde os caminhos de quatro mulheres se cruzam em situações típicas do universo feminino da autora. Na mesma noite será exibido o curta em animação Desculpe, me afoguei, de Hussein Nakhal e David Hachby (RJ), também dentro da mostra Hors-Concours. Esse curta é uma co-produção internacional da ONG Médicos Sem Fronteiras e do Studio Kawakeb, de Beirute, no Líbano. Foi inspirado em uma carta, alegadamente encontrada junto ao corpo de uma pessoa que se afogou no mar Mediterrâneo.

Realizado por Sandra Bertini, diretora da produtora BPE, o 22º Cine PE tem na curadoria dos filmes três profissionais ligados ao audiovisual. A consultora e representante comercial da empresa CiaRio Edina Fujii, reconhecida e responsável por ações que revolucionaram a produção cinematográfica nacional, além do crítico e programador do circuito Cine Materna Edu Fernandes e do crítico e palestrante de cinema Danilo Calazans.

Quando nos propusemos a assumir a curadoria do Cine PE 2018, nosso propósito sempre foi criar uma programação que resultasse em uma edição memorável do festival, em respeito a sua longa história no calendário audiovisual brasileiro. Com isso em mente, procuramos por filmes que imaginamos render debates pertinentes durante o evento. Outro farol em nossas escolhas foi a diversidade, um elemento essencial quando se pensa não apenas em cinema brasileiro, mas em qualquer tipo de produção cultural contemporânea. Por isso, miramos em um panorama amplo de realizadores e filmes, com uma seleção que enxerga gêneros, orientações sexuais, etnias, regiões, gerações e linguagens“, destaca Edu Fernandes.

O Júri Oficial de cada categoria das mostras competitivas será constituído por cineastas, críticos, pesquisadores e artistas com comprovada experiência, que serão responsáveis por indicar os vencedores para as seguintes categorias do Troféu Calunga: categoria de longa-metragem (Melhor Filme de longa-metragem, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhor Montagem); categoria de curta-metragem (Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhor Montagem.

Além das categorias selecionadas pelo Júri Oficial, o público irá selecionar os premiados pelo Júri Popular. Este ano, pela primeira vez, o público poderá opinar por meio do aplicativo oficial do festival, que estará disponível a partir do dia 15 de maio nas plataformas Android e IOS. O app vai trazer todas as notícias sobre o CINE PE 2018 além de sinopses dos filmes, fichas técnicas e programação completa do festival.

Nesta 22ª edição o CINE PE homenageia as atrizes Cássia Kis Magro, pela sua competência e importância para o Audiovisual (Cinema e TV), e Kátia Mesel, pelos 50 anos de carreira e contribuição para o Cinema Pernambucano.

Como parte das homenagens a Kátia Mesel, o CINE PE promoverá a Mostra Kátia Mesel: 50 anos de Audiovisual, no dia 03 de junho, a partir das 14h, no Cinema São Luiz, com entrada franca. Na ocasião serão exibidos oito filmes mais conhecidos da diretora.

Além da atriz e da diretora, o Festival Audiovisual promove este ano uma homenagem institucional a Box Brazil, a maior programadora independente brasileira e única independente multicanal. Com distribuição no Brasil, Estados Unidos, Europa e África, a empresa conta com cinco canais em seu portfólio.

O CINE PE 2018 também abrirá espaço para a literatura com o lançamento do livro História do Cinema de Animação em Pernambuco, do doutor em Comunicação, Professor e Diretor Marcos Buccini. O livro é uma pesquisa inédita que mapeia a produção cinematográfica de animação do estado de Pernambuco e trata de assuntos como o impacto das tecnologias na produção cinematográfica, o perfil dos autores, suas opções estéticas e conceituais e dados do mercado. O lançamento será no hall de entrada do Cinema São Luiz, todos os dias (29/05 a 04/06), onde haverá um local para venda e autógrafo.

