Coisa Mais Linda é um seriado nacional que teve sua estreia na última sexta-feria (22) na Netflix, dirigido por Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende mistura elementos dos anos ‘50, como a música, o figurino, os problemas sociais e a situação política da época.

Ambientado no Rio de Janeiro, Coisa mais linda traz a história de Malu (Maria Casadevall), uma jovem paulista da classe média alta que decide se mudar para o Rio, levando seu filho, onde iria ao encontro de seu marido. Eles planejavam abrir um restaurante e começar uma nova fase da família, mas não foi o que aconteceu. Chegando na cidade Malu (Casadevall) percebe que foi enganada e abandonada por seu marido, ficando totalmente perdida e sem apoio.

Aos poucos a jovem percebe que precisa ficar no Rio de Janeiro e abrir seu próprio negócio: uma casa de música ao vivo. Mesmo contrariada por seu rigoroso pai ela permanece na cidade, conhecendo pessoas que a ajudam durante a construção de seu sonho, como Adélia (Patrícia Dejesus) e Theresa (Mel Lisboa), ainda se reaproximando de sua antiga amiga, Lígia (Fernanda Vasconcellos).

Um dos principais propósitos do seriado é, certamente, gerar questionamentos. Estes que se fazem acerca do papel da mulher na sociedade, do preconceito por ser mãe solo, do poder que o homem detinha apenas por ser homem e sobre todas as agressões que a mulher sofria diariamente, única e exclusivamente por ser mulher.

Ainda sobre essas diferenças sociais o racismo é abordado, muitas vezes explicitamente, outras sutilmente, mas todas as vezes as quais aparecem são de grande relevância para a construção do enredo e para que se cause o desconforto necessário.

A série conta com 7 episódios em sua 1a temporada, todos com uma direção impecável, fotografias de tirar o fôlego e uma trilha sonora feita para aqueles que apreciam a boa música brasileira. Foi feita para que o público em geral se identifique, goste e aprecie.

Assista ao trailer:

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