Categoria: Filmes

O famoso musical Cats ganhará uma adaptação para cinema. O espetáculo que ficou 18 anos em cartaz na Broadway, se tornou um clássico teatral, e no cinema será dirigido por Tom Hooper (Garota Dinamarquesa, Os Miseráveis).

De acordo com o The Hollywood Reporter, o elenco do longa já tem alguns nomes confirmados, porém sem papéis definidos. Participarão do filme Ian McKellen (O Senhor dos Anéis), a cantora Taylor Swift, Jennifer Hudson (Dreamgirls), e James Corden (Oito Mulheres e Um Segredo).

Criado em 1981, pelo compositor inglês Andrew Lloyd Webber, a partir de poemas do escritor anglo-americano T. S. Eliot. A peça acompanha um grupo de gatos que se reúne uma vez por ano para que seu líder decida qual deles é que terá a oportunidade de ir a um lugar melhor.

O filme está sendo produzido pela Universal, e as filmagens devem começar no final do ano. Ainda não há data de estreia definida. 

Longa-metragem do caçador de corruptos traz Kiko Pissolato como personagem-título. (📷 Paris Entretenimento / Divulgação) 

A Downtown Filmes divulgou o trailer oficial do longa brasileiro inspirado na HQ, O Doutrinador. O público poderá conferir cenas do personagem-título em ação, combatendo seus principais inimigos: políticos e empresários corruptos. Kiko Pissolato vive o protagonista Miguel, um agente federal que conhece de perto as engrenagens do sistema e, ao sofrer uma tragédia pessoal, se torna um vigilante e decide combater a corrupção de forma atormentada e implacável: eliminando os corruptos. O filme estreia no dia 20 de setembro.

Personagem criado pelo quadrinista Luciano Cunha, O Doutrinador ganhou repercussão nas redes sociais com a premissa de ser um agente das forças especiais determinado a dar um fim na corrupção caçando corruptos de todas as matizes ideológicas. Depois de ganhar o mundo, com resenhas em vários países como EUA, Inglaterra e Argentina e com três edições impressas esgotadas no Brasil, o quadrinho, além de filme, vai virar também série. Sob a direção de Gustavo Bonafé (Legalize Já e Chocante) e codireção de Fabio Mendonça (A Noite da Virada), chega aos cinemas com nomes no elenco como Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi , Tainá MedinaCarlos Betão , Samuel de Assis e Tuca Andrada.

Já a série, que será exibida no canal Space, tem direção geral de Bonafé, enquanto Mendonça dirige alguns episódios.  O filme e a série foram criados pelo próprio Luciano Cunha e Gabriel Wainer, que também assinam o roteiro ao lado de Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lage e Denis Nielsen. O filme tem a distribuição da Downtown/Paris Filmes.

Assista ao trailer: 

Crítica | O Orgulho

Filme tem estreia marcada nesta quinta-feira, 19 de julho. (📷 Pandora Filmes / Divulgação)

Neïla Salah (Camélia Jordana) é uma jovem descendente árabe que mora no distrito de Créteil, uma zona marginalizada de Paris. Seu sonho é se tornar advogada e ela se matricula na Universidade de Assas, conhecida por ser uma escola de extrema direita. Na sua primeira aula, o reconhecido professor Pierre Mazard (Daniel Auteuil) a insulta pelo seu gênero e descendência árabe. O professor não se desculpa, mas Neïla rebate as acusações e é apoiada pelos colegas de sala.

A diretoria da escola pressiona o professor a se redimir ao treinar Neïla para um importante concurso de retórica entre universidades francesas. Pierre aceita meio relutante e convence Neïla a participar do concurso e ser tutorada pelo professor, apesar de não ter conhecimento de suas verdadeiras motivações. Em paralelo, Neïla ainda lida com sua paixão pelo seu amigo de infância Mounir (Yasin Houicha). O romance entre os dois é fortemente afetado pelas aulas e conhecimento adquirido de Neïla em sala.

A direção do franco-israelense de Yvan Attal é pouco inspirada e lhe falta ousadia. A narrativa do filme é um pouco clichê, mas possui diálogos bem construídos e excelentes atuações da atriz Camélia Jordana e do ator Daniel Auteuil, que não são bem aproveitados com seus personagens bidimensionais. Enquanto o papel do professor é desprezível o filme todo, o papel de Neïla, uma mulher de personalidade forte, é por vezes incoerente nas ações que a personagem escolhe (como aceitar ser tutorada pelo professor sem muito questionamentos).

O final do filme é um tanto polêmico. Pode construir discussões acerca do fato de que se o discurso de ódio do professor é realmente punido ao longo da projeção. Fica um questionamento se a moral da trama é que se pode aprender lições valiosas, mesmo de pessoas fascistas. Além de uma cena completamente desnecessária e controversa da Neïla em seu futuro como advogada burocrata.

O Orgulho aborda uma temática importante e relevante no contexto contemporâneo da França e da Europa com seus imigrantes muçulmanos. Entretanto, a direção e roteiro é incoerente e infeliz nas suas abordagens ao tema.

Assista ao trailer: 

“O Doutor da Felicidade”, produção francesa com o ator Omar Sy, estreia direto em Streaming no dia 19/07. (📷 Mars Films / Divulgação)

O caminho percorrido por um filme para chegar aos cinemas é tortuoso. Em meio à festivais, patrocínio, visibilidade e concorrência, muitos acabam não conseguindo um lugar ao sol, ou melhor, nos cinemas. Isso acaba sendo ainda mais comum com aqueles fora do eixo Hollywood, e a solução é o lançamento direto em Home Video ou Streaming.

O filme O Doutor da Felicidade, uma produção francesa, faz parte desta fatia, e será lançado diretamente em streaming nesta quinta-feira, dia 19 de Julho.

Dirigido pela francesa Lorraine Levy (O Filho do Outro), o longa-metragem tem em seu elenco os atores Omar Sy (Intocáveis), Alex Lutz (O Que as Mulheres Querem) e Ana Girardot (Grandes Amigos).

O elenco é encabeçado pelo ator francês Omar Sy, sem dúvida o nome mais famoso na produção, após seu “estouro” no filme Intocáveis, papel que lhe rendeu visibilidade e participações em filmes maiores, como por exemplo Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros (2015), Inferno (2016), e Transformers – O Último Cavaleiro (2017).

Em O Doutor da Felicidade ele interpreta o médico Knock, um charlatão que atua em uma aldeia francesa, e convence os habitantes do lugar de que eles estão sofrendo de doenças na maioria das vezes inexistentes. Entre eles está a bela jovem Adele (Ana Girardot), por quem Knock acaba se apaixonando.

📷 Mars Films / Divulgação)

O roteiro é simples, e gira em torno de Knock, visto como um forasteiro desconhecido no início, mas que logo vai ganhando a simpatia dos habitantes, que com o tempo passam a respeitá-lo. Knock logo deixa para trás a desconfiança dos aldeões e passa a ser digno da amizade deles, através de seus métodos de trabalho um tanto incomuns.

O grande destaque é a atmosfera leve e descontraída, que permeia praticamente todos os 114 minutos da projeção. Nenhuma situação, por pior que seja, consegue atravessar o clima gracioso. Alguns desdobramentos na história até pedem um pouco mais de seriedade, mas ela é logo deixada de lado. É como se O Doutor da Felicidade tivesse a missão de se manter sempre centrado em seu clima calmo, e nunca se permitisse perturbar essa calmaria.

A trilha sonora é elegantemente divertida. Aliás, diversão é a palavra chave aqui. O humor está sempre presente, e isso rende interpretações quase caricatas em alguns momentos, o que leva o filme a um nível de comédia quase pastelão.

Com um destaque maior à diversão, O Doutor da Alegria acaba investindo pouco na história de amor entre Knock e Adele. O resultado é um romance morno e mal desenvolvido, que acaba deixando a desejar e gerando pouca empatia na plateia, e leva a uma sensação de “tanto faz”.

No fim das contas, o filme é só mais uma produção alegre e divertida entre tantas outras, e não possui nada de extraordinário. Mas vale a distração.

Assista ao trailer:

(📷GKIDSFilms)
Animação dirigida por Pedro Rivero e Alberto Vázquez (2015), voltada para adultos, trata de temas densos como a rejeição, a solidão e a morte. Todos esses aspectos são mostrados de forma crua, onde personagens são incitados ao ódio a todo momento, muitas vezes mortos pela ignorância e inocência alheia.
Três crianças decidem fugir da ilha pós-apocalyptica em que vivem buscando uma vida melhor, tanto em relação ao ambiente físico quanto à saúde emocional, mas durante o caminho se deparam com muitos imprevistos, encontrando pessoas dispostas a estragar todos seus planos.

Uma das crianças possui uma estranha conexão com uma criatura que vive em determinado local da ilha, onde ninguém frequenta por pensarem ser amaldiçoada. Essa criatura teria o bom e o ruim dentro de si, controlando-os por meio de remédios, mas não eram todos que sabiam dessa condição. Ao invés de tentarem compreendê-la, caçavam-a, do mesmo modo como fizeram com seu pai, o qual faleceu brutalmente.
A história das crianças se encontra com a da criatura, e todas as experiências que cada um deles obteve ao longo de suas jornadas pessoais irá fazer com que se encaminhe o desfecho de suas vidas, positiva ou negativamente.

