Nós podemos pensar e refletir, mas são necessários questionamentos. Como fazer um filme, juntando inúmeros personagens diferentes em um mesmo universo? Como deixa-lo épico, a um nível de fazer seu público se emocionar e ter lembranças memoráveis de cada cena? Bem, a resposta está com os irmãos Russo, os diretores de Vingadores: Ultimato.

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O filme inteiro é como uma página de quadrinhos da Marvel, com referências e momentos incrivelmente épicos. Os poucos erros que Guerra Infinita cometeu, não foram vistos em Ultimato. Além disso, os Russo conseguiram aprimorar os grandes acertos do último filme dos Vingadores. Dentre eles, podemos citar o desenvolvimento dos personagens. Em Ultimato, cada personagem dentre os que sobreviveram a Thanos tem seu momento na trama. Por exemplo, o Stark com receio de perder sua família, o Capitão com seu otimismo ou a mudança do Hulk. Cada um deles, de alguma forma, são importantes.

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Assim como nos últimos filmes do MCU, os efeitos especiais são impecáveis. Ademais, no terceiro ato do filme, a representação das batalhas e do visual dos heróis é de tirar o fôlego. Apesar do filme focar nos heróis e não mais em Thanos e sua jornada, o vilão foi fundamental. A simples presença ou o resquício de existência de Thanos, comprova o total fracasso dos Vingadores em Guerra Infinita. Ele planejou o que iria fazer, e cumpriu, sem hesitar.

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Em Ultimato, o vilão se mostra uma peça-chave para o desenvolvimento dos heróis. Cada um, possui alguma perda, ou alguém que foi dizimado pelo seu ato. Alguns até mesmo, como o Gavião Arqueiro, beiram a loucura e mudam seu código moral. Porém, no filme, o titã roxo não possui mais monólogos filósofos. Ele se reduz apenas a lutar ou descansar e esperar por seu destino, o que já apresenta uma grande ameaça aos Vingadores.

Os diálogos de Ultimato são bem construídos. Sendo assim, os roteiristas conseguiram desenvolver as falas de cada personagem e dar um fundo emocional à elas. Enquanto isso, o filme gira em torno de um grande dilema moral: proteger os que sobreviveram, ou arriscar e ir atrás do que se foram? E é através desse dilema que os heróis alcançam a superação, a redenção pelo caminho que eles passaram. Além disso, a busca por alguma forma de desfazer o que Thanos fez em Guerra Infinta perturba cada personagem envolvido na trama.

Divulgação / Marvel Studios – Vingadores: Ultimato

A trilha sonora é um dos principais destaques do filme. A música tema dos Vingadores, composta pelo talentoso Alan Silvestri, é pincelada no longa de uma forma sublime. Como resultado disso, os momentos condizem totalmente com a trilha tocada, ditando o ritmo do filme. Os momentos de alívio cômico são bem colocados, tendo até mesmo referências a outras franquias famosas como De Volta Para o Futuro.

O enredo é conclusivo, e claro em sua explicação. Um dos únicos defeitos do filme é justamente nesse quesito, quando ele tem que “explicar muito” seus atos e ações para não parecerem clichês. O elenco do filme, principalmente os seis originais, cumprem com excelência suas atuações, com destaque para Robert Downey Jr, Chris Evans e Chris Hensworth.

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Sendo assim, Vingadores: Ultimato é a épica celebração do MCU, sendo superior ao seu antecessor em todos os aspectos e um presente a todos os fãs da Marvel. E além disso, Kevin Feige, o idealizador do MCU e presidente da Marvel Studios é um dos grandes responsáveis por esse processo. Devido à importância na indústria do cinema e ao impacto e qualidade do filme, ele pode ser colocado no topo dos melhores filmes de heróis já feitos.

Assista ao trailer: