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Sem dúvidas a vida é a maior questão com a qual o ser humano já se deparou. Como ela surgiu ? Quais os motivos de nossa estadia no Planeta Terra ? O que acontece quando ela acaba, e tudo o que resta de uma pessoa são memórias ?

Provavelmente essas perguntas nunca serão respondidas, o que torna a caminhada dos terráqueos ainda mais desesperadora e sem sentido. Com mais de 7 bilhões de seres humanos habitando o pequeno planeta azul,pessoas vêm e vão, sem serem lembradas por nada do que fizeram.

Mesmo que o Dr. Manhattan considere o homem mais inteligente da Terra tão inofensivo quanto o cupim mais inteligente, alguns entram para a história, atravessam séculos, e simbolizam o que há de melhor e pior nessa sociedade inteligente. Sejam eles líderes políticos, ditadores, artistas, esportistas ou até monstros assassinos; eles fizeram o suficiente para terem seus nomes lembrados mesmo após suas mortes, e alguns tão importante que são até citados em livros estudantis atualmente. Talvez essa fama nem tenha sido o objetivo principal destas pessoas, mas de qualquer forma, a conquistaram.

Tanto no livro de John Green, ou no filme dirigido por Josh BooneA Culpa é das Estrelas retrata uma história mais triste e comum do que dois jovens se apaixonando. Augustus Waters, no filme interpretado pelo astro em ascensão Ansel Elgort, é apenas mais um no grupo de jovens com câncer, sem esperança ou um futuro muito longo.

Percebeu ? Apenas mais um. Só mais um número, uma estatística. Assim como 22 milhões de desempregados, dos quais ninguém sabe o nome ou sequer se importa, que serão esquecidos pelo tempo. É aí que Augustus começa a sua paranoia. Ele quer ser lembrado, quer fazer algo de importante que ficará eternizado. Isso de cara irrita a protagonista Hazel Grace, que vê no garoto um estilo marrento e um sonho praticamente impossível, tendo em vista as suas condições atuais.

Se você conhece a história, já sabe para onde ela partirá. Os dois adolescentes com câncer começam uma amizade que aos poucos se torna em uma paixão, viajam juntos, descobrem experiências novas juntos e Augustus começa a ‘desencanar’ da ideia de entrar para a história.

Essa não é o foco principal da trama criado por John Green, mas um dos fatores que a deixa interessante, o desenvolvimento de Augusutus e a percepção de que, sim, ele está sendo importante, mas não em níveis históricos. Ele está sendo importante para as pessoas que se importam com ele.

Talvez quando você, leitor, chegar à morte, não tenha o velório transmitido na TV ou o país inteiro chorando por sua falta, mas sim seus familiares, as pessoas que dão valor à você. Assim como o Sr. Waters, que parte sem nem mesmo mudar o eixo histórico, mas dando uma grande reviravolta na vida de quem sempre esteve por perto.

No fim, isso é o que importa. 

Adaptações para o cinema de livros bem sucedidos é uma moda recorrente em Hollywood desde os primórdios da indústria cinematográfica. Todos os anos vemos dezenas de novas produções aparecendo, se popularizando e caindo no esquecimento. Separamos as cinco adaptações mais esperadas para 2018 :

Aniquilação

Um grupo de quatro mulheres é enviado para a Área X, um lugar incompreensível e isolado do restante do mundo há décadas, onde a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Elas fazem parte da décima segunda expedição ao local, cujos objetivos são explorar o terreno desconhecido, tomar nota de todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem. Uma missão mortal, visto que todas as expedições anteriores tiveram resultados assustadores, como suicídios em massa, tiroteios descontrolados e casos de mudança de personalidade súbita seguidos de morte por câncer. O filme estreia dia 22 de fevereiro.

Maze Runner : A Cura Mortal

Última parte da trilogia iniciada nos cinemas em 2014, acompanhará o protagonista Thomaz (Dylan O’brien) a procura da cura para uma doença chamada “Fulgor”, ao mesmo tempo que precisasse decidir se confia ou não nas promessas da organização C.R.U.E.L. O filme estreia dia 25 de Janeiro.

Cinquenta Tons de Liberdade

Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Estreia dia 8 de fevereiro.

Simon VS A agenda Homo Sapiens

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. O filme estreia em Março de 2018.

Jogador Número 1

Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts, como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. No jogo, seus usuários devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico, baseado na cultura do final do século XX, para conquistar um prêmio de valor inestimável. Para vencê-lo, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir. Dirigido pelo lendário Steven Spielberg, o filme estreia dia 29 de Março.

A ‘Marvetização’ da DC Comics

Vamos direto ao ponto : A DC está tentando virar a nova Marvel nos cinemas. Isso se tornou muito claro nos últimos filmes da editora com os estúdios da Warner Bros. Mas vamos do começo.