Assista ao trailer:

Filme tem estreia marcada para março de 2019. (📷 Paramount Pictures / Divulgação) 

A Paramount Pictures divulgou o trailer oficial da nova animação O Parque dos Sonhos, que estreia no Brasil em março de 2019. Produzido por Josh Appelbaum, André Nemec e Kendra Haaland, o filme conta a história de um parque de diversões onde a imaginação de June, de 12 anos, ganha vida.

Roteirizado por Josh Appelbaum e André Nemec, o longa-metragem vai ganhar as vozes dos renomados atores Jennifer Garner, Matthew Broderick, John Oliver, Mila Kunis, Kenan Thompson, Ken Jeong, Norbert Leo Butz, Brianna Denski e Ken Hudson Campbell.

Assista ao trailer: 

5 to 7  é um filme romântico americano com direção e roteiro de Victor Levin, estrelado por Anton Yelchin , Bérénice Marlohe ,Olivia Thirlby , Lambert Wilson , Frank Langella e Glenn Close 

A premissa da película foi inspirada por um casal francês em um casamento aberto que Levin conheceu na década de 1980. Embora ele tenha completado o primeiro rascunho do filme em 2007, o projeto permaneceu em desenvolvimento por mais sete anos devido a questões de elenco. Diane Kruger foi inicialmente escalada como Arielle, mas foi substituída por Marlohe. As filmagens começaram em maio de 2013 em Nova York e aconteceram principalmente no Upper East Side de Manhattan. A trilha sonora do filme foi composta por Danny Bensi e Saunder Jurriaans.

5 a 7 foi estreada no Tribeca Film Festival em 19 de abril de 2014. Também foi exibido no 2014 Traverse City Film Festival , onde ganhou o prêmio do público de Melhor Filme Americano. O filme foi lançado nos cinemas em 3 de abril de 2015 pela IFC Films . Ele arrecadou US $ 674.579 nas bilheterias mundiais e recebeu críticas positivas dos críticos.

Alguns dos melhores escritos de Nova York não estão em livros, filmes e peças, mas no banco do Central Park.“, narra Brian a frase que inicia a trama do filme… o banco do Central Park é o local onde a Arielle e Valéry escreveram um trecho dos seus votos de casamento: — I Will Hold Your Heart More Tenderly Than My Own.  Desde o início Valéry foi assim com Arielle: sólido, substancioso e bondoso. Fica claro que sentimento existe, Valéry ama Arielle, fez a promessa de um ser movido pela racionalidade e pelo maior sentimento, o amor. Só o amor é capaz de compreender as necessidades do outro, só o amor é capaz de perdoar a traição, só o amor nos torna capaz de nos fazer conviver com a pessoa que amamos, mesmo sabendo que nós mesmos, tão somente, não somos unicamente a razão pela qual se explica o brilho dos olhos da pessoa amada. Há uma terceira pessoa sobre a qual estamos disposto a conviver para tornar a pessoa que amamos mais feliz. É a redenção, é a promessa de colocar o coração do outro em primeiro lugar, mesmo que isso custe a sua própria felicidade. Por mais absurdo que pareça, amar alguém que possui paixão por outra pessoa que não é você, parece triste, mas na prática, não é mais triste do que perdê-la para outra pessoa. Como dizia Vinicius de Moraes “é melhor sofrer junto que viver feliz sozinho“.

O sentimento do filme não é algo comum entre a nossa cultura monogâmica. Brian é um rapaz de 24 anos que não está preocupado em ter amigos ou namoradas, tudo o que ele fazia antes de conhecer Arielle se resumia em escrever, ler e resmungar para si mesmo. Mas existe uma lenda que diz que “em Nova York nunca estamos mais que 6m de distância de alguém que conhecemos, ou alguém que deveríamos conhecer”
Existem pessoas que não acreditam em amor a primeira vista, e, existe o Brian e a Arielle para nos mostrar que esse é o único amor verdadeiro. 
Quando encontramos o amor das nossas vidas, o coração acelera, falta o ar, temos a sensação de ter borboletas no estômago é como ser adolescente novamente, é como o poema Presságio de Fernando Pessoa:

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
(…)

A atuação de Anton Yelchin é realmente algo louvável, ele compreendeu o personagem, ele sentiu cada detalhe e conseguiu transmitir as emoções para o espectador. É possível saber o que ele sente através da respiração e da pausa, o grande teatrólogo, dramaturgo, Nelson Rodrigues dizia que “A maioria das pessoas imaginam que o mais importante no diálogo é a palavra. Engano: o mais importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.”

A ansiedade que nos induz ao primeiro encontro não permite que nada na natureza interrompa o amor. É debaixo de dois guarda-chuvas que Brian e Arielle têm o primeiro encontro. E é um teste, para saber com qual tipo de pessoa estão lidando. No decorrer do passeio no parque, existe um distanciamento comportamental no Brian quando Arielle revela que é casada. Em seu discuso nota-se indignação, ele está realmente intrigado por aquela bela mulher ser comprometida. Arielle tece críticas aos americanos, diz que estes precisam de sinais visíveis para poder manter a situação em controle e diz que algumas coisas podem ser subentendidas.
Essas críticas devem ser mencionadas porque são duas culturas diferentes e esse é um dos pontos interessantes, onde os franceses conhecidos pela libertinagem do famoso Marquês de Sade entram em contato com a cultura conservadora dos americanos. Fica claro nos diálogos que Arielle tenta moldar os costumes de Brian. De alguma forma, Brian começa a pensar fora da caixinha, largando um pouco da moral e da ética que tanto preservava.

“Um relacionamento 5 às 7, é um relacionamento extraconjugal”, nessa frase Arielle apresenta ao Brian a liberdade do seu casamento aberto e os limites. A regra nunca deve ser descumprida. Isso nos mostra que toda regra tem sua exceção, mas que a exceção também utiliza regras. 

No Brasil, Nelson Rodrigues escreveu a crônica “Curiosa”, inserida no livro “A Vida Como Ela É” e mais tarde representada na série de mesmo nome, na GLOBO… onde Carvalhinho afirmou “Mulher não se rejeita, ainda mais mulher casada. A mulher casada é uma desiludida.”. E ao contrário dos franceses que traem das 17h às 19h, na série Carvalhinho indicava ao Serafim para marcar o encontro extraconjugal às 09h da manhã, “nenhum marido desconfia da mulher às 09h00 da manhã”. É compreensível, no caso do nosso casal francês (Arielle e Valéry) o relacionamento extraconjugal é um acordo mútuo, ambos sabem que existe uma terceira pessoa. E uma das regras da exceção é justamente essa: saber o horário definido para que essa relação possa acontecer. O Valéry não só desconfia, como tem a certeza de que  sua esposa está acompanhada. Dessa forma, Valéry sente que tem o controle da situação. Enquanto souber o que Arielle faz, com quem faz, e a hora que faz, Valéry sente-se seguro. É como o pacto de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Satre. Uma forma que os franceses têm de não aderir aos costumes burgueses. O que eles nunca entendem é que o desejo da posse, é algo inerente ao ser humano, todos nós possuímos independentemente de classes sociais, regras, exceções das regras, ou regras das exceções. Para o poliamor dá certo, é necessário que todos tenham em mente a ideia clara que o amor não obedece limites, e que se A, B e C querem ficar juntos, de forma harmoniosa, todos devem ter os mesmos direitos, sem que A diga a B como deve ser o relacionamento com C. O amor deve ser compartilhado com todos, sem intervenções, como no filme de Woody Allen “Vicky Cristina Barcelona”, Maria Elena, Cristina e Juan Antonio viveram um poliamor; ou como escreveu Jorge Amado em Dona Flor e Seus Dois Maridos, os personagens Dona Flor e Vadinho se amavam quando dava vontade… sendo que, nesse caso para ser concreto, é preferível que estejam todos vivos, para que exista um diálogo e ninguém se sinta enganado. 

“Foi assim que escolhemos viver… temos nossas razões para as escolhas que fizemos”, disse Arielle. Isso foi um acordo mútuo, amar e ser amado e respeitar as paixões sobre a qual não temos o controle. Os dois têm esse controle, mas a terceira pessoa que entrar nesse relacionamento vai ter que se encaixar e se conformar com o pouco que lhe é oferecido. 

Mais uma vez Arielle enfatiza a diferença cultural entre eles:

— Está chocado com tudo isso, não está?
— Eu… estou.
— Devo dizer que na minha cultura, isso não é julgado tão duramente.
—Mas não estamos na sua cultura. Estamos na minha cultura e nela, se não tivéssemos coisas para julgar, não saberíamos o que fazer o dia todo.
— Talvez a sua cultura precise se desenvolver. Talvez exista outra maneira de olhar a vida. Talvez haja pessoas com quem nos casamos, e outras que amamos.

