Autor: Bianca Rêgo

Os Simpsons estreia nesta segunda-feira, 21 de maio e o Cinerama já assistiu ao primeiro e segundo episódios. (📷 FOX / Divulgação)

Na próxima segunda-feira, dia 21 de maio, estreia a 29° temporada da série mais antiga da TV americana, Os Simpsons. Na última quarta-feira, dia 16 de mao, a FOX anunciou as novidades em comemoração à nova temporada: um truck com a réplica da famosa sala da família do Homer vai rodar a cidade de São Paulo para que o público interaja com o cenário, tirando fotos, vídeos etc.

A rede de televisão americana também exibiu os dois primeiros episódios da 29° temporada para a imprensa. Nesses capítulos, o telespectador pode notar todas as características presentes nas temporadas anteriores, como o humor um pouco polêmico e várias referências ao universo pop, tanto de grandes sucessos atuais, como Game of Thrones ou Westworld, mas também há referências mais sutis como à série de comédia Community, criada por Dan Harmon.

Para receber a nova temporada a FOX também vai realizar uma maratona com os episódios mais emblemáticos de Os Simpsons. Serão 28 horas de programação, das 18h do domingo (20/05) até às 22h da segunda (21/05) quando será exibido um episódio duplo da temporada estreante. Durante a maratona, o público poderá interagir com a programação, mandando memes com a hashtag #ViradaAmarela na página da FOX nas redes sociais.

Os Simpsons estreia dia 21 de maio, às 22h, no canal de TV por assinatura FOX.

📷 FOX / Divulgação

Crítica | Hafis & Mara

7° Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo começou na última terça-feira (08/05) e se estende até o dia 21 de maio. Os filmes serão exibidos no CineSesc e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. Hafis & Mara, filme dirigido pelo sírio Mano Khalil, abre a programação da Mostra. O diretor está no Brasil e irá participar de dois debates após as sessões do dia 10 de maio, às 18h30 no CCBB; e novamente no dia 12 de maio, às 19h30, no CineSesc.

O documentário gira em torno dos últimos anos do casal Hafis e Mara Bertschinger, em uma casa do interior da Suiça. Hafis é um artista plástico suíço-libanês que viajou o mundo e que mesmo na velhice continua criando obras de arte, apesar de nunca ter obtido reconhecimento pelo seu trabalho. Mara é a esposa fiel e recatada de Hafis, que dedicou sua vida ao marido apoiando-o tanto financeiramente, como artisticamente e nunca o acompanhou em suas aventuras pelo mundo. O que une esse casal, aparentemente tão diferente em suas personalidades, é o amor mútuo à arte, que nunca os retribuiu com igual atenção.

Hafis é um artista frustrado, porém satisfeito com sua vida de aventuras, enquanto Mara revela aos poucos seus sentimentos contraditórios há muito tempo guardados. Enquanto Hafis vivia sempre longe de casa, tendo inclusive relações sexuais com outros homens, Mara abdicou de uma vida melhor pelo marido. O papel de Mara é um tanto problemático, sendo a maior incentivadora do trabalho do marido, ela parece ter vivido em sua função, apesar de ser um ponto importante, essa característica é pouco explorada na narrativa do filme.

Hafis & Mara se concentra principalmente no tema do envelhecimento de um artista que nunca foi reconhecido, e circulando esse tema com boas reflexões sobre quais são as prioridades na vida e qual o papel que a família exerce sobre a todos.

O documentário tem um ritmo lento, mas cativante e não chega a ficar enfadonho em nenhum momento, apesar do seu quesito contemplativo. O uso da fotografia no filme também é muito bem utilizado, com enquadramentos bem significativos que exploram as emoções na tela ao longo da trama. Apesar da narrativa clássica do cinema documental e de uma certa falta de profundidade em alguns temas relevantes na complicada trajetória do casal que dá nome ao filme, o documentário faz o público refletir junto a sabedoria adquirida ao longo dos oitenta anos de vida do protagonista.

Hafis & Mara é um filme sobre a dedicação à arte que causou tanta dor em ambos os envolvidos.

SERVIÇO: | 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo

>> CineSESC
De 09 a 16 de maio.

Rua Augusta, 2075 | CEP.: 01413-000 | Cerqueira César.
Tel.: (11) 3087 0500.
Site Oficial: https://www.sescsp.org.br.
Lugares: 273 lugares.
Ingressos: R$12 (inteira), R$6 (meia), R$3,50 (credencial plena SESC).