Os alunos das escolas públicas municipais e estaduais, mais uma vez, terão duas sessões especiais dentro da programação do CINE PE. A Mostra Infantil, fora de competição, irá exibir os filmes Detetives do Prédio Azul (D.P.A. – O Filme), de André Pellenz (Brasil),  e A Bailarina, de Eric Summer e Eric Warin (França), nas manhãs dos dias 31 de maio e 1 de junho, respectivamente, no Cinema São Luiz.

Este ano o Festival Audiovisual, em parceria com o PortoMídia, oferece o Workshop de Ilustração Digital aplicada ao Ambiente Cinematográfico, ministrado pelo professor Erick Frantto, professor nas áreas de Humanas, Designer Gráfico e Ilustrador. Será realizado nos dias 02 e 03 de junho, das 14h às 18h, no Hotel Nobile Executive, em Boa Viagem. Os interessados deverão se inscrever, por meio do SYMPLA, no período de 14 a 24 de maio. Não será cobrada nenhuma taxa no ato da inscrição e serão disponibilizadas 25 vagas.

Todas as sessões e a cerimônia de encerramento serão no Cinema São Luiz, um dos últimos grandes cinemas de rua do país, construído em 1952 em Boa Vista, às margens do Rio Capibaribe. Tombado como patrimônio histórico e revitalizado em 2008, o cinema tem capacidade para mil pessoas. A bilheteria do festival será de responsabilidade do São Luiz e o faturamento revertido para a manutenção do espaço.

A edição de número 22 do CINE PE traz ainda uma grande novidade com o propósito de ampliar os horizontes do festival: o CINE PE MERCADO E SEMINÁRIOS.

SERVIÇO – 22º Cine PE – Festival do Audiovisual
De 29 de maio a 4 de junho de 2018, a partir das 19h30.

SESSÕES
Local: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175, Boa Vista, Recife-PE)
Ingressos: Meia-entrada R$ 5,00 (Preço único)
Informações: 81-3461.2765 http://www.festivalcinepe.com.br/[email protected] 

O filme vai concorrer na “Quinzena dos Realizadores”, mostra paralela à competição principal. (📷 Divulgação)

O curta-metragem O Órfão, escrito e dirigido por Carolina Markowicz e produzido por Mayra Faour Auad e Mario Peixoto, da YOURMAMA, será um dos representantes do Brasil no Festival de Cannes 2018. O filme vai concorrer na “Quinzena dos Realizadores”, mostra paralela à competição principal. Inspirado em uma história real, O Órfão narra a história de Jonathas, adotado e depois devolvido por causa do seu “jeito diferente”. Kauan Alvarenga, Clarisse Abujamra, Georgina Castro, Ivo Müller e Julia Costa integram o elenco. 

Esta será a 50ª edição da mostra “Quinzena dos Realizadores”, criada com o objetivo de ajudar cineastas e contribuir para a sua descoberta pelos críticos e pelos públicos. A programação da mostra acontecerá entre os dias 9 e 19 de maio.

Carolina codirigiu o curta-metragem 69-Praça da Luz, vencedor do Festival do Rio de 2008. Edifício Tatuapé Mahal, outro curta da diretora, teve sua estreia no Festival Internacional de Toronto, no Canadá, em 2014, assim como Namoro à Distância – que, além de Toronto, fez parte da seleção oficial do SXSW. Atualmente, desenvolve seu primeiro longa-metragem, em fase de captação, que também será produzido pela YOURMAMA. “‘O Órfão’ foi pensado e realizado com muito amor. A estreia na Quinzena, em Cannes, não poderia ter trazido mais alegria e orgulho”, comenta Carolina.