Nesse diálogo entre Arielle e Brian, fica claro como os franceses e os americanos enxergam os relacionamentos. Os americanos estão mais preocupados em julgar do que em conciliar. E os franceses, nem sempre casam com as pessoas que amam (isso não acontece só na frança)  que é algo compreensível. Todo mundo já amou um dia, e como cantou Zé Ramalho “Quem tem amor na vida, tem sorte”, mas nem todo mundo casou com a pessoa amada . São vários os motivos que nos separam do grande amor das nossas vidas: interesses diferentes, morte, amor não correspondido, orgulho… como disse Nelson Rodrigues “Tudo nos induz ao equívoco do amor. A educação, o ambiente social, familiar, a comodidade nunca nos levam ao amor total. E o amor, até agora, só se tem realizado por acaso. E é muito perseguido por todos, porque ninguém admite que alguém seja bem-sucedido no amor”.

Outro diálogo cultural interessante:

— Sempre olhe a pessoa nos olhos quando brindar.
— Eu sei. 7 anos de azar.
— Azar? Essa é a versão americana?
— Isso. Qual é a francesa?
— 7 anos de sexo ruim.

Uma coisa existe em comum: superstição.

“Fico feliz que ela o conheceu, Brian. No pouco tempo em que ela conheceu você, percebi um brilho no olhar dela que nunca tinha visto antes. E fico muito feliz por isso. Quero lhe agradecer.”, disse Valéry. 
Esse brilho nos olhos da Arielle, que o marido enxergava, tinha nome e tinha forma, era o Brian. Valéry fez questão de encontrar com ele, para conhecer de perto e familiarizar o Brian com as regras. Foi uma atitude inesperada, o que sente uma pessoa a ficar frente a frente com o amante da pessoa amada? Por maior preparo psicológico que possua, deve ser inquietante por dentro. Valéry via um brilho nos olhos da esposa que não era causado por ele, mas por outro homem. Isso certamente entristecia o seu coração, mas ele jurou colocar o coração dela em primeiro lugar, e cumpriu. 

“Esqueça os conceitos sobre as pessoas, Brian. O mundo o surpreenderá com coisas boas, se permitir.”, disse Arielle para Brian quando ele falou que se sentia culpado em ficar com ela, depois de ter conhecido o seu marido. 
É interessante também observar que no jantar, a câmera passa a observar com os olhos de Brian, o filme tem início com a sua narração. Agora, o cenário do jantar familiar com a presença de filhos, amantes e amigos, passa a ser observado com olhos do Brian  certamente isso tem um significado. A câmera tem o olhar mais próximo sob o ponto de vista do personagem, esse olhar passa a ser o olhar do espectador, nós passamos a ser o Brian nesse momento. Isso é algo intencional, no início eu falei da boa atuação do Anton, de como ele nos transmite os sentimentos, agora, o diretor transmitiu ao espectador a deliciosa viagem ao cenário do filme. Quando a câmera deixa de enxergar pelos olhos de Brian e passa a focar no ambiente e nas expressões das outras pessoas, estamos com a mesma expressão que o Brian quando a Arielle fala que o jantar está servido.
E isso é algo incrível, é um truque de mestre do Victor Levin, desde o início tudo o que o diretor quis foi nos colocar no lugar do Brian. 

A carta de despedida que Arielle escreveu para o Brian é muito emocionante, ela fala que não casou apaixonada, que nunca havia se apaixonado e que agora que realmente está apaixonada, não vai poder viver esse amor. O que Arielle conhecia como amor, não possuía o fogo da paixão. O tempo separou Arielle e Brian por causa dos interesses familiares. Não foi a diferença de idade, de cultura, nem a crença, ou as opiniões que impediram a realização desse amor. Foi a promessa “Cuidarei com mais carinho do seu coração do que do meu”.



Resumo do filme
Brian Bloom ( Anton Yelchin ), um escritor de 24 anos que luta na cidade de Nova York, conhece uma mulher francesa de 33 anos chamada Arielle Pierpoint ( Bérénice Marlohe ). Eles se sentem poderosamente atraídos um pelo outro. Depois do segundo encontro, Arielle revela que é casada com um diplomata, Valéry ( Lambert Wilson ), e eles têm dois filhos pequenos. Arielle e Valéry concordam que cada um pode ter casos extraconjugais, desde que estejam limitados ao horário entre as 17h e as 19h, durante a semana. Brian fica perplexo com essa informação e diz a Arielle que ele não pode continuar o relacionamento com ela, acreditando que é um assunto antiético. Arielle diz que, se ele mudar de ideia, ela continuará a fumar nas sextas-feiras no mesmo lugar em que se encontraram.

Depois de três semanas, Brian decide se encontrar novamente com Arielle. Ela lhe dá uma chave do hotel e à noite no quarto do hotel consumam seu relacionamento. Eles começam a se reunir regularmente no mesmo quarto de hotel à noite. Valéry, que está ciente do caso de Brian com Arielle, se aproxima dele na rua e convida Brian para sua casa para o jantar. No jantar, Brian conhece os filhos de Arielle e Valéry e é apresentado à amante de Valéry, uma editora de 25 anos chamada Jane ( Olivia Thirlby ). Arielle mais tarde conhece os pais de Brian, Sam ( Frank Langella ) e Arlene ( Glenn Close). Ao saber que Arielle é uma mãe casada de dois filhos, Sam diz a Brian que ele desaprova o relacionamento, enquanto Arlene aceita que eles se amam apesar das circunstâncias. Quando Brian é convidado para uma cerimônia nova-iorquina para receber um prêmio por um de seus contos, ele é acompanhado por Arielle, Valéry, Jane e seus pais. Jane diz a Brian que seu chefe, Galassi ( Eric Stoltz ), um editor, leu sua história e quer que Brian escreva um romance.

Brian encontra Arielle no hotel e pede que ela se case com ele, dando-lhe um anel. Brian insiste que ele está verdadeiramente apaixonado por ela, e Arielle aceita sua proposta, dizendo-lhe para encontrá-la no dia seguinte no hotel. Valéry aparece no apartamento de Brian naquela noite; Ele bate Brian e expressa a raiva pela traição de Brian das regras e limites de um casamento aberto. Ele então dá a Brian um cheque de US $ 250.000 para Brian dar a Arielle a vida que ela merece e deixa. No dia seguinte, o porteiro do hotel entrega a Brian uma carta de Arielle na qual ela explica que, embora o ame profundamente, não pode deixar o marido e os filhos e pede que ele não entre em contato novamente.

Jane depois termina seu relacionamento com Valéry porque parece uma traição à sua amizade com Brian, e o primeiro romance de Brian é publicado por Galassi. Depois de alguns anos, Brian está andando pela rua com sua esposa, Kiva (Jocelyn DeBoer), e seu filho de dois anos de idade. Eles se deparam com Arielle, Valéry e seus filhos agora adolescentes fora do Guggenheim. Valéry pergunta sobre Jane e Brian diz que ela é casada e tem um filho. Arielle mostra Brian sutilmente que ela ainda usa o anel que ele deu a ela antes de se separarem novamente.


Atriz veterana completa 75 anos de carreira em 2018. (📷 Divulgação)

Uma das maiores atrizes do Brasil, Fernanda Montenegro, que completa 75 anos de carreira em 2018, será homenageada no 17º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A cerimônia está confirmada para o dia 18 de setembro, na Cidade das Artes, com direção artística de Ivan Sugahara e transmissão ao vivo do Canal Brasil.

Em breve serão divulgados os filmes que estarão concorrendo este ano.

Um dos mais aguardados filmes do gênero, estreia nesta quinta-feira, 05 de julho, em circuito nacional. (📷Marvel Studios / Divulgação) 

Nesta quinta-feira, dia 5 de julho,  Homem-Formiga e a Vespa chega aos cinemas. O longa-metragem que é o primeiro a ter o nome de uma super-heroína no titulo em toda historia dos filmes da Marvel, vem com força total e essa sequencia definitivamente supera as expectativas.

Após os eventos ocorridos depois de Capitão América: Guerra Civil, Scott Lang sofre grandes consequências, e seu lance com Hope não é mais o mesmo.

A trama não perde tanto tempo se explicando, partindo para a ação e essa escolha do roteiro foi fundamental. Entre  perseguições e lutas, o espectador entende os motivos dos personagens, e as escolhas que o fizeram chegar até aqui.

O ritmo é bom, as coreografias são bem ensaiadas, Hope (Evangeline Lilly) tem seu destaque merecido, mas ainda é ofuscada com a presença de Scott (Paul Rudd) aparecendo eventualmente para ”salva-la do mal”, ainda falta muito (ou até 2019?) para se ter uma super-heroína. Coisa que não acontece, por exemplo, no relacionamento de Scott e sua filha Cassie, que é retratado na tênue linha entre amor fraternal e o altamente piegas, isso funciona? Funciona, pois Abby Ryder é muito carismática e suas cenas são todas muito bem dirigidas. 

O longa ainda conta com alguns vilões, destaque para Hannah John-Kamen e a sua personagem, que está de arrepiar. Uma pena que sem o disfarce a atuação da atriz seja muito caricata. Walton Goggins aparecendo só para ser o ”malvado do crime organizado”, e mesmo com tantos personagens, o final de cada trama é bem satisfatório.