2013, após o fim da excepcional trilogia do Batman dirigido por Christopher Nolan e uma tentativa mau sucedida de levar o Lanterna Verde às telas, o amado e odiado Zack Snyder toma as rédeas de um novo projeto e apresenta ao mundo sua versão mais melancólica e cabisbaixa do Superman, com Homem de Aço; um filme que assim como o diretor, divide opiniões. Mas mesmo entre as acusações de que o personagem não é daquele jeito, que deveria existir mais cor para simbolizar a esperança tanto falada e etc, não se pode negar que este é um filme diferente, e acima de tudo, original.

Os anos se passaram e a Warner viu a principal concorrente no mercado de heróis arrecadar bilhões com seus filmes e praticamente criar um padrão estrutural nos roteiros de todos seus longas, que até hoje os deixam super atrativos para o grande público. E com muito ‘atraso’, o estúdio mais uma vez chama Zack Snyder para acabar com o tempo perdido e colocar a DC Comics de volta no jogo. Mas não se podia simplesmente fazer um universo compartilhado igual ao da Marvel, precisava-se de algo novo, que separasse uma da outra. Então, de maneira corajosa e louvável, Snyder une os três maiores heróis da empresa e os colca em meio a um ambiente caótico, sombrio, com consequências reais. O que aconteceria se um alien super poderoso vivesse entre nós ? As pessoas iriam aprovar ? O governo o usaria como arma ? E assim surge o (mais uma vez) polêmico Batman V Superman.

A proposta era boa e interessante, e parecia que os rumos do universo DC no cinema já estavam traçados nos seus próprios padrões existencialistas e sombrios. Mas, por diversos motivos, o longa não foi bem aceito nem pela crítica, muto menos pelo grande público. Talvez o tom pesado, sem alívios cômicos e uma trama que vai e vem com pequenas e grandes revelações tenha afastado a massa consumidora que vai ao cinema para ver explosões e histórias simples. Talvez. Mas a verdade é que foi sim algo marcante e surpreendente, positiva e negativamente, tanto que um ano depois ainda estamos discutindo-o, e ninguém nem sequer lembra-se de Guerra Civil, daquele mesmo 2016, e que também colocava heróis para brigar. E não seria surpresa se daqui há dez anos ainda discutissemos a existência de seres super poderosos na terra, além do, é claro, ”Salve Martha”.

Após ter Batman v Superman detonado, a Warner correu para tentar agradar todo mundo com Esquadrão Suicida, que passou por diversas refilmagens, teve cenas excluídas, e mudou drasticamente de tom para agradar à todos. E acabou não agradando ninguém.

Ok, e agora, o que fazer ? Se arriscar não deu certo, e mudar de última hora também não, que tal começarmos com um plano seguro já em mente? Então, em 2017, chega aos cinemas Mulher-Maravilha, que poderia muito bem ser um filme da Marvel. Trama simples, paleta de cores vivas, protagonista de fácil aceitação do público (pelo menos uma), e ação desenfreada. Só se percebe que é um filme da DC Comics pela trilha sonora marcante e as já tradicionais cenas em slow motion. Mas era necessário. Se um time vem de três derrotas seguidas, é preciso trocar alguns jogadores e mudar o estilo de jogo. A Warner fez isso para recuperar a confiança que havia perdido, e deu certo para seus propósitos, afinal, seu principal filme com seus principais personagens estava chegando, e pra isso precisava de toda aceitação possível, vinda de todos os lados.

Cá estamos no mês de lançamento de Liga da Justiça, que já é um sucesso comercial absoluto. Filme este que passou por diversos problema em sua produção, com a saída do diretor Zack Snyder na finalização, devido à problemas pessoais. Foi aí que entrou um velho conhecido dos fãs de filmes de heróis : Joss Whedon, diretor de Vingadores e Vingadores 2, assumiu a pós produção do longa, e foi o responsável pelo jeito do filme que você assistiu nos cinemas. A participação de Joss é notável de diversas formas, mas quando é possível distinguir quais partes do filme se responsabilizam a qual diretor, algo está errado. Como de costume na Warner, diversas cenas do trailer simplesmente sumiram do resultado final, e a película foi ‘enxugada’ para se tornar mais aceitável, essa palavrinha que andou perturbando os executivos da Warner.

Liga da Justiça não é um filme ruim, mas dá a impressão de que poderia ser algo a mais, e é mais triste ainda saber que talvez esse algo a mais exista, e tenha sido tirado do filme após a saída de Snyder. É grandioso, mas infelizmente faz parte do cinema fast-food, você consome rápido, é saboroso, mas não é o essencial. Ainda é um filme da DC Comics, mas aos poucos essa classificação vai perdendo o sentido. Agora, como diferenciar Marvel e DC, se as duas possuem filmes simples, sem grandes coisas à acrescentar ao espectador e que em breve serão esquecidos e trocados por outras produções ?

Mas, ainda há esperança. Assim como Mulher-Maravilha foi um divisor de águas, este talvez também seja. Não se pode arriscar em um filme tão importante assim, pelo menos é o que pensa o pessoal que cuida da grana da Warner. Talvez, com a confiança agora totalmente recuperada, vejamos os filmes voltarem a serem autorais, originais e únicos. Essa é a esperança do Aquaman dirigido por James Wan e que estreia em 2018, pois o próprio diretor é conhecido por esses mesmos adjetivos.