Assista ao trailer: 

“Sessão Vitrine Petrobras” passa a ganhar mais uma nova exibidora. (📷 Divulgação)

A Vitrine Filmes e a Petrobras, responsáveis pela Sessão Vitrine Petrobras, acabam de incluir a exibidora PlayArte Cinemas em seu circuito. Desde 2011, a Sessão Vitrine Petrobras já teve mais de 100 mil espectadores nos 17 filmes lançados. Este ano, o projeto passou a lançar um filme por mês para atender melhor a uma demanda do mercado.

“O projeto tem a preocupação de abraçar produções que trazem diversidade: filmes de diversos gêneros, coproduções internacionais, obras com protagonistas negros, com mulheres diretoras, e produções de jovens e renomados talentos. Nas edições anteriores, tivemos uma experiência muito positiva com a exibição de curtas antes dos longas, que foi bem recebida pelos exibidores e pelo público, e que queremos repetir”, diz Talita Arruda, curadora da Sessão Vitrine Petrobras.

O filme Severina, de Felipe Hirsch, terá exibições especiais, seguidas de debate com o diretor, na PlayArte, entre os dias 23 e 24 de abril, e no mês de maio a PlayArte já começa a exibição de cada lançamento do mês. Os cinemas participantes da rede são; PlayArte Marabá, no centro de São Paulo, e o PlayArte Metrópole, em São Bernardo do Campo (Grande SP). Presente em 24 cidades, o projeto tem programação contínua, realizando pré-estreias com a presença da equipe dos filmes e debates. O preço praticado nas salas é de R$12 (inteira) e R$6 (meia).

É muito importante para a PlayArte participar desses projetos diferenciados que, além de promover o cinema nacional, trazem uma maior diversidade de conteúdos para nossos clientes”, afirma Samantha Bettin Coltro de Camargo, diretora de marketing do Grupo PlayArte.

Mais informações sobre a programação em: www.sessaovitrine.com.br e www.playartecinemas.com.br

Assista ao trailer de Severina:

Dirigido por Ana Katz (Una Novia Errante), ela também assina o roteiro e atua como Rosa, a famigerada amiga do parque, ao lado da protagonista Julieta Zylberberg, famosa também por sua atuação em um dos plots de Relatos Selvagens.

Katz tem ampla experiência como atriz, paralelamente à sua dedicação como roteirista e diretora. Nesse contexto, constrói personagens com destreza, sem precisar dar ao espectador mais elementos do que os necessários para entender suas respectivas narrativas. Sua direção é sutil, delicada, mas sabendo dosar com tensão e pequenos suspenses, levando ao Minha Amiga do Parque ganhar a estranha alcunha de “uma comédia preocupante”.

No filme, são dias difíceis para Liz, mãe de primeira viagem de Nicanor e esposa de Gustavo, de viagem filmando no Chile. Liz parece perdida e sozinha e passeia todos os dias no parque ao lado de sua casa. Lá conhece um grupo de mães e pais e faz amizade com Rosa, suposta mãe de Clarissa e irmã da instável Renata. Nessa intensa amizade, ambas criam uma cumplicidade especial, na qual as novas amigas dividem confissões, tarefas domésticas, o cuidado de seus filhos e pouco a pouco o mais preocupante: muita desconfiança.

O roteiro de Minha Amiga do Parque é coassinado por Inês Bortagaray, repetindo a coautoria de sucesso que ambas já haviam experimentado no longa-metragem Uma Novia Errante (2007), o segundo de Ana Katz e que fez sua estreia na mostra “Un Certain Regard”, no Festival de Cannes daquele ano. Inês também é coautora do roteiro do filme A Vida Útil – Um Conto de Cinema, de Federico Veiroj, que fez ampla carreira de festivais em 2010 e 2011.

E finalmente, com o Minha Amiga do Parque, ambas Ana e Inês levaram o prêmio de melhor roteiro no Festival de Sundance na categoria cinema mundial, além do filme ter sido indicado para a categoria de melhor filme.

