Em “Tudo e Todas as Coisas”, Maddie (Amandla Stenberg), é uma adolescente que está prestes a fazer 18 anos. Portadora da síndrome de imunodeficiência combinada grave, a garota não pode ter nenhum contato com o mundo exterior, pois seu organismo não aguentaria contato com nenhum vírus ou bactéria.

Por conta disso, ela vive confinada em uma casa hermeticamente fechada e esterilizada, sob os cuidados de sua mãe, que é médica, e de sua enfermeira…tendo contato com o mundo somente através de cômodos com paredes de vidro. E é através dessas paredes que a Maddie vê seu mundo sacudir com a chegada de seu novo vizinho, Olly (Nick Robinson), por quem acabará se apaixonando.

Maddie (Amandla Stenberg) e sua mãe, Pauline (Anika Noni Rose)

 

O filme se enquadra, de uma forma mais sutil, no segmento das “tragédias adolescentes”, que tem entre seus expoentes os incensados “A Culpa é das Estrelas” e “Se eu Ficar”. O que se vê aqui é um trabalho delicado, sutil e gracioso…especialmente na primeira metade.

Ao conhecer a rotina de Maddie, a platéia se encanta de imediato e sente a leveza do filme, evidenciada por uma fotografia em tons pastéis e enquadramentos limpos e organizados.

A emoção é promissora…apenas uma questão de tempo…

Só que conforme o filme vai avançando, a promessa de arrancar algumas lágrimas com um arroubo emotivo se engessa…e tudo fica ali onde chegou: a leveza…a sutileza…e afins.

Ficamos esperando uma virada no roteiro que não acontece.

Aguardamos o nó na garganta…a lágrima rolando…e eles não vêm.

Tudo se torna gracioso demais…delicado demais…e vai cansando a narrativa aos pouquinhos…e o que se vê, são algumas situações até “bobas”. Todo o potencial emotivo fica estagnado…e quando o filme acaba, temos aquela sensação de que uma grande chance se perdeu.

No final das contas “Tudo e Todas as Coisas” é só mais um filmezinho adolescente bonitinho. Uma pena…

Trailer