Tag: Biografia

Dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spiering (O predestinado, Jogos Mortais: Jigsaw), A maldição da casa Winchester (2018) propõe contar sobre todos os eventos sobrenaturais que ocorriam na imponente casa de William Wirt Winchester, dono da marca de armas, e de sua esposa Sarah Winchester (Helen Mirren). Após a morte de seu marido, Sarah (Mirren) começa sua incessante reforma na mansão, onde contrata um extenso número de trabalhadores que constroem, dia e noite sem cessar, novos cômodos a pedido da senhora Winchester. Ela fazia isso como forma de se redimir com os espíritos de todas as vítimas de suas armas, para que eles encontrassem a paz e a perdoassem. Mas para a diretoria da empresa Winchester a viúva teria enlouquecido, por isso mandam um médico para diagnosticá-la afim de que ela perdesse todos seus direitos como dona de tudo. O doutor Eric Price (Jason Clarke) vai até a mansão para investigar e entender o que estava acontecendo ali, certo de que tudo aquilo não passava de loucura ocasionada pela tristeza da senhora Winchester. Com o passar dos dias Price (Clarke) é envolvido nos eventos sobrenatuais que ocorrem na casa, colocando sua própria vida em risco e começa a acreditar que tudo o que estaria acontecendo é real.

Crédito: 📷 Ben King / Lionsgate Films

A história dos Winchester é fascinante, mas a narrativa do filme não soube aproveitar isso. Quando se desenvolve o drama pessoal do doutor dentro da casa, como forma de justificar sua presença ali, uma vez que não precisaria ter um motivo além da provável insanidade da senhora Winchester, a trama se perde. Com isso, uma série de aparições fantasmagóricas e possessões acontecem como forma de dar aquela tensão esperada dos filmes de terror, mas não surpreendem. O medo é muito mais psicológico, com toda a ambientação pensada para se ter o peso do sombrio e do oculto. Dessa perspectiva fica claro que perante tantas possibilidades o foco acabou se perdendo e ofuscando a história central.

Assista ao trailer:

A  Paris Filmes lançou nesta segunda-feira, 05 de fevereiro, o trailer oficial com as primeiras imagens de Nada a Perder – Contra tudo. Por todos, a maior produção da história do cinema brasileiro. Com direção de Alexandre Avancini, o filme estreia no dia 29 de março. O trailer será exibido este mês nas salas de cinema de todo o Brasil e, no dia 15 de fevereiro, começam as pré-vendas de ingressos nas bilheterias dos principais exibidores do país.

Baseado em fatos reais, Nada a Perder – Contra tudo. Por todos traz a história ainda não contada de Edir Macedo, o homem que rompeu com os paradigmas religiosos no Brasil e se tornou um de seus maiores líderes. Com cenas de ação impactantes e uma reconstituição de época que retrata o Brasil nos anos 60, 70, 80 e 90, o filme revela as lutas interiores de Macedo, que nasceu com um defeito físico e viu o mesmo acontecer com uma filha.

Mas suas maiores lutas viriam após a compra da TV Record, de Silvio Santos, quando incomodou interesses religiosos e políticos, culminando com sua prisão, em 1992. A trajetória do controverso líder é cercada por momentos difíceis e conflitantes, mas tem como fios condutores a perseverança e a superação.

Com Petrônio Gontijo no papel de Edir Macedo adulto, a produção também tem no elenco nomes como Day Mesquita, Dalton Vigh, André Gonçalves, Eduardo Galvão, Marcelo Airoldi, Nina de Pádua e Beth Goulart. Os atores José Victor Pires e Enzo Barone interpretam Edir Macedo jovem e criança, respectivamente.

Assista ao trailer:

O novo filme do premiado diretor brasileiro José Padilha (Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro), 7 Dias em Entebbe, será distribuído no Brasil pela Diamond Films e tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2018. Nos Estados Unidos, o longa-metragem deve estrear em 16 de março.

O elenco conta com os atores Rosamund Pike, Daniel Brühl e Eddie Marsan. A trilha sonora é do músico Rodrigo Amarante, conhecido por ser integrante da banda Los Hermanos. Daniel Rezende, diretor de Bingo, O Rei das Manhãs, é responsável pela montagem e Lula Carvalho assume a direção de fotografia.

