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2016 também, foi um ano agradabilíssimo em termos de cinema “estrangeiro”. Começando na Itália, passando por Espanha, Chile, Alemanha… Viagem simplificada pela magia do cinema.

ITÁLIA

A Itália conseguiu trazer dois grandes filmes, sendo um deles ganhador de vários prêmios ao longo do ano e candidatíssimo ao Oscar, Fuocoammare (Fogo no Mar). Documentário totalmente diferente do que você provavelmente está acostumado. Nesse, esqueça jornalistas, depoimentos,  informações na tela, você vai sentar e assistir a um filme real. O filme italiano tem como maior objetivo contrapor os pequenos problemas de uma pequena cidade pacata italiana com as dificuldades inimagináveis passadas pelos refugiados em busca de uma vida melhor.

Referência ao filme Thelma e Louise

Outro grande filme italiano deixado de lado pelos grandes distribuidores, foi Pazza Gioia (Loucas de Alegria) que conta uma história, no mínimo louca, de duas mulheres internadas em uma casa de repouso. O filme é sutil na crítica a situação de pessoas com problemas psicológicos são submetidas sem ser piegas e é equilibrado na dramédia, ou seja, hilário quando tem que ser e emocionante quando precisa contar a história. O filme é sensível e respeitoso em um assunto tão melindroso e ainda conta com atuações espantosas das atrizes principais.

ESPANHA

Almodóvar nos presenteou com Julieta no ano que passou, mas isso você provavelmente já sabia. Um filme intenso seja nas cores, nas emoções, sem deixar de ser real. Resumindo, uma novelona digna de Almodóvar e que eu não tenho vergonha alguma de ter assistido e amado.

ALEMANHA

Ainda na Europa, mais especificamente na Alemanha saiu o aclamado Toni Erdmann apresentado a nós brasileiros por meio do Festival do Rio. Enquanto os latinos são conhecidos por serem emotivos e expressivos e repassarem isso em seus filmes, o que pudemos comprovar, os alemães são conhecidos por serem mais frios ou pelo menos mais retraídos ao demonstrarem os sentimentos. E esse filme é um excelente reflexo disso. O filme questiona não só os alemães, mas a sociedade como um todo sempre tão preocupada com dinheiro, trabalho,  dinheiro,  contas, dinheiro e acabam se esquecendo de olhar para o lado, amar a si próprio, amar a família, viver. Um filme que te convida a se despir desse mundo alucinado em que vivemos, despir das preocupações por pelo menos um instante e amar.

CHILE

 

Ainda nessa viagem de sentimentos, conseguimos pegar uma carona na motocicleta de Gael Garcia Bernal para visitar o amante chileno, Neruda. Filme do mais novo competente diretor Pablo Larraín, que dirigiu El Club e Jackie, e que não se propõe a contar a bibliografia de Neruda, não se propõe a contar os poemas de Neruda, mas sim se propõe a nos convidar a viver os poemas dele, a sentir seus versos, sentir sua dor, sentir seus amores, suas angústias, suas alegrias, nos convida a viajar com Neruda, ser um personagem de suas histórias, ser um com ele. Viaje com ele nesse belíssimo e poético filme.

P.S.1: É claro que essa não é uma lista de melhores filmes do ano, porque muitos filmes ficaram de fora. Essa é simplesmente uma lista de filmes que não receberam a devida atenção que mereciam no ano que passou.

P.S.2: Eventuais esquecimentos de filmes nessa lista podem ter ocorrido.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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