Ingressos à venda nas Unidades do Sesc e no Portal: www.sescsp.org.br.
Prefira transporte público.

>> Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
De 09 a 21 de maio.

Rua Álvares Penteado, 112 | CEP 01012-000 | Centro.
(Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô)
TEL.: (11) 3113 3651 | 3652 
Ingressos: R$10,00 (inteira) | R$5,00 (meia). 
Lugares: 70 lugares.
[email protected]  |  www.bb.com.br/cultura  |  www.twitter.com/ccbb_sp  |
www.facebook.com/ccbbsp | www.instagram.com/bancodobrasil

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.
Prefira transporte público.

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Estapar – Rua Santo Amaro, 272.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.
Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Na manhã desta quinta-feira (26/04) a rede Cinemark em parceria com a distribuidora Elo Company anunciaram o seu mais novo projeto: Projeta às 7. O programa irá exibir longas-metragens nacionais de ficção e documentais de segunda à sexta-feira, sempre às 19h. Serão contempladas 19 cidades e 20 salas em todo o Brasil. Com ingressos preço promocionais de R$12 a inteira e R$6 a meia, o Projeta às 7 vai exibir em seu primeiro ano de atividade 14 títulos inéditos às salas de cinema da maior rede exibidora do país.

Nos últimos 18 anos, o Cinemark já incentivava o cinema nacional com o programa Projeta Brasil – um dia totalmente dedicado aos filmes brasileiros, com ingressos a preços populares e renda totalmente revertida para outras ações de valorização do audiovisual brasileiro. Com o Projeta Brasil, o Cinemark já levou mais de 2 milhões de espectadores para às salas da exibidora. O programa Projeta às 7 é um braço do Projeta Brasil, que continuará funcionando normalmente.

“O Projeta às 7 dá ainda mais voz ao cinema brasileiro. Vamos amplificar o portfólio de filmes nacionais para fomentar o interesse do espectador da Cinemark por obras que nem sempre têm a chance de chegar aos cinemas, incluindo documentários, filmes de fora do eixo Rio – São Paulo e assinados por diretores estreantes. Vamos, assim, atender à crescente demanda do público por diversidade de gêneros e narrativas”, afirma a diretora de marketing da rede Bettina Boklis. “Com essa programação, a Cinemark aumenta significativamente a diversidade de títulos brasileiros exibidos ao longo do ano, além de incorporar com consistência o gênero documentário à programação”, complementa.

Com a curadoria da Elo Company, o Projeta às 7 pretende levar filmes nacionais que normalmente não têm espaço no circuito comercial de exibição. Serão priorizadas exibições de filmes fora do eixo Rio-São Paulo, dirigidos por mulheres e obras de diretores estreantes.

“Trata-se de uma iniciativa revolucionária para o audiovisual brasileiro: 20 títulos nacionais serão lançados comercialmente por ano – o que significa um aumento de cerca de 13% dos lançamentos de filmes nacionais de todo mercado (são aproximadamente 150 títulos/ano). Além disso, o público de shoppings e salas comerciais terá acesso a filmes que historicamente não seriam exibidos no circuito. Temos certeza da formação de público e maior visibilidade dos títulos com a parceria”, comemora Sabrina Nudeliman Wagon, sócia-diretora da Elo Company, que já distribuiu mais de 400 títulos brasileiros nas diversas mídias.

Os primeiros filmes que serão exibidos são: Querida Mamãe, um longa-metragem com Letícia Sabatella e dirigido por Jeremias Moreira Filho; o documentário sobre autismo Em Um Mundo Interior, dirigido por Mariana Pamplona e Flavio Frederico; e o drama pernambucano Amores de Chumbo, de Tuca Siqueira.

As exibições do Projeta às 7 serão em caráter de pré-estreia e após duas semanas em cartaz no Cinemark, o filme seguirá sua vida comercial em outras janelas.

Crítica | Praça Paris

O filme estreia nesta quinta-feira, 26 de abril, em circuito nacional. (📷 Divulgação)

O filme nacional acompanha a história de Camila (Joana de Verona) e Glória (Grace Passô). Glória é uma mulher negra, de baixa renda e que mora em uma comunidade carente do Rio de Janeiro, ela já passou por situações bem traumáticas e seu irmão é um chefe do tráfico que, ao longo do filme está sempre encarcerado. Camila, por outro lado, é uma jovem imigrante portuguesa que está cursando sua pós-graduação em psicologia na UERJ. A vida dessas duas mulheres se encontram quando Glória começa sessões de terapia gratuitas oferecidas por Camila, através da Universidade.