Talvez, o universo totalmente compartilhado não seja a melhor opção para a DC, e os filmes sem saiam melhor individualmente, não como parte de algo melhor. Talvez.

O ser humano que não nasceu em berço de ouro tende a seguir o caminho mais comum da vida: nascer, crescer, estudar, trabalhar, casar, trabalhar, ter filhos, trabalhar, envelhercer, trabalhar e morrer. Ainda estamos na hipótese de que, qualquer pessoa consiga seguir isto, tendo em vista os problemas sociais (isso já seria outra discussão).
E quando os problemas financeiros são tantos que você cansa de ser bonzinho? Cansa de ver sua família passando por apuros, simplesmente por não ser afortunado de grana? Pessoas boas optam em seguir o ilegal. E o ilegal é lucrativo. Na história mais recente das produções audiovisuais, esta premissa foi explorada de maneira genial na aclamada série Breaking Bad, criada por Vince Gilligan. Nela, um excelente químico descobre que tem câncer e começa a fabricar metafentamina para garantir o futuro da família.

E chegamos em Ozark, série original Netflix que acompanha Marty Byrde (Jason Bateman), um competente consultor financeiro que decide lavar dinheiro para “o segundo maior cartel mexicano” afim de dar maior conforto para sua família. Parecido o roteiro de ambas, certo? Sim, porém Ozark vai na contramão do que foi retratrado em Breaking Bad.

Nela, Marty e Wendy (Laura Linney) são obrigados a mudar de Chicago para a região do lago Ozarks, no Missouri, com o objetivo de salvar toda a família depois de uma grande desavença com o cartel. Nesta pequena cidade Marty continuará a lavar dinheiro e precisará enfrentar todo tipo de perigo que uma família novata aparentemente rica pode sofrer aos olhos da população local.

Ozark

Ozark não perde tempo com detalhes. No primeiro episódio tudo está estabelecido, todo perigo está exposto e a cumplicidade do casal Marty e Wendy fica evidente, inclusive lutando contra traumas recentes no relacionamento. Após a mudança de cidade, os filhos começam a questioná-los sobre as atividades suspeitas, até que tudo fica claro e todos são envolvidos no grande jogo de gato e rato.
Sabe quando você tem um problema e desse problema derivam-se mais dois? E destes dois mais quatro, e destes quatro mais oito e assim por diante? É exatamente isto que acontece ao longo dos 10 episódios. Não existe tempo para otimismo. Ozark tem um narrativa tão destrutiva que, provavelmente você chegará em algum episódio roendo as unhas se perguntando: “como ele vai resolver isso? Ferrou!”
É perceptível também o egocentrismo absoluto do protagonista. Assim como Walter White era soberano no que fazia e tinha autocontrole sobre as ações, Marty segue exatamente isso. Resolver um grande problema parece ser um auto-desafio constante para provar que sua capacidade está acima dos demais. E isto só é deixado um pouco de lado quando a segurança da sua família é ameaçada.

As subtramas se encaixam de maneira coesa. Exemplos: o policial obcecado pelo trabalho, a rejeição dos filhos de Marty e Wendy em um novo ambiente, a família gangster caipira que planeja roubar Marty, o pastor que prega dentro de um barco, o cartel que silenciosamente ameaça todos. Tudo acontece ao mesmo tempo sem te deixar perdido.
Todo o elenco está ótimo. Jason Bateman (que além de produtor, dirige quatro episódios com maestria) transparece o cinismo absurdo que o personagem Marty precisa. Laura Linney é uma ÓTIMA atriz e aqui ela faz o de sempre, com muita firmeza. Os filhos do casal são interpretados pela atriz Sofia Hublitz (Charlotte) e o pequeno ator Skylar Gaertner dá um show como o pequeno Jonah (fiquem ligados nos trabalhos deste garoto no futuro).
O núcleo de apoio ainda tem Julia Garner (Ruth Langmore), Esai Morales (Del), Jason Butler Harner (Roy Petty).
Tecnicamente não existe nenhuma inovação para o gênero (como Breaking Bad fez ao colocar câmeras em lugares inusitados). A cinematografia é competente com os planos quase sempre abertos mostrando muita informação, quase não tem close-ups e a paleta de cores é totalmente azul/cinza, dada a frieza e tristeza que a trama pede.

Posso afirmar que Ozark é uma jornada de desconstrução do ser humano. É um relato da linha tênue entre a tentação de ganhar muito dinheiro e de perder completamente a paz, para sempre. É a prova de que toda pessoa precisa se auto desafiar constantemente afim de parecer realmente viva, ainda que estes desafios destruam completamente sua vida mediana que outrora possuia.

A Netflix acerta mais uma vez nesta produção original, e sem perder tempo já anunciou que Ozark retorna para a segunda temporada.
Se continuarmos com a coragem narrativa, as ótimas interpretações e um gancho bem construído para a história, poderemos seguir Ozark por alguns anos.
A comparação com Breaking Bad é inevitável e vocês poderão notar claramente (não quis falar muito sobre isso, pois o texto ficaria extenso e monótono). Entretanto seria injusto colocar Ozark apenas como uma cópia. Ela tem identidade e com certeza caminha com as próprias pernas.