Assista ao trailer:

Divulgação

São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, completa 464 anos nesta quinta-feira, dia 25 de janeiro, e para comemorar, o Canal Brasil preparou uma seleção de filmes especiais no Play e no VoD. Os assinantes poderão conferir longas-metragem como Amor em Sampa, Uma Noite em Sampa, Cidade Cinza, Marginal, Identidade Cotidiana, Antônia e São Paulo em Hi-Fi. Saiba mais sobre cada produção:

Amor em Sampa (2015)
Classificação:
12 anos
Direção: Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli
Disponível no Canal Brasil Play
Sinopse: 
São Paulo é o cupido de cinco histórias de amor ambientadas na cidade. Seja no reencontro entre amantes do passado, pombinhos prestes a oficializar a união ou a paixão pela terra da garoa, as histórias do filme de Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli fazem uma ode à maior cidade do país.

Uma Noite em Sampa (2016)
Classificação: 
12 anos
Direção: Ugo Giorgetti
Disponível no Canal Brasil Play
Sinopse: 
Neste filme, São Paulo deixa de ser cenário para se tornar protagonista da história. Filmado em apenas uma locação – as adjacências do teatro Ruth Escobar –, o diretor traz uma comédia ácida sobre a paranoia da classe média com a violência urbana.

Cidade Cinza (2013)
Classificação: 
Livre
Direção: Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo
Disponível no Canal Brasil Play
Sinopse: 
Colorir a cidade como um sinal de amor pelo lugar. A partir dessa premissa, os diretores Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo acompanharam o trabalho de grafiteiros que pintam suas artes nos muros da pauliceia. O rapper Criolo compôs uma música especial para o filme.

Marginal (2016)
Classificação: 
14 anos
Direção: Alex Miranda e Pedro Caldas
Disponível nas plataformas de VoD
Sinopse: 
Caos? Pressa? Poluição? Se essas palavras vêm à mente quando as marginais dos rios Tietê e Pinheiros são o assunto, vale a pena um olhar mais aprofundado. Claro que elas têm seus problemas, mas o documentário faz um registro afetivo e necessário para quem passa por ali sempre apressado.

Identidade Cotidiana (2015)
Classificação: 
12 anos
Direção: Anna Lucchese
Disponível no Canal Brasil Play
Sinopse: 
São Paulo é novamente o cupido nessa história de amor à primeira vista. E essa paixão é de gente que veio de longe – Alemanha, Inglaterra e Espanha, entre outros lugares – e nunca mais conseguiu ir embora. Tem muito gringo que chama a terra da garoa de casa sem receio.

Antônia (2007)
Classificação: 
12 anos
Direção: Tata Amaral
Disponível nas plataformas de VoD
Sinopse: 
As minas da periferia de São Paulo quebram tudo nesse drama assinado por Tata Amaral. Longe dos arranha-céus e das obras faraônicas, o maior berço do rap e hip hop nacional está nos bairros pobres, com uma galera cheia de atitude para mudar o mundo. E a maior cidade do país propicia o nascimento de gente de muito talento.

São Paulo em Hi-Fi (2016)
Classificação: 
14 anos
Direção: Lufe Steffen
Disponível nas plataformas de VoD
Sinopse: 
Parte da paisagem pode ser cinza, mas São Paulo é capaz de receber de braços abertos o grande arco-íris da diversidade sexual. O documentário de Lufe Steffen mostra como a cena gay evoluiu ao longo dos anos, de um início repressivo até se tornar o palco da maior parada LGBT do país.

Reprodução

Chega de sofrência! Você que é cinéfilo, curte cinema, ama o barato audiovisual, adora um filme que te faz pensar, que te faz perguntas, que é francês, iraniano, alemão… Seus problemas acabaram! O MUBI é um site tipo Netflix, que tem em streaming uma coleção de clássicos, produções independentes, undergrounds… Os cult pira!