Inspirado em fatos e com roteiro escrito por Gregory Burke, a trama do filme é centrada no sequestro e no resgate dos passageiros do vôo 139 da Air France, que viajava de Tel Aviv para Paris, em 1976. Com apenas uma semana para cumprir os ultimatos dos terroristas, Israel deve tomar uma decisão crítica: negociar com eles ou fazer uma tentativa de resgate impossível.

A première mundial será na 68º edição do Berlinale, o Festival de Cinema de Berlim, que acontece entre 15 e 25 de fevereiro de 2018.

Confira o cartaz:

Chega ao Canal Brasil na próxima terça-feira, dia 30 de janeiro, João, O Maestro, filme de Mauro Lima que destaca o incrível talento e a superação de João Carlos Martins, que não mediu esforços para viver de música, sua paixão desde criança. O inspirador curso da vida do instrumentista e maestro que precisou se reinventar várias vezes pauta o roteiro da coprodução do Canal Brasil com a LC Barreto. No elenco, estão os atores Alexandre Nero, Rodrigo Pandolfo, Alinne Moraes, Caco Ciocler, Fernanda Nobre, entre outros.

João (Davi Campolongo, na infância, Rodrigo Pandolfo, na vida adulta, e Alexandre Nero, mais próximo à terceira idade) possui um talento nato para o piano. Desde criança, ele impressiona Aida (Alice Assef), sua professora particular, com uma incrível habilidade. Percebendo que logo será superada pelo pupilo, ela o recomenda a José Kliass (Caco Ciocler), um professor conhecido por grande rigidez no tratamento com seus alunos. Com o novo tutor, tem início uma parceria de décadas responsável por elevar o jovem artista ao posto de um dos maiores instrumentistas do mundo. Em pouco tempo, ele começa a tocar em recitais lotados por grandes personalidades da música clássica como Heitor Villa-Lobos, Camargo Guanieri e Eleazar de Carvalho, e a encantar plateias nos Estados Unidos e na Europa.

Com uma carreira de sucesso, ele é surpreendido pela vida quando um fato inesperado ocorre. O músico quebra o braço e sofre atrofia em três dedos depois de sofrer um acidente. Com os movimentos comprometidos, é obrigado a abandonar o piano, mas sua obsessão pela perfeição faz com que quebre qualquer obstáculo. Ele luta para que as limitações físicas não o impeçam de seguir sua vocação até chegar a posição de maestro.
SERVIÇO:

João, O Maestro (2017) (110’)
INÉDITO E EXCLUSIVO
Horário: Terça, dia 30, às 22h
Classificação: 14 anos
Horário alternativo: Sábado, dia 3, à 0h.

Para embalar a estreia do premiado filme Elis, no dia 2 de fevereiro, o Megapix criou três chamadas que simulam uma plataforma de streaming de música. Nas peças, o prisma verde circula pelo acervo e seleciona canções famosas como Upa Neguinho, O Bêbado e a Equilibrista e Fascinação. Além de estar nos intervalos do Megapix, o conteúdo será exibido como publicidade no Spotify, onde os usuários podem conferir uma seleção com a trilha sonora do filme criada no perfil do canal.

Na sexta-feira, 02 de fevereiro, a partir das 22h30, vai ao ar a estreia de Elis. Já no domingo, 04 de fevereiro, o espectador fica com a reprise, às 19h50, no Megapix.

No filme, a vida de Elis Regina (Andréia Horta), uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, é contada nesta cinebiografia, desde sua juventude no Rio Grande do Sul até sua trágica morte aos 36 anos.

Clique na imagem e confira a setlist.

Divulgação

Em 1971, Daniel Ellsberg, analista do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos) retirou, clandestinamente, uma série de arquivos ultra-secreto, contendo 14 mil páginas, distribuídas em 47 volumes, das quais provavam a real situação americana sobre a Guerra do Vietnã. De posse dessa documentação, Ellsberg tomou uma importante decisão: encaminhou cópias de parte do expediente a jornalistas do principal jornal estadunidense, The New York Times (conhecido como Times). Aos processos, o diário deu o nome popular de Pentagon Papers (Papéis do Pentágono).

Ao publicar os documentos que conseguiram, o Times ganhou uma vitória (o furo de reportagem), acompanhado da derrota (sofreu embargo de uma Corte Federal, que proibiu a continuidade das publicações sobre o caso). Sem a concorrência, surge o jornal local The Washington Post (ou simplesmente Post), que se aproveitou da tese de que o embargo foi direcionado especificamente contra o Times, para entrar na briga. Correu atrás da sua fonte (Ellsberg) e com os famosos documentos vazados, o Post publicou artigos em série, causando raiva e embaraço público ao presidente Richard Nixon, que colocou a poderosa máquina pública dos Estados Unidos em ações na Suprema Corte, com o objetivo de obrigar a imprensa a cessar as publicações daqueles dados secretos.