Enfim, você deve está imaginando que se o primeiro ato do filme já começa acelerado, mostrando ao que veio, já se pode imaginar como o terceiro ato termina, não é? A formula do final feliz.  Bom.. não nesse caso. A cena final de Homem-Formiga e a Vespa é um soco no estômago, e tem aquela fórmula Marvel que te faz implorar por uma continuação.

Assista ao trailer: 

Longa-metragem ganhou estreia no Festival Varilux de Cinema Francês. (

O cinema francês é recheado de tesouros que muitas vezes passam despercebidos pelo grande público, esse é o caso de Carnívoras, filme dirigido pelos irmãos Jérémie e Yannick Rennier,  exibido em todo Brasil no Festival Varilux de Cinema Francês 2018.

O filme conta a história de Mona (Leïla Bekhti), um mulher de meia-idade que tenta a todo custo alavancar uma carreira de atriz. Devido a sua difícil situação financeira, ela é forçada a ir morar com Samia (Zita Hanrot), sua irmã que tem uma uma carreira cinematográfica consolidada, um bom marido e um filho pequeno. Mona começa a ver e viver a realidade que ela tanto sonhou na vida da irmã e começa e perceber que talvez Samia não dê tanto valor ao que tem.

Quando Samia consegue um papel extremamente difícil no filme de um conceituado e exigente diretor e o papel começa a exigir cada vez mais da jovem atriz, ela ”contrata” a irmã para ser sua assistente e ajudá-la na preparação para o papel, fazendo com que a irmã seja responsável pelas principais áreas de sua vida.

A estréia dos irmão Renier na direção é bastante madura, e o roteiro, que também assinado por ambos é bem estruturado e coeso. A questão central do filme não é tratada abertamente, mas fica com o espectador durante muito tempo. Quando um assume as responsabilidades do próximo, o que acontece? Conforme o filme vai passando, o público começa a perceber que Samia apenas segue sua vida, sem tomar responsabilidade por nada e sem se comprometer com ninguém e sem se importar com as pessoas que a rodeiam, e Mona, ao desejar tudo aquilo que a irmã tem, toma todas essas responsabilidades. Se todos são responsáveis pelo que cativam, como devem lidar quando cativam coisas de outra pessoa, isso é ajuda, é roubo ou é uma anulação pessoal?

Apoiado nas atuações extremamente fortes de suas protagonistas, Carnívoras é um filme que consegue ser visceral e subjetivo, prendendo o espectador até seu último momento.

Você pode verificar datas e horários no site do festival:

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Assista ao trailer:

A legalização da vingança de sangue.

O FILME
Abril Despedaçado, de Walter Salles

Abril 1910  – Na Geografia desértica do sertão brasileiro (Riacho das Almas), uma camisa manchada de sangue balança com o vento. Tonho (Rodrigo Santoro), filho do meio da família Breves, é impelido pelo pai (José Dumont) a vingar a morte do seu irmão mais velho, vítima de uma luta ancestral entre famílias pela posse da terra. Se cumprir sua missão sua missão, Tonho sabe que a sua vida ficará partida em dois: os 20 anos que ele já viveu, e o pouco tempo que lhe restará para viver. Ele será então perseguido por um membro da família rival, como dita o código de vingança da região. Angustiado pela perspectiva da morte e instigado pelo seu irmão menor, Pacu (Ravi Ramos Lacerda), Tonho começa a questionar a lógica da violência e da tradição. É quando dois artistas de um pequeno circo itinerante cruzam o seu caminho e essa realidade passa a ser esquecida pelos irmãos Breves.


O LIVRO

 Abril Despedaçado é um filme baseado no romance Prilli i Thyer de Ismail Kadare, adaptado por Karim Aïnouz. O enredo narra a história de uma vingança e do matador encarregado de executá-la. Passa-se na Albânia rural, por volta de 1930, na região do Rrafsh, um maciço de montanhas no Norte do país. Um conjunto de leis não escritas, o Kanuni, rege a vida dos montanheses num vilarejo em Shködra. O Kanuni diz que o sangue que for retirado de um clã, tendo um membro de sua família morto, deveria recobrá-lo, matando um membro da família devedora.


ANÁLISE SOB A LUZ DO KANUNI

A história da película inicia com a narração de Pacu, explicando como funciona o serviço de “tocar os bois”, o cenário mostra que a família Breves sobrevive com dificuldades a seca e a pobreza, através do cultivo da cana de açúcar, da produção e da venda de rapadura.
A mãe costuma dizer que Deus não manda um fardo maior do que nós pode carregar. Conversa fiada! Às vez ele manda um fardo tão grande que ninguém guenta” – Pacu.

O drama da história começa no jantar da família Breves, o patriarca fala para o filho do meio (Tonho) que a camisa amarelou – a camisa é do irmão mais velho de Tonho que foi morto pela família Rival (Ferreira), seguindo o código de vingança, o código kanuni, que legaliza a vingança de sangue. Rituais são feitos antes e depois do homicídio, a fim de verificar a sua natureza (institucional e técnica). Cada família tem o direito de vingar a morte de seus membros. Vingança de sangue (gjak, gjakmarrje) é exercido pela família da vítima de acordo com o Kanuni. Este último estipula rigorosamente as condições em que vingança de sangue deve obedecer. As disputas de sangue geralmente procedem da seguinte forma: quando um homicídio ocorre, a família da vítima exige retribuição de sangue, os membros masculinos do assassino automaticamente tornam-se alvo de um novo assassinato. Eles se refugiam em suas casas que são consideradas invioláveis sob Kanuni. Durante pelo menos 40 dias em busca de perdão. Se o perdão é concedido ou uma vida é tomada em retaliação, a disputa termina. Caso contrário, o período de isolamento ou sair de casa pode continuar indefinidamente.

O Kanuni é o código dos padrões tradicionais albaneses, é transmitido há milênios oralmente. Diferencia-se de uma tribo para outra, adaptadas para condições históricas e sociais, tem resistido a introdução de diferentes religiões e permitiu a tolerância entre o Islã, Catolicismo e Ortodoxia que os albaneses sempre afirmaram. A antiguidade deste código também nos faz entender as suas peculiaridades. A versão mais completa, a de Lek Dukagjini, foi publicado em 1933, como resultado das pesquisas do Pai Franciscan Gjekov Constantino, natural de Kosovo, que coletou histórias, provérbios, testemunhas na província de Shkodra. Os membros desta comunidade consideram-se todos iguais, eles estão unidos por um conceito religioso de sangue. O direito consuetudinário é, no entanto, não só uma característica da cultura albanesa. A influência romana sobre o direito costumeiro albanês pode ser facilmente observado através da semelhança do papel pater familias, no direito romano. Na ausência de uma estrutura, de um Estado organizado, pater familias é uma espécie de autoridade do Estado, com poderes para punir, adotar e banir membros da família. O conceito de “besa” e “juramento solene” no Kanuni é notavelmente semelhante ao conceito de “stipulatio” e “juramento promissório” da lei canônica (eclesiástico) da Igreja Católica.

Preste atenção, menino. Teu avô, teus tios, o teu irmão mais velho. Eles tudo morreram por nossa honra e por essa terra. E um dia pode ser tu. Tu é um Breves. Eu também já cumpri minha obrigação. Se não morri foi porque Deus não quis.” – Fala o pai para Pacu.

A aplicação do Kanuni é uma questão de honra, dignidade e fé para os albaneses. Estabelece as regras sobre a qual a cultura se baseia, com foco no conceito de honra. Noel Malcolm resume os princípios básicos desta forma: “ A fundação de tudo isso é o princípio da honra pessoal. A igualdade das pessoas vem a seguir. A partir desses fluxos um terceiro princípio, a liberdade de cada um para agir de acordo com sua própria honra, dentro dos limites da lei, sem estar sujeito a de outro comando e o quarto princípio é a palavra de honra, o Bese (BESA), que cria uma situação de confiança inviolável”.

Tonho, tu vai com cuidado no amanhecer, e não se esqueça: tua obrigação é só com quem matou o teu irmão. Negócio de homem pra homem, olho por olho.” – Fala o pai para Tonho, que agora vai fazer valer a vendetta

A chave para o Kanuni é um homem BESA, que é o significado de honra, onde a promessa, ou a palavra BESA vai além da sepultura. BESA exige respeito a promessa, aos amigos, aos hóspedes, é um juramento solene, o que existe de mais sagrado. No direito consuetudinário albanês, esta palavra sere como garantia de que o lesado não vai recorrer à vingança contra um assassino durante um determinado período de tempo. No decurso em que o assassino é protegido por “BESA”, ele e toda a sua família pode se locomover livremente, sem que seja surpreendido pela vingança. BESA é uma coisa sagrada, que significa lealdade, manter a palavra mesmo depois da morte, ou seja, aquele que deu sua palavra, que fez uma promessa, deve cumpri-la, mesmo após a sua morte, essa garantia será gerada pelos seus familiares.

