Tag: Ann Dowd e Anthony Mackie

A sétima arte é capaz de nos presentear de diversas formas, promovendo momentos de descontração, de medo e de muita emoção, mas quando a mensagem contida nas telas consegue ultrapassar a sala de cinema e estabelecer uma conexão com a realidade o resultado é bem maior do que se pensa. Em Our brand is crisis (Especialista em Crises) 2016, dirigido por David Gordon Green, com Sandra Bullock, Billy Bob Thornton, Joaquim de Almeida, Ann Dowd e Anthony Mackie somos pegos de surpresa com um roteiro de comédia tratando de assuntos existenciais.

Jane Bodine (Bullock) é uma especialista em auto-imagem que sempre trabalhou em campanhas eleitorais, mas que está afastada da função após sua última derrota. Isolada entre as montanhas e buscando um pouco de paz ela é visitada por Ben (Makie) e Nell (Dowd) que também trabalham no mesmo meio que Jane e que buscam por sua ajuda em uma nova candidatura a presidência. Mesmo relutante, Jane aceita a proposta, principalmente por saber que seu adversário esta trabalhando para o candidato oposto ao dela.

Por um longo período Jane apenas estuda seu candidato, Pedro Castillo (Almeida), observando o quanto ele aparenta ser totalmente o contrário do que o povo espera de um presidente. Após um incidente o envolvendo Jane decide expor suas ideias e começa seu processo para corrigir os erros de Castillo. Moldando-o, ele começa a ser mais acessível para seu eleitorado, estabelecendo um contato que antes nem mesmo pensou ser importante. Jane percebe o quanto toda a mudança os fazem subir a cada dia nas pesquisas de preferência do povo, mas também percebe que, como já esperava, Castillo não é em nada diferente dos candidatos anteriores que ela também ajudou. 

Os momentos descontraídos são dados excepcionalmente por Bullock, que consegue nos cativar com seus discursos confusos e piadas muito bem colocadas, ironizando sempre que possível. Este tipo de papel cai como uma luva para a atriz, que já coleciona grandes filmes desse gênero.

A crítica contida no longa só vai aparecer quase ao final, quando nos deixa claro o motivo pelo qual Jane teria se isolado lá no início da trama. Em ano de eleições presidenciais ter a oportunidade de assistir a filmes que retratem esse processo, principalmente levantando questões que, por vezes, muitos fazem o possível para esconder, nos instiga ao questionamento, ao ato do pensar antes de tomarmos qualquer decisão apenas manipulados por bonitas palavras e boas ações.

Trailer:

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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