 

 

Adaptações literárias tendem a ser controversas, é sempre um desafio condensar um livro em um período de tempo tão curto. A pressão dos fãs, prazos do estúdio e problemas de agenda e custo são, além de um roteiro fiel na medida certa, pontos importantes para o sucesso ou fracasso de uma adaptação.

Stephen King é sem dúvida um dos maiores autores de todos os tempos e inúmeras de suas obras foram adaptadas para o cinema e para a TV e esse ano teremos dois lançamentos de peso baseados em livro do autor: A Torre Negra e IT – A Coisa.

Os livros

A Torre Negra é composta de oito livros, somando quase três mil páginas, o que é um pouco complicado de se colocar em apenas um filme. Segundo o diretor o filme terá elementos, personagens e acontecimentos de toda a saga mas será uma história única e nova.

A produção de A Torre Negra foi cercada de imprevistos, adiamentos e problemas nas filmagens e conforme o tempo foi passando uma grande dúvida ficou no ar: vai ser uma boa adaptação ou não? O próprio Stephen King aprovou o filme, mas disse não se aproxima de nada que ele escreveu nos livros, mas que a essência é a mesma.

É um tiro no escuro adaptar uma série tão grande e tão complexa dessa forma. O filme pode ser uma maravilhosa homenagem aos livros, trazendo para a tela o que fãs do mundo inteiro esperam a anos mas também pode ser uma bomba, que adapte de forma preguiçosa e desconexa uma história tão grande. Precisamos entender que não é fácil produzir oito filmes sem ter certeza de como será o retorno, mas fazer um só, com uma hora e meia de duração é mais perigoso ainda.

Nos resta esperar que o filme seja realmente bom e que homenageie a série de King de uma forma inesperada. Com um elenco de peso e um alto custo de produção é de se esperar que o filme não vá mal de bilheteria também.

A Torre Negra estreia dia 24 de agosto e conta a história de Roland (Idris Elba), o último pistoleiro de um mundo decadente, ele procura um lugar chamado A Torre Negra, que teoricamente é uma ponte entre todos os mundo existentes e nessa procura ele precisa perseguir um mago que é apenas chamado de O Homem de Preto (Matthew MacConaughey). Essa procura pode colocar em jogo o destino de todos os universos existentes.

A atriz espanhola Penélope Cruz é aquele tipo de mulher, que…se você der um carrinho de mão pra ela empurrar…ainda assim ela vai conseguir ser sexy.

Musa De Almodóvar e presença recorrente em produções americanas, a atriz de 43 anos é casada com o também astro espanhol Javier Bardem desde 2010, e povoa o imaginário do público através de personagens sempre marcantes e sensuais.                                                     

Seja na pele de uma dona de casa ou uma garota de programa, a atriz sempre chama a atenção do público e da mídia a cada novo filme.

Dentre suas personagens que abusam da sensualidade, está Carla, do filme Nine (um musical lançado em 2009 dirigido por Rob Marshall, que homenageia Fellinni). A performance de Penélope no longa está entre uma das melhores cenas:

Inesquecível!

 

Temos batido na mesma tecla desde que Batman V Superman estreou e foi detonado pela crítica, mas é necessário continuar falando sobre isso. A DC/Warner tentou fazer com um filme o que o pessoal da Marvel levou 11 anos e muitos erros para concretizar : um universo compartilhado. Mesmo sendo fã da empresa, é inegável que o filme que coloca os três maiores heróis já criados falhou feio. Não que seja preciso copiar os passos da rival para ter sucesso com o novo jeito de franquias que a própria criou, mas justamente por isso, a DC acabou se apressando e ‘testando’ o que tem num momento em que não se pode vacilar muito no mercado de super-heróis pois você se tornará esquecido (vide Quarteto Fantástico de 2015).

Muita gente reclamou dizendo que Capitão América : Guerra Civil deveria encerrar o universo Marvel dos cinemas, ou pelo menos ser depois que todos os outros heróis já estivessem estabelecidos para dar mais volume ao confronto, mas a mesma coisa aconteceu em Batman V Superman. O mais plausível seria começar com O Homem de Aço, em seguida um filme solo do Batman e outro da Mulher-Maravilha para enfim juntá-los em um único filme e colocá-los para se combater, lançando a Liga da Justiça como o quinto filme do estúdio, onde o público já teria uma empatia MUITO maior com todos os personagens. Mas não adianta ficar lamentando o passado ou supondo o que deveria ser feito, o foco agora é o futuro. E o futuro é incerto.

Vamos ignorar Esquadrão Suicida e falar do que realmente pode somar para a DC. Com certeza o filme mais esperado dessa nova leva (e também o mais misterioso) é o do nosso querido Batman.