“Pra chegar nos Ferreira, Tonho vai pisar em chão que já foi nosso. Os Ferreira tomaram e nós tomamos dos Ferreira. Agora é deles de novo. Foi assim que começou a briga. O pai disse que é olho por olho. E foi olho de um, por olho de outro… que todo mundo acabou ficando cego. Em terra de cego, quem tem um olho só, todo mundo acha que é doido.”  Pacu.

As mulheres eram isentas da vendetta. É importante compreender que o objetivo deste feudo de sangue não é punição por assassinato, mas a satisfação da própria honra, por ela ter sido poluída. Se a retribuição, fosse o verdadeiro objetivo, ou seja, se fosse apenas o desejo de vingança, então, apenas aqueles que são responsáveis pelo crime, pela desonra, pelo insulto, seriam os potenciais alvos. O que não ocorrre, o Kanuni dá o direito da pessoa ofendida derramar o sangue/matar qualquer membro masculino da família do ofensor original, e o sangue derramado dessa vítima, em seguida, clama a sua própria família para purificação. Exemplo: A ofendeu B, B tem o direito de matar A ou qualquer membro da familía de A que seja do sexo masculino. B conseguindo atingir o seu objetivo, poderá sofrer as mesmas consequências se um familiar de A quiser vingar o seu sangue.


Kanuni, (HAKIMARIA) código familiar que vale há 500 anos, prega que ‘sangue deve ser pago com sangue’. Desde o fim do comunismo em 1991, 9.500 pessoas foram mortas em brigas de famílias (vinganças).

Christian Luli, um rapaz de 17 anos de voz tranquila, passou os últimos dez anos preso dentro da pequena casa de sua família, porque tem medo de que ele seja morto a tiros se sair da porta de casa. Para passar o tempo, ele joga videogame e desenha projetos de casas. Como não pode frequentar a escola, o nível de leitura de Christian é o de um garoto de 12 anos. Uma namorada está fora de cogitação. Ele queria ser arquiteto, mas tem muito medo de que seu futuro seja permanecer trancado em casa, olhando para as mesmas quatro paredes. “Essa é a situação da minha vida. Não conheci nada, além disso, desde que era garoto”, diz Christian, olhando através da janela para um mundo proibido lá fora. “Sonho com a liberdade, com poder ir à escola. Se não tivesse tanto medo, poderia sair de casa. Viver assim é pior do que uma pena de prisão.” Christian Luli (à dir.) em casa com sua família na cidade albanesa de Shkoder em 13 de junho. A desgraça de Christian é ser filho de um pai que matou um homem nessa pobre região no norte da Albânia, onde o antigo ritual de disputas sangrentas entre famílias ainda persiste. De acordo com o Kanun, código de conduta da Albânia transmitido de geração a geração por mais de 500 anos, “sangue deve ser pago com sangue”, sendo a família da uma vítima autorizada a se vingar de um assassinato matando qualquer um dos parentes homens do assassino. A influência do Kanun está em declínio, mas, durante séculos, funcionou como a constituição do país, com regras orientando vários aspectos, como direito de propriedade, matrimônio e assassinato. O Comitê Nacional de Reconciliação, uma organização sem fins lucrativos da Albânia que trabalha para acabar com as rixas familiares, estima que 20 mil pessoas estiveram envolvidas em lutas entre famílias desde que elas ressurgiram, após o colapso do comunismo em 1991, com 9.500 mortos e quase mil crianças impedidas de frequentar a escola por estarem trancadas dentro de casa. 

Por tradição, qualquer rapaz jovem o suficiente para manusear um rifle de caça é considerado um alvo para a vingança, deixando vulneráveis 17 homens da família de Christian. A única restrição é que os limites da casa de família não sejam ultrapassados. Mulheres e crianças têm imunidade, apesar de que alguns, como Christian, que amadureceram fisicamente mais cedo, começam seu confinamento enquanto garotos. Membros da família da vítima são geralmente os vingadores, apesar de que algumas famílias terceirizam o assassinato para matadores de aluguel. Lutas sangrentas entre famílias têm dominado outras sociedades, como as vinganças da máfia no sul da Itália e a violência retaliatória entre famílias xiitas e sunitas no Iraque. Mas o fenômeno tem sido particularmente notável na Albânia, um país extremamente pobre que está lutando para adotar as regras da lei após décadas de ditadura stalinista. Enterrados vivos essas lutas familiares quase desapareceram aqui durante o governo de 40 anos de Enver Hoxha, ditador comunista albanês, que declarou a prática ilegal, às vezes enterrando vivo quem não obedecia, nos próprios caixões das vítimas. Mas especialistas jurídicos na Albânia afirmam que as brigas que explodiram novamente após a queda do comunismo levaram a um novo período de anarquia e desrespeito às leis. Quase mil homens envolvidos em lutas familiares fugiram para o exterior, alguns deles solicitando asilo. Mesmo assim, dezenas de pessoas foram perseguidas fora do país e mortas por vingança. Ismet Elezi, professor de direito criminal da Universidade de Tirana, que aconselha o governo e a polícia sobre como enfrentar esse problema, disse que mudanças recentes no código penal da Albânia – incluindo penas de 25 anos na prisão para quem comete homicídio por rixa familiar e penalidades rígidas para aqueles que ameaçam retaliar – ajudaram a diminuir essa prática. Porém, ele observou que alguns ainda acreditam mais no Kanun do que no sistema judiciário, muitas vezes com consequências sociais devastadoras. “A geração mais nova não acredita mais nos códigos de conduta da antiga geração”, ele disse. “Mas rixas familiares ainda causam sofrimento porque os homens presos dentro de suas próprias casas não podem trabalhar, as crianças não podem ir à escola, e famílias inteiras são privadas do mundo exterior.” Alexander Kola, mediador que trabalha para resolver lutas entre famílias, disse que o caso mais comum são disputas em relação a propriedades e terra. Ele observou que as rixas também podem surgir de afrontas aparentemente sem importância. Há um caso recente no qual doze homens foram forçados a ficar trancados em casa depois que um homem da família matou um comerciante que se negou a vender um sorvete ao filho dele. Em outro caso, uma briga explodiu quando uma ovelha pastou na terra de um vizinho, causando uma luta mortal. Sociólogos daqui disseram que as brigas inverteram papéis tradicionais de gêneros na Albânia rural, já que as mulheres se tornaram as principais provedoras da família, enquanto os homens foram forçados a ficar em casa e fazer o trabalho doméstico. A mãe de Christian, Vitoria, de 37 anos, conta que mandou o rapaz ficar dentro de casa quando ele fez sete anos, depois que seu marido e seu irmão mataram um homem na vila por causa de uma briga de bar. Ela disse que seu outro filho, Klingsman, sete anos, frequentava a escola, mas logo seria forçado a se juntar ao irmão na vida de confinamento doméstico. Seu marido e seu cunhado estão na prisão, cumprindo pena de 20 anos por assassinato. “Eu vivo com uma ansiedade e um medo constantes de que Christian seja morto, de que eles estejam à caça do meu filho”, diz Luli, que depende de caridade para se manter, com seus dois meninos e duas meninas. “Espero que alguém da outra família mate alguém da nossa família, assim esse pesadelo finalmente vai acabar.” 

Ela conta ter enviado um mediador para tentar obter o perdão por parte da outra família, sem êxito. A família da vítima, Simon Vuka, se recusou a comentar. Mas Kola, que está intermediando o caso, disse que a família não estava preparada para perdoar a rixa porque a vítima tinha dois filhos pequenos que ficaram órfãos de pai. “Muitas famílias de vítimas acham que aprisionar todos os homens da família do assassino em suas próprias casas é uma vingança melhor do que matá-los.” Kola, ex-instrutor de ginástica olímpica que estudou resolução de conflitos na Noruega, afirmou ter tentado reconciliar rixas ao identificar amigos ou parentes influentes da vítima que poderiam implorar à família para perdoar e esquecer. Ele disse que o pedido de perdão geralmente era acompanhado por uma oferta de moedas de ouro ou outros presentes por parte da família do assassino. “Eu digo às famílias das vítimas que o perdão é mais importante que a vingança”, contou. Christian, com uma maturidade maior que sua idade, disse que culpa o pai dele, seu tio e um código de conduta obsoleto por destruir sua vida. Ele acha injusto estar sendo punido pelos crimes cometidos por parentes. Seu único contato com o mundo exterior acontece uma vez por mês, quando um grupo de freiras que fazem trabalho de caridade na comunidade forma um círculo de proteção ao redor dele e o leva em uma viagem de carro de 30 minutos para um centro comunitário próximo. Ele conta que sonha escapar da Albânia, mas sua família é muito pobre para mandá-lo para o exterior. Ele poderia se armar e fugir, mas teme que os riscos sejam mortais. “O Kanun é cheio de regras idiotas”, “É completamente injusto e sem sentido.” 