A introdução acima, faz parte da trama narrada em The Post – A Guerra Secreta, que estreia nesta quinta-feira, 25 de janeiro, em circuito nacional. Com direção de Steven Spielberg, a produção conta com as atuações majestosas de Meryl Streep e Tom Hanks.

No filme, Katharine ‘Kat’ Graham (Meryl Streep) é a herdeira do The Washington Post, que se viu obrigada a administrar os negócios da família, em virtude da morte do seu marido. Prestes a lançar seu jornal (ainda um pequeno negócio) na Bolsa de Valores, com o objetivo de conseguir mais investimentos para o seu jornal. Benjamin ‘Ben’ Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do Post, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal alcance um bom patamar, diante de um acirrado mercado jornalístico. Quando The New York Times inicia uma série de matérias denunciando quatro presidentes encobriram e mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que Bradlee e sua equipe corra atrás dos documentos. Diante do material, resta a ele convencer Kat e os demais responsáveis pelo Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa, prevista na Primeira Emenda, como um dos direitos fundamentais da sociedade.

O roteiro bem desenvolvido por Liz Hannah (Reine Sobre Mim) e Josh Singer (Spotlight: Segredos Revelados) constrói um ambiente tenso, com aquele tipo de trama que prende o espectador do início ao fim. A pesquisa bem feita, mostra os detalhes mais próximo do que aconteceu na história verídica. Mas, colaborar com esse roteiro, não foi uma missão tão difícil para Singer, já que o mesmo se baseou em sua excelente bagagem, vista em Spotlight: Segredos Revelados, outro longa-metragem que aborda o universo do jornalismo, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro. Por se tratar de uma profissão, o jornalismo, seus diálogos apresentam jargões técnicos da área. Mas isso não é um problema, pois não é um blockbuster daqueles que o Spielberg sabe fazer. É um longa para ser apreciado por um determinado público.

Com o bom roteiro em mãos, Steven Spielberg (Munique), entrega uma competente realização (como na maioria das vezes). Criando a já conhecida atmosfera de Thriller vista em produções como Ponte dos Espiões e o já citado Munique. O grande destaque do seu trabalho, está no poderoso time cast que juntou uma excelente Streep e um absurdamente igual, Hanks (quem nunca sonhou com o dia em que esses dois trabalhassem juntos?), nos papeis centrais. Ambos se juntam a Bruce Greenwood (excelente no papel do Secretário de Defesa, Robert McNamara).

Mas quando parece que o realizador chegou ao seu limite criativo, surge um Nixon de costas para o impressionante quadro de Janusz Kamiński (A Lista de Schindler), no salão oval da Casa Branca, representando o triste legado deixado por Nixon. Aqui, foram adicionados áudios originais com a própria voz do ex-presidente, inclusa na pós-produção, por meio de gravações. Essa edição, só faz a produção ganhar elogios e mais pontos positivos.

Vale lembrar que a parceria Spielberg e Hanks já chega ao quinto filme. Então, não precisa justificar por que esse é mais um projeto de sucesso. O interessante é que, na vida real, Steven foi vizinho do próprio editor, Benjamin C. Bradlee e Tom conheceu a dupla, Bradlee e Graham, pessoalmente.

No final, quando este episódio estiver aparentemente resolvido, o pobre Nixon acha que sua história com Kat, Ben e o Post se encerra por ali. Resta ao espectador um crossover com o clássico Todos os Homens do Presidente, já que Spielberg encerra com a cena em que mostra uma estranha movimentação em um dos andares do Complexo de Watergate (mas aqui, a história é outra).

Se tratando de um dos melhores filmes sobre a profissão jornalísticas (dentre os quais, estão na lista Todos os Homens do Presidente e Spotlight – Segredos Revelados), The Post – A Guerra Secreta mostra a coragem e a declaração de amor do verdadeiro jornalista em busca da sua maior preciosidade: a informação. Nota máxima para esse espetáculo.

Assista ao trailer:

? Niko Tavernise / 20th Century Fox

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

© 2018 Cinerama Clube.

Todos os direitos reservados.

[email protected]

Developed By: Vedrak Devs