O site funciona da seguinte forma: você paga uma assinatura mensal e tem a sua disposição uma série de filmes que passam bem longe de Hollywood. Entre eles clássicos como “Apocalypse Now”, do Coppola, “Cidadão Kane”, Orson Welles, “Persona” do Bergman.. Tem muito Kubrick, Godard, Almodóvar… E se engana quem pensa que o Brasil ficou de fora dessa. São mais de 1200 títulos nacionais com nomes como Glauber Rocha, Coutinho, Sganzerla… Eu não falei que os cult pira?

Só que é o seguinte: o site (que, aliás, é lindão) disponibiliza 1 filme por 30 dias, durante todo o mês. Ou seja, sempre que você entrar estarão disponíveis 3o títulos para assistir em streaming. O lado ruim é não poder escolher o que você quiser sempre. O lado bom é que assim você fica atento ao filme do dia, selecionado por cinéfilos do site que jogam na programação um mix que vem de festivais de cinema, escolas de audiovisual e clássicos – ou seja, esta forma também te aproxima de um filme independente de Berlim, por exemplo. Ou um Miguel Gomes que (DICA), se você não conhece, precisa ver já o que esse diretor português está fazendo no cinema!

O primeiro mês é gratuito e se você já tem um migo cadastrado, pede pra ele te convidar que ele também ganha desconto pela indicação! A mensalidade custa US$ 5,99 e você pode ver de qualquer dispositivo como celular, tablet e smart TV. Criado em 2007, o site já está disponível em mais de 200 territórios. Mas preste atenção, pois não são todos os filmes que possuem em legendas em português, beleza? Mas fica frio, porque inglês sempre tem. E se você ainda não manja tá na hora de treinar, porque é como diz o slogan do site: “Life is too short for bad films”!

 

 O inicio do ano de 2016 foi marcado por mortes inesperadas de alguns famosos. Dentre eles, David Bowie. O artista britânico influenciou fortemente o cenário musical e deixou seu legado. O “camaleão do rock“, como era conhecido, inovava e reinventava  tanto sua imagem quanto seu estilo musical e causava diversas reações naqueles que o viam e ouviam suas músicas. No entanto, Bowie não ficou limitado apenas na carreira de cantor. Em 1976, ele viria a protagonizar seu primeiro filme: O Homem que caiu na Terra, dirigido por Nicolas Roeg.

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Thomas se apresenta ao advogado Farnsworth.

 O enredo do filme centra-se em Thomas Jerome Newton – ou pelo menos, esse é o seu nome humano -, um humanoide que vem à Terra com uma delicada e complicada missão. Escolhido por seus semelhantes, Thomas estuda a língua e comportamento humano através de vídeos captados no espaço e deve seguir rigidamente o cronograma de um plano que lhe é confiado.
A princípio, Thomas sobrevive vendendo anéis em lojas de penhores, até que consegue capital suficiente para contratar Oliver Farnsworth, o melhor advogado especializado em patentes. Usando as tecnologias de seu planeta de origem, Newton funda um conglomerado poderoso no ramo tecnológico (fotografia, televisão e aparelhos de som) e se torna um bilionário excêntrico e recluso. Mas este é apenas o segundo passo de seu plano.
O professor universitário Nathan Bryce, parece ser o único a notar e se maravilhar com as fotos de alta resolução oriundas das máquinas fotográficas das empresas de Newton. Logo começa a investigar seu funcionamento e se depara com algo totalmente novo. A investigação de Bryce torna-se obsessiva e o leva a se esforça ao máximo para conhecer esse misterioso homem e trabalhar com ele – o que consegue depois de um tempo. Movido pelo instinto, Bryce tenta solucionar uma dúvida inquietante: seria Newton de outro mundo ?
Enquanto isso, Thomas conhece Mary-Lou. Apesar de Farnsworth ser o único contato de Newton com o mundo, Mary-Lou torna-se uma amiga íntima e o introduz na degustação de gim.

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Newton e Mary-Lu discutem o sentido da vida.