Brigas entre famílias afetaram os jovem, assim como os membros mais velhos da população da Albânia; alguns deles ficam sem cuidados médicos adequados porque não podem sair de suas casas. Sherif Kurtaj, de 62 anos, foi forçado a viver com um tumor nas costas não tratado e um dente podre porque ficou trancado em sua casa durante os últimos oito anos, desde que seus dois filhos mataram um vizinho que ridicularizou os planos dos rapazes de migrar para a Alemanha. Ele contou que precisava de uma cirurgia que salvaria sua vida, mas temia que, se fosse ao hospital, seria morto a balas por vingança. Kurtaj disse que seus dois filhos, cada um condenado a 16 anos de prisão, estão foragidos desde o assassinato. Mesmo que eles se entreguem, lamentou, ainda assim seria obrigado a permanecer trancado em casa. Ele conta que seus amigos tinham muito medo de visitá-lo, preocupados em serem acidentalmente baleados. Kurtaj disse que a rixa o tornou totalmente dependente da esposa. “Sou um homem do Kanun e fui criado para ser o homem da casa. Mas hoje minha mulher é tudo para mim.” Kurtaj poderia apresentar uma queixa, de acordo com as leis do país, contra a família da vítima por tê-lo ameaçado de morte; esse delito implica uma pena de até três anos de prisão. Mas Kurtaj contou ter medo de que isso só traga represálias. “O Kanun tem que ser obedecido”, disse. “O sangue precisa ser vingado.” 

Antes das alterações introduzidas pelo regime comunista, na década de 1940, os albaneses eram um povo tribal, que viviam em unidades de família denominadas FIS. Essas FIS possuíam tradições antigas tais como a “VINGANÇA” ou feudos de sangue, que poderiam perdurar por muitas e indefinidas gerações. Para sua proteção, durante esses feudos, as famílias viviam em fortalezas de pedra chamadas de KULAS. O piso térreo das kulas era construído com fendas em vez de janelas enquanto o piso superior possuía janelas que podiam ser fechadas. No período do regime comunista, praticamente não se escutava sobre a “VINGANÇA”, mas após a queda do comunismo esse costume ou tradição retornou, mais especificamente no norte da Albânia. Hoje mais de 3.000 famílias têm os seus homens presos em seus próprios lares. Os homens de qualquer idade são prisioneiros em suas próprias casas, sem direito à escola, assistência médica ou qualquer outra atividade. Apenas o sexo feminino tem liberdade de ir e vir, para exercer qualquer atividade fora do lar. 




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Referência:

Malcolm, Noel. “Kosovo Uma Breve História”. New York: New York University Press, 1998.

Teuta Vodo, Universite Libre de Bruxelles. O sistema judicial albanês na frente do direito consuetudinário: dependência caminho e Painel de conjunturas ECPR crítica: Estado pratica Dublin / Irlanda 2010/09/02

Elta ALIMEMA Universita di Padova, Ligji dhe Jeta (Law and Life), o Comitê de Vida de Nationwide Reconciliação

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Querendo ou não, vivemos em uma sociedade extremamente machista e racista. E apesar da gradativa mudança que o mundo vem passando, ainda existem muitas pessoas de mente fechada. Mas definitivamente Spike Lee não é uma delas. Há 30 anos atrás nos trazia o movimento feminista com ideia da mulher livre, sem pudor, dona e heroína de si mesma. Principalmente em uma das suas melhores obras: “Ela Quer Tudo” (1986).

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(NETFLIX / DIVULGAÇÃO)

A série foi inspirada no filme, obviamente, mas tem sua própria aura e alma adaptada para o mundo moderno. Ela traz diversos temas claramente sérios e presentes na sociedade atual. Spike tem uma forma única e linda de contar suas histórias, que são muito ricas em detalhes e com uma figura analítica brilhante sobre o negro e sua vida com a discriminação pelo racismo estrutural e social imposto. A netflix deu total liberdade criativa para Spike brincar com a série, trazendo uma magnifica trilha sonora e uma fotografia linda e viva que retrata no ponto correto a cidade de Nova Iorque. Tudo deu muito certo, e a experiencia de acompanhar a vida da protagonista em 10 episódios é revigorante.

A série acompanha a história de Nora Darling (DeWanda Wise), uma jovem mulher negra, artista e retratista do Brooklyn. Ela não só desafia os padrões da sociedade, como também os quebra. Dona de si mesma, do inicio ao fim, não permite que nada ou ninguém mande em sua vida, representando a imagem da mulher que todas olham e desejam ser. Ela mantém relações sexuais com três homens, em um romance poliamor. Cada um com características distintas e que, no contexto total, se completam no homem perfeito para ela. Jamie Overstreet (Lyriq Bent) é o mais velho, rico, sutilmente galante e eloquente. Uma pessoa bem protetora e educada. Greer Childs (Cleo Anthony) é atraente, ousado e vaidoso, com seu jeito francês galanteador, mas muito arrogante e egoísta. Típica síndrome de auto endeusamento. O outro é Mars Blackmon (Anthony Ramos), o mais jovem e engraçado, com um jeito único que ele não tem vergonha de mostrar. Apesar de muitas vezes agir sem pensar, é atencioso e preocupado com Nola, mesmo sendo o mais imaturo dos três.

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Da direita pra esquerda: Greer, Nola, Jamie e Mars. (NETFLIX/DIVULGAÇÃO)

A série peca por nos aprofundar em personagens e narrativas paralelas que parecem ter uma importância maior, mas que depois são simplesmente descartados. Nola é uma cinéfila de plantão, o que faz com que referências e easter eggs não faltem. Também ela usa isso muitas vezes para expresar-se na trama. Além da clara importância da trilha sonora para o bom desenvolvimento da história, que deixa tudo mais interessante, ainda é possível ver as capas dos discos das músicas tocadas.

Spike nos bota de frente a um “documentário” da vida sexual de Nola Darling, quebrando a quarta parede ao colocá-la conversando com o telespectador em divertidos e impressionantes monólogos. Mas sem spoilers, é uma série que vale a pena ser assistida. Com boas atuações, principalmente por DeWanda Wise que ficou magnifica no papel de Nola, consegue nos passar os melhores e piores sentimentos. Tendo em vista a representação da mulher que está em busca de ser e fazer o que deseja, em privado ou em sociedade, concluimos a cada segundo que Nola é uma mulher sensacional e poderosa. Créditos também para a divertida e rica atuação de Anthony Ramos, que rouba as atenções quando esta em cena. Com sua interpretação divertida e jeito descontraído, deixa tudo bem mais dinâmico e interessante.

“Ela quer tudo” pode não ser a melhor série que trata dos assuntos nela propostos. E apesar de exageros e erros em suas narrações, ela tem seu brilho. E faz, sim, um bom trabalho, te prendendo e entretendo do início ao fim. E consegue tratar de assuntos importantes e complexos, de forma divertida e envolvente.

Confira uma das muitas boas músicas tocadas na série:

Para um experiência ainda mais incrível, os fãs poderão optar pelas salas UCI IMAX, UCI XPLUS ou UCI 4DX. (📷 Marvel Studios / Divulgação)

Homem-Formiga e a Vespa chega na UCI no dia 5 de julho e a pré-venda de ingressos para todos os cinemas da rede já está aberta. Os fãs dos heróis da Marvel já podem se preparar: na véspera do lançamento, na madrugada do dia 4, haverá sessões exclusivas nas salas de todo o país, incluindo as especiais.

O filme será o destaque da semana do programa de relacionamento da rede, o UCI UNIQUE, e os clientes podem garantir seus ingressos com desconto exclusivo.

Para quem não quer perder nenhum detalhe das aventuras da dupla de super-heróis contra a vilã Fantasma, a dica é assistir ao filme com toda a tecnologia das salas especiais – que proporcionam experiências incomparáveis:

Na IMAX (no Rio de Janeiro, São Paulo, Ribeirão Preto, Recife e Fortaleza), as telas são quatro vezes maiores do que as de projeção digital comum e geram imagens com muito mais brilho, nitidez e profundidade. Áudios superpotentes alinhados a laser, que são distribuídos por todo o ambiente através de 24 canais com 18.000 watts de potência. A tecnologia dos alto-falantes permite identificar a localização específica de cada ruído, possibilitando sensações indescritíveis.

As salas XPLUS (Salvador, Manaus, Curitiba, Fortaleza, São Luís, Canoas, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo), têm outro diferencial. Além das telas gigantes, com exibição em 3D, a tecnologia Dolby Atmos utiliza canais de áudio com até 128 deslocamentos simultâneos de objetos sonoros, proporcionando uma riqueza de detalhes e profundidade impressionantes, que criam a ilusão de um campo de som infinito ao redor do espectador. As caixas acústicas ficam localizadas inclusive no teto, para preencher a sala com o retrato sonoro mais preciso do filme, exatamente da maneira como o diretor o imaginou.

No Rio de Janeiro (UCI New York City Center) e no Recife (UCI Kinoplex shopping Tacaruna) a rede conta com as únicas salas XPLUS Laser do país, que torna ainda mais surpreendente a qualidade das imagens. A diferença de se assistir a um filme projetado a laser é enorme, com cores mais vibrantes, contraste mais profundo e brilho muito mais intenso. A tecnologia inovadora oferece a melhor qualidade de imagem e desempenho de cores disponíveis atualmente.