Vamos recapitular a história :

Todos foram à loucura quando Ben Affleck assumiu o cargo de diretor e roteirista do filme, além de ser o protagonista. Afinal, ele é um vencedor de Oscar, tem uma visão diferente e ele próprio vai atuar o que dirigiu, não vai querer passar vergonha, e disse que o filme só sairá do papel quando estivesse perfeito. E por esse motivo  abandonou o cargo de diretor. Ele disse publicamente que foi por causa da enorme responsabilidade que o herói carrega, mas com certeza ele já tava de saco cheio dessa merda e se o filme fosse no mínimo razoável já ia espalhar na cara dele. Isso mesmo, se for razoável será ruim. Isso se deve ao grande hype criado e a oportunidade de ver uma nova versão do herói nos cinemas depois de anos. Pode-se dizer que a culpa é dos fãs (mas é mesmo), porém não só deles. Tendo o Batman como maior símbolo nos cinemas, errando em seus filmes anteriores e perdendo a confiança do grande público, a Warner precisa usar tudo o que tem de melhor no filme do Homem-Morcego.

Matt Reeves, diretor dos novos Planeta dos Macacos e Cloverfield, entrou em negociações com a Warner para comandar o projeto, e a euforia voltou aos fãs. Rumores começaram a inundar a internet, dizendo que o cara ficou puto com os cortes criativos que a Warner colocou, e tava desistindo do projeto, mas ontem (24) a informação virou oficial, e sim, teremos Reeves na direção do filme. Só não se sabe pra quando. As filmagens devem começar no segundo semestre dese ano, mas sem data de lançamento marcada. Lembrando : o único problema resolvido até agora foi a questão do diretor. O roteiro deve continuar do jeito que fez Ben Affleck desistir do cargo : uma bosta. Ou razoável. Mas nesse caso significa a mesma coisa.

A Warner fazer um filme perfeito do Batman não é só uma obrigação ou um modo de concertar os erros, mas principalmente é uma maneira de respeitar os fãs e todos os envolvidos com as cagadas até agora e até lá. De brinde ainda veio um rumor de que haverá SIM um filme spin-off do Asa Noturna. Com isso a DC quer manter seu estilo sombrio, mas também balancear com personagens mais leves e voltados ao público adolescente – como o já confirmado filme das Sereias de Gotham, com a Arlequina, Hera Venenosa e Mulher-Gato.

O universo está se expandido, só resta tomar o controle necessário para ele não crescer demais e explodir para todos os lados. E que demore o tempo que precise, mas façam algo bom, pelo amor de Kal-El que morreu por nós.

Artigo retirado do site Nerdalizese.

Quando estreou em 24 de Março de 2016, Batman V Superman foi destruído pela crítica e grande parte do público preferiu não assistir ao filme, fazendo com que ele nem chegasse à marca de 1 Bilhão de dólares em bilheteria que quatro filmes da concorrente Marvel tem. Já não era a primeira vez que um filme de Zack Snyder dividia opiniões, simplesmente não havia um meio termo, somente os que amavam e os que odiavam.

Mas por que esse filme é tão falado até hoje ? Por que ele separa o público ? O que há de errado com ele ? Os erros apontados pela ”crítica especializada” destacavam uma falta de ritmo, acontecimentos sem explicações, desenvolvimento deixado para próximos filmes entre outras coisas. Mas, será que isso é realmente essencial em um filme sobre super-heróis, ou somente estamos acostumados com o modelo Marvel de produzir conteúdo ? Será que fomos “adestrados” de maneira errada, que só nos faz pensar que um lado da moeda é bom, e nem sequer tentar dar uma chance ao outro, com uma nova proposta ?

Uma frase que fez parte de diversas discussões durante esse tempo em que o filme estreou, foi dita pela famosa e injustiçada Martha Kent : “As pessoas odeiam o que elas não entendem”.

Diferente da maioria dos blockbusters atuais, Batman V Superman está escrito nas entrelinhas. Se o espectador não prestou atenção nos diálogos de Bruce Wayne com Alfred, da miragem de Clark Kent com seu pai Jonathan, ou nos discursos super-acelerados de Lex Luthor, com certeza ficou perdido no que o filme tenta dizer e se concentrou apenas nas impressionantes cenas de ação e porradaria.

Durante a maioria de suas falas, Lex Luthor sempre levava Superman em comparação à Jesus. Afinal, o desenvolvimento do Homem de Aço nos quadrinhos foi baseado na história bíblica da criança que nasceu no meio de animais e tentou trazer a paz ao mundo; basta apenas uma leve reflexão para encontrar diversas semelhanças.
O personagem interpretado por Jesse Eisenberg mostrava uma preocupação real e nos faz pensar em diversos momentos “e se?”. E se existisse um ser com poder pra fazer qualquer coisa que quiser, quando quiser ? E se ele resolvesse fazer algo de perigoso à sociedade ? E se ele fosse uma ameça, quem iria pará-lo ? Quem iria controlar alguém que tudo pode fazer ?