 Aliado à sua popularidade, carisma e versatilidade artística, Bowie pareceu ser a escolha ideal para o papel. A excentricidade, androgenia e isolamento de Newton lembra bastante Ziggy Stardust, personagem alienígena bissexual de seu álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” de 1972. Esse fato quase nos leva a acreditar que o papel estava destinado a ele.
O filme leva o espectador a ter uma visão de “estrangeiro” sobre a espécie humana. Vemos um ser “puro” sendo corrompido e, aos poucos, desviado de seus objetivos pelos vícios e distrações humanas. Tudo isso leva a uma reflexão sobre a natureza escapista e auto-destrutiva do ser humano. Há também o levante para discussões sobre indiferença ao sentimento de pessoas próximas; ganância implacável do meio empresarial; espionagem do governo na era da Guerra Fria e uma leve sugestão ambiental sobre a importância da água.

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Paleta de cores.

 Vale ressaltar que a direção de Nicolas Roeg preferiu contar a história de modo não convencional. A narrativa dá saltos e apresenta planos aparentemente sem conexões. Motivações para determinadas atitudes não são bem esclarecidas, dificultando, assim, o entendimento do espectador. Não há qualquer aviso de passagem de tempo, só se percebe isso quando os atores aparecem envelhecidos pela maquiagem.
A própria origem e motivações do protagonista possui lacunas pouco explicadas: é preciso estar atento a alguns diálogos e memórias de Newton para entender melhor as circunstâncias.
Roeg prioriza cenas de nudez e sexo, restringindo o público a uma faixa etária mais madura.

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Edição brasileira do livro. Fonte: DarkSide Books.

 O filme é uma adaptação do livro homônimo de Walter Tevis lançado em 1963. Somente agora, em 2016, ele ganha uma versão brasileira através da editora DarkSide Books. O livro é esteticamente bem trabalhado: capa dura, fita de marcação, bordas alaranjadas e uma diagramação excelente.
Parece clichê, mas o livro supera o filme. Várias informações omitidas no filme são descritas no livro: o planeta de Newton e o que o levou à sua situação devastada; as características físicas do humanoide; as divagações e reflexões que levam Newton a duvidar do sucesso de sua missão. Depois de ler e assistir ao filme, fica a impressão de que houve uma dificuldade de adaptação de roteiro e direção.
No entanto, o ponto comum do livro e do filme está na discussão do voo de Ícaro: quantas vezes nos deparamos com situações que exigem tanto de nós que acabamos por duvidar da nossa capacidade de sucesso. Quando isso acontece procuramos por escapismos para aliviar a tensão. Um voo tão alto requer disciplina e organização, qualquer distração pode ser motivo para sua queda.
O Homem que caiu na Terra é um Sci-Fi dramático, restrito a espectadores atentos que gostam de ler nas entrelinhas e assistir a algo diferente. Indicado para fãs de David Bowie e do cinema cult. Caso esteja interessado em detalhes e maior imersão, o livro é mais indicado. Vale muito a pena a leitura.

 

Me and Earl and the Dying Girl

Me and Earl and the Dying Girl

Me and Earl and the Dying Girl

Me and Earl and the Dying Girl

Esqueça um roteiro que tenha romance convencional. O filme de hoje é sobre estar presente e ser invisível. É sobre amizade e outras preocupações juvenis além do amor. É um filme de AMOR amizade.

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Desde a primeira vez que assisti o filme independente Medianeras (2011), passei a ter atração por filmes desconhecidos. Agora, desconhecido e tão franco no título e no roteiro, como este longa é, é de deixar quem o assiste absorto o restante da madrugada. Falo de Eu, Você e a Garota que Vai Morrer (Me and Earl and the Dying Girl).

Sob a direção de Alfonso Gomez-Rejon (dirigiu alguns episódios de American Horror Story), o filme é bem criativo ao seguir sequências alternadas de animações-cenasreaislúdicas e tomadas de cenas rápidas e minimalistas. E ainda, a autoafirmação do persona central — Greg — em ser o cara que move a história; o que afeta e é afetado neste grande melodrama.