As salas 4DX (Rio de Janeiro e São Paulo) têm cadeiras que vibram e se movimentam, além de 20 efeitos especiais. Durante as exibições, dependendo das cenas, o espectador é impactado por diversas sensações e aromas. No UCI NYCC, no Rio, o público poderá perceber chuva, vendaval, neblina, trovão, bolhas d´água, luzes e tempestade (rainstorm), que combina ventos fortes com gotas de chuva e cria redemoinhos de água em cima do público. Mas, quem preferir sair seco da sessão, poderá desligar o botão “water”. Já no UCI Anália Franco, a sala especial conta ainda com o exclusivo efeito neve – o único no país.

Assista ao trailer: 

A animação em stop motion estreia no dia 19 de julho. (📷 20th Century FOX / Divulgação) 

A Fox Film do Brasil divulgou novo pôster de Ilha dos Cachorros, stop motion dirigido por Wes Anderson. No cartaz, se ver Atari Kobayashi ao lado dos cães que o acompanham nessa aventura. Ilha dos Cachorros (Isle Of Dogs) estreia no próximo dia 19 de julho.

No filme, Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Mas o pequeno Atari não aceita se separar do cachorro Spots. Ele convoca os amigos, rouba um jato em miniatura e parte em busca de seu fiel amigo. A aventura épica vai transformar completamente a vida da cidade.

Confira o pôster: 

Amy Schumer é a protagonista de “Sexy Por Acidente”, divertida comédia sobre autoaceitação. Filme estreia dia 28 de junho em circuito nacional. (📷 Paris Filmes / Divulgação)

Em tempos de autoafirmação, busca pelo sucesso, e do cultivo da imagem perfeita, a indústria do cinema vem dando ênfase a um tema indiscutivelmente em alta nos últimos anos: a valorização da autoestima. O assunto se tornou queridinho dos estúdios, e está sempre presente em alguma produção aqui, outra acolá.

Se valendo deste discurso, chega aos cinemas brasileiros em 28 de junho o filme Sexy por Acidente, novo lançamento da Paris Filmes. Com direção da dupla Abby Kohn e Mark Silverstein (Idas e Vindas do Amor), o filme tem em seu elenco a comediante Amy Schumer (Viagem das Loucas), além de  Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar) e Rory Scovel (A Casa Caiu : Um Cassino na Vizinhança).

Schumer interpreta Renee, uma mulher comum e cheia de medos e inseguranças que trabalha na divisão online de uma grande marca de cosméticos. Um dia, Renee sofre um acidente e passa a se enxergar de forma diferente (literalmente), o que a leva a assumir uma nova postura, totalmente autoconfiante.

A grande sacada do filme é Amy Schumer. Totalmente à vontade naquilo que sabe fazer de melhor (comédia), a atriz carrega o filme nas costas e provoca muitas risadas nas situações mais inusitadas. Michelle Williams   dá vida à estereotipada Avery Leclair, responsável pela marca, e Rory Scovel (A Casa Caiu: Um Cassino na Vizinhança) interpreta Ethan, o interesse romântico de Renee.

Sexy Por Acidente é um prato cheio para quem gosta de uma boa comédia e está a fim de dar boas risadas. A direção estável e a leveza do roteiro são alguns de seus pontos positivos. Além disso, algumas características servem para destacá-lo positivamente: a trilha sonora é bem construída através de músicas que passam toda a diversão que se vê na tela. Algumas referências oitentistas marcam presença, além de uma participação especial da modelo Naomi Campbell, que dá um tom glamouroso ao longa-metragem.

Talvez a maior cartada do filme seja exatamente o discurso de autoaceitação e a forma como ele é conduzido. Enxergando além das palhaçadas de Schumer na telona, o que se vê é uma mensagem estrategicamente implantada, e bem sucedida em sua intenção. Sexy Por Acidente mostra que é sim possível ser feliz sem toda a pressão e cobrança pela perfeição que a sociedade exige, e expõe o medo e insegurança presentes até mesmo naquelas pessoas que parecem “perfeitas”. E…quer saber? Tudo bem!

Certamente ao final da sessão, muitas pessoas sairão sentindo-se melhores consigo mesmas, além de carregar um involuntário sorriso no rosto, provocado por um filme que, muito além de uma comédia, é uma ode à aceitação.

Assista ao trailer:

Segundo filme da nova franquia estreia nesta quinta-feira, 21 de junho, em circuito nacional. (📷 Universal Pictures / Divulgação)

A continuação de um dos filmes que mais rederam bilheterias nos últimos anos, chega ao cinema nessa quinta-feira, 21 de junho. Jurassic World: Reino Ameaçado conta com a direção de Juan Antonio Bayona (ou J. A. Bayona), que também foi o responsável pelo longa Sete Minutos Depois da Meia-Noite.

Chris Pratt e Bryce Dallas Howard estão de volta, e sem muitas delongas o arco deles é apresentado, sem focar no relacionamento dos personagens e em um ou dois diálogos, o espectador é brevemente apresentado ao que ocorreu nesse curto período de tempo. Aqui, os dinossauros são prioridades.

James Cromwell interpreta agora um personagem que já foi apresentado ao universo da saga, Benjamin Lockwood, que é brevemente reapresentado para quem não tem lá uma boa memoria. Ele, e seu assistente Eli Mills (Rafe Spall), são a introdução da continuação da historia, ambos personagens, infelizmente não foram tão bem aproveitados e se limitam a ser mais dos mesmos. Assim como boa parte do roteiro do filme.


No quesito ação, o longa-metragem não decepciona: larva de fogo, briga entre dinossauros, tiro, porrada e bomba. Tudo com aquela longa camada de absurdos cinematográfico que todos adoram ver, e que sim, funciona! É difícil não ficar vidrado na cadeira do cinema. É difícil não criar um vínculo emocional pela sobrevivência, só que dessa vez, não são pelos humanos que a a plateia torce.

Jurassic World: Reino Ameaçado ainda abusa do clima nostálgico, trazendo fugas de roteiro dos filmes anteriores. Um dos poucos arcos originais, é o que envolve a atriz mirim Isabella Sermon e foi uma escolha um tanto quanto ousado… foi difícil de encarar a proposta de inicio, mas no finalzinho do terceiro ato, tudo faz sentido. Ato final esse, que dá a entender que tem continuação vindo por aí. 

Em suma, Jurassic World: Reino Ameaçado é uma boa continuação do legado cinematográfico que Steven Spielberg idealizou em 1993. Cumpre com maestria a sensação de nostalgia e não deixa a desejar nas cenas de ação, e nem nos efeitos visuais e especiais. Não tem lá um grande roteiro original, mas acerta pela primeira vez em direcionar carisma em dosagem certa aos seus grandes protagonistas: os dinossauros.

Assista ao trailer: 

Diretor brasileiro indicado ao Oscar faz parceria com a Netflix para voltar a filmar no Brasil. (📷 20th Century Fox / Divulgação)

A Netflix anunciou nesta quarta-feira, dia 20 de junho, a nova série original Cidades Invisíveis, criada e dirigida pelo renomado diretor brasileiro Carlos Saldanha, animador indicado duas vezes ao Oscar e responsável por sucessos como A Era do Gelo, Rio e o recente O Touro Ferdinando, filmes que arrecadaram US$ 3,1 bilhões ao redor do mundo.

Saldanha, natural do Rio de Janeiro, sempre retratou seu amor pelo Brasil e pela cultura brasileira em seus trabalhos com vibrantes representações de suas paisagens, belezas naturais e alegria de seu povo. No projeto que marca seu retorno às filmagens em seu país de origem, o cineasta vai fundo na alma brasileira para explorar sua fé e mistura cultural.

Através de Cidades Invisíveis, Saldanha levará a audiência da Netflix em todo o mundo histórias que o povo conta sobre lendas e histórias que as lendas contam sobre o povo.

Na série original de Saldanha, há um submundo habitado por criaturas míticas que evoluíram de uma linhagem do folclore brasileiro. Cidades Invisíveis conta a história de um detetive que se envolve em uma investigação de assassinato, entrando em uma batalha entre dois mundos.

Este novo projeto marca um momento importante em nossos originais brasileiros à medida em que adicionamos um novo gênero aos diversos conteúdos que temos trabalhado para oferecer aos nossos públicos, desfrutando da mistura cultural que torna o Brasil uma fonte rica e interessante de histórias com apelo universal. Estamos muito animados por fazer isso em parceria com um diretor talentoso e reconhecido mundialmente como o Carlos Saldanha”, disse Erik Barmack, Vice-presidente de Conteúdo Original Internacional da Netflix.

“’Cidades Invisíveis’ é um projeto de paixão de uma vida que me traz de volta a filmar em meu país. Estou emocionado por poder levar um olhar contemporâneo do folclore brasileiro a milhões de pessoas ao redor do mundo conectadas através da Netflix”, disse o criador e diretor Carlos Saldanha.

Com 8 episódios com 1h de duração, Cidades Invisíveis começará a ser produzida no fim de 2018.