Como na história bíblica, Superman tem seus seguidores e os que pedem para que vá embora, para o mais longe que puder. Em Batman V Superman vemos um herói que pensa se o que faz é certo, se está realmente ajudando a humanidade; e de outro lado, um vigilante humano perturbado e preocupado com as ações de um alienígena que ao tentar salvar o planeta, destruiu uma cidade e matou milhares de pessoas, sem querer.

Muita gente reclamou que a batalha entre Batman e Superman durou pouco tempo – no total, oito minutos -, mas na verdade, ela ocorreu durante todo o filme, mas só não foi uma batalha que o grande público esperava : foi uma batalha de ideais.

Depois de todo o caos e todo barulho, Superman está morto, Batman está formando uma liga de seres super-poderosos para proteger o mundo de uma ameaça ainda maior que o Apocalipse, e Zack Snyder está com seus dias como diretor de filmes da DC Comics em risco. Será que fomos justos com eles ?

Será que já estamos prontos para filmes de super-heróis mais profundos, ou preferimos ficar na mesmice de sempre ? Será ?

Artigo retirado do site Nerdalizese

A Chegada dos Primeiros Homens

 

Alguns alertas:

O objetivo aqui é realizar um resumo norteador para iniciantes ou para aqueles que estão apenas familiarizados com a série da HBO sobre as principais histórias/curiosidades do mundo de gelo e fogo que sejam pertinentes para um entendimento mais interessante sobre a saga literária e a série. (Respire… é assim mesmo a frase!).

Tendo em vista finalidades didáticas, os textos de curiosidades do Mundo de Gelo e Fogo, serão divididos em ordem cronológica de acordo com a história conhecida da presente literatura.

Neste primeiro texto, serão expostas curiosidades da Era da Aurora, situada dentro da História Antiga. Tais curiosidades serão apresentadas por meio da pergunta “Quem habitava Westeros antes da chegada dos Primeiros Homens?” e por dois eventos importantes: “A Chegada dos Primeiros Homens” e “O Pacto”.

É conveniente alertar que diversos detalhes apresentados no decorrer do texto possuem o caráter de lenda, dentro do que constituí “o saber” acerca da história do Mundo de Gelo e Fogo. Muitas dessas curiosidades são confirmadas como “verídicas” ao longo do avanço dos acontecimentos nos livros da saga “Crônicas de Gelo e Fogo” e durante as temporadas da série “Game of Thrones”.

As curiosidades não serão ligadas com eventos atuais da série. Optei por não fazer. Há três citações dos livros (spoilers) – mas vá adiante, amigo, só fomentará mais sua vontade de começar ou continuar com a série / livros. SIM, é spoiler! Melhor dizer que sim, já que tudo é spoiler hoje em dia! Rs

Também oportuno dizer que todas as datas descritas referem-se à Chegada dos Dragões em Westeros, salvo quando a data refere-se à Rebelião de Robert Baratheon, o que será expresso quando ocorrer.

 

O UNIVERSO FORJADO NA LITERATURA FANTÁSTICA

É costumeiro dentro do gênero “literatura fantástica” a criação de universos próprios com o intuito de respaldar a narrativa particular a ser desenvolvida. Isto é, o gênero em questão demanda um terreno específico a ser forjado, que leva em conta locações e culturas nas quais seus personagens e tramas serão desenvolvidos. É claro que, na maioria dos casos, são encontradas aspirações da História “real”, seja ela a História oficial ocidental e de outras civilizações conhecidas, como também, aspirações mitológicas de culturas singulares.

No caso do universo criado por George R.R. Martin, “nosso” bom velhinho que está com os presentes atrasados (deixem o hómi trabaiar), em “As Crônicas de Gelo e Fogo”- que deram vida à série televisiva “Game of Thrones”- é óbvio que a característica mencionada do gênero literário não fica em dívida (criação de universo). Antes de finalmente iniciar os pontos curiosos, cabe salientar que as informações contidas neste texto foram tiradas em grande parte do livro “O Mundo de Gelo e Fogo: A História Não Contada de Westeros”, uma espécie de enciclopédia lançada em Novembro de 2014.

 

OS PERÍODOS HISTÓRICOS DO MUNDO DE GELO E FOGO (1)

Assim como a narrativa da nossa história ocidental, no mundo de gelo e fogo também podemos dividir a história do “mundo conhecido” em eras ou fatos importantes que culminaram em mudanças paradigmáticas dentro do contexto da história. São os períodos:

 

  • A Era da Aurora
  • A Era dos Heróis
  • A invasão dos Ândalos
  • A Era de Valíria
  • Os Sete Reinos
  • Dinastia Targaryen
  • Dinastia Baratheon

 

História Antiga: o denominado recorte temporal História Antiga divide-se em duas eras (A Era da Aurora e a Era dos heróis) e sete ocorrências importantes (A Chegada dos Primeiros Homens, A Longa Noite, A Ascenção de Valíria, Os Filhos de Valíria, A Chegada dos Ândalos, Dez Mil navios, e, por fim, A perdição de Valíria).