O que se assiste é a vida de Greg (Thomas Mann)antes e depois de conhecer a garota que vai morrer. É, o título entrega.

O roteiro foi bem dividido por partes que o próprio Greg introduz e narra, favorecendo seu apelo existencial.

Olivia Cooke as "Rachel," Katherine Hughes as "Madison" and Thomas Mann as "Greg" in ME AND EARL AND THE DYING GIRL. Photo courtesy of Fox Searchlight Pictures. © 2015 Twentieth Century Fox Film Corporation All Rights Reserved
A parte em que eu entro em pânico por pura falta de jeito

Thomas Mann (Projeto X; The Preppie Connection)é incrível, ao ser aquele cara que carrega todas as incertezas, e, mesmo assim, sobrevive com esforços que te leva a gargalhar de uma equivalente tragicomédia. São esforços quase inatos à personalidade afável e artística de Greg, onde sua tática para enfrentar o último ano colegial é tão brilhante, ao ter ¨passaportes¨ em todos os grupos separatistas do ensino médio.

O tema central abordado pelo diretor não deixa de ser um dos mais frequentes na vida dos queridos teenagers. A falta de identidade no mundo. Muita carga emocional os jovenzinhos suportam! E esta idílica fase só não ganha da crise dos 20 anos.

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¨Me deixe apenas sentar aqui e arrepender das coisas.¨

O sereno e ainda estonteante Greg, vive a trama de forma bem singular. Com pais liberais e excêntricos na medida do possível; faz o colegial e produz filmes caseiros paródicos. Sim! O Greg faz filmes! O que daria outra matéria bem legal sobre o inventivo, porém original, trabalho dele e seu co-worker Earl.

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¨Meu jantar com Andre, o grande¨

Mas a questão que o filme impressiona com força, é a amizade. É de grande solidez como isto é tratado.

Ao vermos Greg, o grande inspirador e com laços seletos de amizade, conviver com Earl, seu amigo, não tão best friend forever, desde a infância. É importante mencionar  que uma das melhores cenas seja talvez a briga entre os dois. Diz tanto sobre o espaço vazio e o preenchido, que divide e consagra uma amizade-parceria de longa data.

 Esta é a parte que você conhece o Earl. ¨Prático. Perverso. Profundo.¨
Esta é a parte que você conhece o Earl. ¨Prático. Perverso. Profundo.¨

A garota que…, Rachel(Olivia Cooke), entra num círculo mais próximo de uma amizade com Greg de forma embaraçosa e involuntária , segundo ele chama de doomed friendship. Pela insistência da mãe, ele passa o tempo com esta garota limitada pela condição física mas acessível para ser a pessoa que abriria os olhos dele. As cenas com estes dois, meus caros, são as essenciais para filosofar em conjunto com esta pérola de filme. Todas as pressões versus as possibilidades estão aí. E de forma delicada, galante e hilária, o afeto juvenil deles é construído e tocante.

E ainda que Rachel e Greg tenham tudo para serem mais um casalzinho romântico bláblá, o filme não perde por ser brilhante em mostrar um super romancedramacomédia que supera as expectativas. Ou então, um espetáculo de celebração à amizade.

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¨A vida pode continuar revelando-se para você, apenas contanto que você preste atenção.¨

Eu, Você e a Garota que…, é imperdível. É revelador. Traz aqueles primaveris temperamentos e a adição de novos sentidos para o amor entre duas pessoas. ótimo para se identificar.


Bônus: se ainda falta mais motivo para ir conferir ou afirmar a perolicisade que é esta obra prima, confira este bate-papo entre o mestre Martin Scorsese — que aprovou o filme ! — e o próprio diretor Alfonso Gomez-Rejon. Vá nas configurações pra legenda.

 

 

É isso.

 

 

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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