Evento que reúne o melhor da cultura japonesa acontece em São Paulo, de 6 a 9 de julho. (📷 Divulgação)

A 15ª edição do Anime Friends, que acontece de 6 a 9 de julho, no Anhembi, em São Paulo, já tem suas mais de 70 atrações nacionais e internacionais confirmadas. Bandas, cosplayers, cantores, estrelas de Kawaii Metal e de Tokusatsu já estão garantidos nos 32 mil metros quadrados de evento, que se dividem entre palcos, auditórios, praça de alimentação, área gamer e board game, beisebol, Artist’sAlley e muitos estandes.

Entre as atrações mais esperadas estão o Ultraman Heroes, que desembarcam no Brasil para uma exibição especial de um dos longas. Vindos da Nebula M78, chegam ao Brasil Ultraman, Ultraseven, Ultraman Tiga, Ultraman ORB e Ultraman Zero para um show emocionante com os cinco heróis lutando para salvar a humanidade dos grandes vilões. Além disso, o Anime Friends terá um museu com peças originais dos filmes dos heróis, um restaurante oficial do Ultraman, produtos oficiais e sessão de fotos.

Um dos maiores ícones da cultura pop japonesa também é nome certo da programação da Anime Friends 2018: Hatsune Miku, um vocaloid dublado por um sintetizador de voz. O prof. Fukuoka, da Digital Hollywood University (a maior universidade de entretenimento do Japão), que acompanhou de perto o desenvolvimento da cantora, dará uma palestra sobre seu processo de criação e a cultura tradicional japonesa. Haverá ainda uma apresentação do Hatsune Miku Special Show, do DJ Hachooji, criador de grande parte das músicas da estrela virtual.

Outra atração já confirmada é a estrela de Tokusatsu (live-action de super-heróis com efeitos especiais) Ayame Misaki. Pela primeira vez no país, a popular vilã Escape, de Go-Busters, falará sobre sua carreira e de vários momentos importantes da trajetória, como a premiação em Cannes pelo filme Hiraki.

Um dos grandes nomes do Kawaii Metal (mistura de metal, pop e danças coreografadas), Lady Beard já está de malas prontas para São Paulo.  A estrela que revolucionou o Japão com o gênero Kawaii Metal e agora vem conquistando legiões com o Deadlift Lolita trará sua música, seus modelitos fabulosos e seu estilo irreverente para os palcos brasileiros. Junto com ele, a lutadora de Wrestling Reika Saiki completa o Deadlift Lolita.

Fenômeno dos cosplay, Lady Lemon vai apresentar algumas das mais icônicas criações nos quatro dias do evento. A cosplayer falará um pouco sobre sua carreira, dará dicas para os entusiastas e fará parte do corpo de jurados dos concursos de Cosplay. A banda Snowkel, que ganhou o mundo com músicas para animes, como Naruto, Gintama e Kiba, volta para se apresentar nos palcos do Anime.  O ator Takumi Hashimoto, que conquistou o público em série de Metal Heroes promete contar os bastidores das séries de Tokusatsu em bate-papo inédito com os fãs.

Outas atrações confirmadas são a cantora Yumi Matsuwana, que emprestou a voz a sucessos, como Chikyūgi (Cavaleiros do Zodíaco – Saga de Hades) e You Get Burning (Nadesico), é mais um nome garantido. E, para quem curte K-Pop, o grupo Blanc7 promete animar a plateia.  Quem marca novamente presença no evento são as meninas do Oreskaband. E, por fim, Myth&Roid, a dupla responsável pelos sucessos absolutos de Anger/Anger (Bubuki/Buranki), Styx Helix e Paradisus-Paradoxum (ambas de Re:Zero), JingoJungle (YoujoSenki) e, recentemente HYDRA (Overlord 2), marcará presença no dia 8 de julho para mostrar a mistura pop e eletrônica que conquistou o mundo.

A Escola de Magia e Bruxaria do Brasil também está na programação do Anime Friends 2018. O maior evento de imersão no mundo mágico do Brasil trará para o evento uma exposição completa, com professores que farão demonstrações de suas aulas, espaços para fotos e painéis exclusivos com convidados especiais. A escola trará um campo completo de Quadribol, onde os visitantes poderão jogar o esporte mais amado pelos bruxos. Além de todas as atividades, a EMB ainda fará o lançamento do livro Brigada dos Amaldiçoados, o primeiro livro da Escola.

A EMB promove ainda dois bate-papos especiais: o primeiro contará com a presença de Charles Emmanuel, dublador de Rony Weasley, dos filmes de Harry Potter, mediado pelo youtuber Thiego Novais, do canal Observatório Potter, o maior canal sobre Harry Potter do mundo. Já no segundo, o youtuber falará sobre sua paixão pelo mundo mágico e sua experiência como aluno da Escola de Magia.

Completam o time de atrações os dubladores brasileiros Guilherme Briggs, Wendel Bezerra, Tânia Gaidarji, Charles Emmanuel, Marco Ribeiro, Wellington Lima, Christiano Torreão, Alfredo Rollo e Melissa Garcia, e os YouTubers Haru, Danilo Modolo (TokuDoc), Nelson da Casa do Kame, Anime Unided, Bunka Pop, Sempre Bom Saber Yuki Takasaka e Anime Whatever.

Os ingressos para o Anime Friends já estão à venda. Além da tradicional entrada para curtir todas as atrações, o evento oferece ainda outras opções. Os fãs poderão participar de um Meet&Greet com seu ídolo, com direito a foto e autógrafo. Tem também o fastpass para fugir das filas, e a hotzone, área reservada para ficar mais pertinho dos artistas.

Programação completa no site animefriends.com.br

Serviço:

Anime Friends – 6,7, 8 e 9 de julho

Horário – Sexta: das 12h às 21h; Sábado e Domingo: das 10h às 22h; Segunda: das 10h às 20h

Anhembi – Centro de Eventos

Av. Olavo Fontoura, 1.209. Santana – São Paulo.

Ingressos: R$ 80 (meia-entrada) a R$ 840 (Combo VI

Evento terá concurso de cosplay e promoção de Funko Pop. (📷 Divulgação)

A ToyShow, maior loja de produtos Geeks Criativos e colecionáveis do Brasil, anunciou que nos próximos dois finais de semana, dias 23, 24, 30 de junho e 01 de julho, acontece a já tradicional Festa Junina Geek. Com entrada gratuita, o evento será realizado na loja localizada nos Jardins, em São Paulo.

Além de se deliciar com comidas e bebidas típicas de festas juninas, o público terá também a opção de alguns food trucks que marcarão presença no local. Brincadeiras como a barraca da pesca e argola prometem deixar o dia ainda mais divertido.

Uma das atrações mais esperadas é o Concurso de Cosplay, que acontecerá nos dois finais de semana. A mecânica será a seguinte: ao chegar na festa, um fotógrafo oficial da loja irá tirar fotos dos participantes e postá-las no Instagram da ToyShow. O Cosplay que tiver mais curtidas durante a semana ganhará um prêmio super exclusivo da loja.

Estamos muito ansiosos para compartilhar com o nosso público esse momento. Nossa festa junina acontece há quatro anos e já virou uma tradição para os fãs da cultura geek. Temos certeza que será mais um sucesso”, afirma Victor Jacques, diretor da ToyShow.

A loja prepara ainda uma promoção exclusiva com os queridinhos da galera: durante os quatros dias em que acontecerá a festa, qualquer Funko Pop Regular custará apenas R$ 69,90.

Serviço:
Festa Junina Geek
Local:
ToyShow – Rua Pamplona, 1135 – Jardim Paulista.
Dias: 23 e 24/06 e 30/06 e 01/07.
Entrada Franca.

O 26º Anima Mundi começa no dia 21 de julho no Rio de Janeiro e no dia 01 de agosto em São Paulo. (

Este ano a animação brasileira foi homenageada no Festival de Annecy com mostras especiais curadas pela direção do Anima Mundi. Além disso, dois filmes brasileiros levaram prêmios para casa: Rodrigo Faustini ganhou o Cristal de melhor curta-metragem na categoria “Off Limits” com Garoto Transcodificado a partir de Fosfeno. E Mateus de Paula Santos venceu na categoria de filmes para a TV, por Leica – Everything in Black and White. Os dois premiados brasileiros já estavam selecionados para a edição 2018 do Anima Mundi e serão vistos por aqui também.

Como já é tradição, muitos dos filmes premiados no último sábado em Annecy estarão na programação do Anima Mundi. Na edição de 2018, o público brasileiro poderá assistir a onze vencedores do consagrado festival francês, que é um dos mais importantes eventos de animação do mundo. São eles: o longa-metragem The Breadwinner, que ganhou o prêmio do público para melhor longa (coprodução de Canadá, Irlanda, Luxemburgo) e os curtas Hybrids (França), Weekends (EUA), Inanimate (Reino Unido),  Biciklisti (Croácia), Ce Magnifique Gâteau (Bélgica, França, Holanda), Happiness (Reino Unido), La Mort, Père & Fils (França) e Vivat Musketeers! (Rússia). 

O 26º Anima Mundi começa no dia 21 de julho no Rio e no dia 1º de agosto em São Paulo e apresentará 405 filmes de 40 países.

Mais informações em: www.animamundi.com.br

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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