A História Antiga, em especial a Era da Aurora, é pouco precisa em muitos acontecimentos. Isso devido à ausência de escrita tanto dos povos orientais, quanto dos habitantes nativos de Westeros. Não é conhecida a data da origem do mundo, estima-se que entre quinhentos mil e quarenta mil anos antes do período relatado “atual” nas “Crônicas de Gelo e Fogo. O que é sabido está contido em textos redigidos pelos Ândalos e outros povos posteriores à era. Afirma-se que os povos de todo o mundo, em geral, eram tribais e viviam diretamente da terra, sem o domínio da agropecuária ou metalurgia.

 

QUEM HABITAVA WESTEROS ANTES DA CHEGADA DOS PRIMEIROS HOMENS?

Certo que o termo Primeiros Homens será abordado de maneira mais cuidadosa logo adiante, é conveniente, agora, ainda que de forma bem breve, dizer quem são esses.

Os Primeiros Homens: como o próprio nome sugere, foram os primeiros homens a pisarem no continente Westerosi, tendo em mente que os nativos não eram o que poderia ser chamado de “homem”. Desembarcaram há mais de doze mil anos, sendo os Starks descendentes desse primeiro grupo.

Somente dois povos eram nativos de Westeros, desde a costa do Mar de Verão até As Terras de Sempre Inverno, durante o nebuloso intervalo de tempo denominado “Era da Aurora”: Os Filhos da Floresta e Os Gigantes.

Os filhos da floresta, ou crianças da floresta, são designados como “humanoides”. De pele escura e de uma beleza exótica, possuem baixa estatura, comparam-se à altura de uma criança humana. Apesar de não dominarem a arte da metalurgia, desenvolveram habilidades na utilização da obsidiana (vidro de dragão). Faziam arco e flecha e roupas de cascas e folhas de árvores. Suas músicas eram belas e assim é sabido através de fragmentos de composições que atravessaram séculos. Há até uma especulação sobre uma canção feita pelos filhos da floresta que narrava a suposta “Construção da Muralha por Brandon, o Construtor”.

Os Gigantes, também categorizados como humanoides, possuem cerca de três a quatro metros de altura, face achatada, visão rude devido ao globo ocular pequeno, providos de grandes braços com pernas menores que os membros superiores e sola do pé espessa. Desconheciam a agricultura, metalurgia e não construíam habitações (viviam em cavernas). São considerados mais primitivos que os filhos da floresta. Não possuem senhores ou líderes.

 

RELIGIÃO DOS FILHOS DA FLORESTA – A FÉ ANTIGA/DEUSES ANTIGOS

O mundo de gelo e fogo abarca inúmeras religiões, sendo elas manifestações de épocas e povos distintos. Exemplos: a fé antiga, a fé dos sete, o deus afogado, o deus vermelho (R´hllor), A fé dos Dothraki, o deus de muitas faces, entre outras.

Será falado em outros textos sobre essa maravilhosa temática!

A religião dos filhos assemelha-se, em muitos aspectos, às religiões animistas e célticas no que se refere à base de adoração dos “espíritos da natureza”.

Não há literatura normativa acerca da prática desta religião, nem a necessidade de líderes religiosos: a natureza basta. Nesse sentido, os deuses antigos são espíritos da natureza, não nomeados e não contados. A famosa figura do Represeiro, também denominado Árvore Coração, muito constante nos livros e na série, é a mais famosa manifestação/materialização da Fé Antiga.

Os represeiros devem ser entendidos como totem. Segundo o conceito, totem significa o mesmo que “símbolo sagrado” de um povo (tribo, clã), sendo considerada uma divindade protetora. Na história das crônicas, essas árvores de folhas vermelhas e troncos pálidos eram consideradas, pelos filhos da floresta, sagradas para os deuses, o que levou esse povo a esculpir faces em seus troncos. Sendo assim, os deuses podiam observar e protege-los. Portanto, tudo que era considerado importante era feito diante do represeiro, uma vez que era inadmissível mentir diante dos deuses. Na atualidade do mundo de gelo e fogo, os represeiros são encontrados no norte, e, mais ao sul, apenas na Ilha das Faces, tanto que é afirmado que no sul não há a proteção dos deuses antigos. Os deuses dos filhos das florestas seriam mais tarde os deuses dos Primeiros Homens.

 

Vidente Verde

Dentro da cultura peculiar e interessante deste povo nativo do ocidente primitivo, há a importante figura/habilidade do Vidente Verde. Esses eram os indivíduos detentores de aptidões mágicas (poder sobre a natureza, sonhos proféticos e viagem ao passado). Os videntes verdes enxergam através dos olhos dos represeiros, uma vez que as árvores não possuem a noção de tempo: aí nasce a possibilidade de viagem ao passado. Eis a Visão Verde e os Sonhos Verdes.

“Só um homem em mil nasce troca-peles – disse Lorde Brynden um dia, depois de Bran aprender a voar – e só um troca-peles em mil pode ser um vidente verde”. A Dança dos Dragões –  Capítulo 13, Bran.

 

Troca-Peles X Wargs

“Sob as árvores estavam todos os selvagens do mundo; corsários e gigantes, wargs e troca-peles, homens das montanhas, marinheiros do mar salgado”. A Tormenta de Espadas – Capítulo 55, Jon.

Com a passagem acima, percebe-se que Martin quis distinguir Troca-Peles de Wargs.

Troca-pele: A capacidade de um homem ou humanoide entrar na mente/corpo de qualquer animal. “Skinchanger” foi usado por Tolkien e Herman Hesse com significado parecido ao ocorrido nas Crônicas.

Warg: Na obra de Martin, que é o que nos interessa aqui, é uma variante de troca-peles. Aplica-se aos casos onde a habilidade consiste em entrar na mente/corpo de lobos. Sendo o lobo considerada uma criatura mais difícil, é necessário um vínculo entre o warg e o lobo. Desse modo, todo warg é um troca-peles, mas nem todo troca-peles é um warg.

“Eu sonho às vezes com uma árvore. Um represeiro, como aquele que há no bosque sagrado. Ele me chama. Os sonhos de lobo são melhores. Farejo coisas, e às vezes consigo sentir o gosto de sangue” A Fúria dos Reis – Capítulo 4, Bran.

No mundo real (rs), é uma figura mitológica nórdica. É um termo que remete aos lobos Fenrir, Skool e Haiti. Fenrir é filho de Angrboda, uma gigante, com Loki (um deus ou um gigante – há divergência entre os estudiosos da área, já que a categoria “semideus” não existe nesta mitologia).  No sueco contemporâneo “varg” é a tradução de lobo. Em norueguês antigo, “vargr” significa “lobo” e no alemão arcaico, igualmente, porém, é análogo aos significados de “assassino”, “estrangulador”, e “espírito maligno”.

Na literatura de J. R. R. Tolkien, warg é uma espécie de lobo singularmente feroz.

Um troca-peles ou um warg podem viver várias mortes através da vida de um animal. Em grosso modo, se o animal morre, o troca-peles ou warg não morre, mas, se ocorre o contrário, a consciência humana continua no animal “wargado”. Ambos podem entrar em animais enquanto estão dormindo na forma de sonhos.

O prólogo de “A Dança dos Dragões”, o POV (Point of View), é narrado por Varamyr, conhecido como Varamyr Seis peles, pois consegue entrar na pele de seis animais. Esse troca-pele é um membro do Povo Livre, ou seja, as pessoas que vivem além da muralha, os selvagens para os westerosis. No prólogo em questão, são postas três regras que não devem ser quebradas por troca-peles e wargs, são elas: 1- não comer carne humana; 2- não fazer sexo com outros animais; 3- não entrar no corpo de outro humano. Para entrar na mente de uma pessoa é mais difícil que entrar na mente de animais.

 

A CHEGADA DOS PRIMEIROS HOMENS

Conforme relatos da Cidadela, (sede educacional de Westeros, local para a formação de Meistres, situada em Vilavelha, precisamente nas terras da Campina – sudoeste do continente), entre doze e oito mil anos atrás, um povo originado do leste (Essos) cruzou a faixa de terra (braço de Dorne, que ainda não era partido) que atravessava o Mar Estreito e conectava os continentes.

Os primeiros homens eram mais fortes, numerosos e tecnicamente mais avançados que os filhos da floresta. Assim que invadiram Westeros, começaram a cortar os represeiros para a construção de fortes e iniciar a agricultura, o que culminou em uma guerra entre esses dois povos.

Os representantes caçadores e dançarinos dos filhos da floresta tornaram-se guerreiros com o intuito de barrar o avanço dos invasores. Porém, conta a lenda que, apesar disso, e, mesmo com a habilidade mágica dos nativos com seus esforços de convocar os animais para lutar na guerra, eles só conseguiram atrasar o avanço dos primeiros homens.

A guerra perdurou por gerações. Todos, já exaustos, convocaram seus líderes de guerra para selarem a paz, o que ficou registrado como O Pacto.

 

O PACTO

Há cerca de dez mil anos – lembrando que todas as datas aqui citadas referem-se à Chegada dos Dragões em Westeros – os filhos da floresta e os primeiros homens reuniram-se na região das Terras Fluviais, precisamente na ilha do Olho de Deus, situada em um lago próximo ao que ficaria conhecido como Harrenhal com o objetivo de dar fim à guerra. O pacto constituía na abdicação por parte dos nativos em favor dos primeiros homens de todas as terras do continente, com exceção das áreas de florestas densas; também foi acordado que cessasse a derrubada dos represeiros. Foram esculpidas faces em todos os represeiros da ilha, para que os deuses antigos pudessem testemunhar o acordo, o que levou o local a ser conhecido como Ilha das Faces, tornando-se um lugar sagrado e vigiado pela Ordem dos Homens Verdes. O pacto teve eficácia até a Invasão dos Ândalos, séculos mais tarde, isto é, perdurou por toda a era seguinte e pela Longa Noite.

Com o selar do pacto, chega ao fim A Era da Aurora, e inicia-se A Era dos Heróis.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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