Praça Paris explora muito bem a relação de empatia entre psicólogo e paciente. No início, apresenta um Camila apática em relação a tudo. Porém, conforme Glória vai se revelando para a psicóloga, a situação sai do controle e se torna antiprofissional, com uma adentrando progressivamente na vida da outra.

O longa-metragem é o novo filme da diretora Lúcia Murat. A parte técnica de fotografia e design de som apresentam certa criatividade, como ângulos de câmera interessantes e uso do som diferenciado. Entretanto, a repetição desses mesmos artifícios repetidamente acaba desvalorizando a produção. O roteiro é lento e a direção demora para tomar fôlego. O filme passa muito tempo apresentando as personagens e suas histórias de vida e só engaja o espectador nos seus momentos finais.

A questão da violência é bem explorada em Praça Paris que faz um panorama do Rio de Janeiro na época do tráfico e os dias de hoje. As atrizes também são boas, mas assim como a narrativa, demoram para cativar a plateia e só são bem exploradas da metade para o final do filme. Ambas variam entre boa atuação e cara de paisagem, sem demonstrar emoção alguma.

Por fim, Praça Paris é um filme sobre empatia e opressão. A psicóloga sente tanto pela Glória que chega a um ponto em que ela passa de se importar, para simplesmente julgar as ações e pensamentos da paciente. E, Glória por sua vez é uma personagem oprimida pelos homens da família, mas que não se assenta com o papel de vítima e traz boas surpresas. O final do filme é de certa forma um final em aberto, porém que certamente acrescenta bastante a trama em geral.

Assista ao trailer:



Com estreia marcada para o dia da mulher, 8 de março, Daphne é um retrato da vida londrina de uma jovem durante a crise dos 30 anos. Daphne é uma mulher independente que aos 31 anos tem a sensação de que sua vida está parada, pois se sente jovem demais para se estabelecer e velha demais para continuar levando seu estilo de vida antigo.

Com uma rotina um tanto monótona, a personagem trabalha como chef em um restaurante estressante e desconta suas angústias em busca pelo prazer através de drogas, sexo casual e bebidas. Até que em uma certa noite, Daphne presencia um assalto violento em uma loja de conveniência e salva a vida de um comerciante estrangeiro. Por conta da gravidade do acontecido, ela começa uma terapia indicada pelo governo inglês e acaba confrontando sua realidade, mas sem a profundidade esperada.

A personagem de Emily Beecham (Ave, César!) é um tanto complexa. Sua vida autodestrutiva e seus relacionamentos problemáticos são tratados com uma dose de humor negro. Os diálogos são todos maravilhosamente construídos em cima do sarcasmo e cinismo da protagonista.

Daphne é um filme modesto, sem grandes atrativos exceto pela excelente atuação da atriz Beecham que interpreta a Daphne. Dirigido e escrito por homens, Peter Mackie Burns (Milk) e Nico Mensinga (Watching), o roteiro é de certa forma artificial e um tanto forçado. Porém, a narrativa é construída em cima de uma premissa interessante que desafia a ordem usual de começo, meio e fim bem delineados.

Por fim, Daphne é um filme com alguns aspectos questionáveis, mas que merece atenção por ser diferente tanto em questões de storytelling quanto de construção de personagem. O filme britânico é um retrato fiel sobre como é se sentir perdido, e apesar de problemas com o roteiro e direção, merece ser visto.

Assista ao trailer:

O novo filme estrelado por Jennifer Lawrence e dirigido por Francis Lawrence, da saga Jogos Vorazes, estreia no Brasil em 1° de março. Operação Red Sparrow acompanha a vida da bailarina russa Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) e sua prematura saída do balé de Bolshoi, após um acidente. Sem perspectiva, a protagonista acaba aceitando fazer parte de um programa de espionagem russo com objetivo de formar agentes para seduzir e investigar inimigos do governo. Dominika é apresentada como uma garota frágil mas com a experiência de vida que vai lhe acontecendo, se torna uma agente calculista e resistente. A trama contém cenas pesadas e gráficas de sexo e violência que chegam a ser um pouco gratuitas em certos momentos.

O filme de espionagem demora a engatar, porém uma vez que a narrativa fisga, o espectador se envolve numa trama envolvente e emocionante. O roteiro cresce com o passar do filme, começando um tanto desinteressante, mas que se desenrola em um excelente desfecho cheio de reviravoltas. A trilha sonora é um pouco óbvia demais mas é bem agonizante, e, os tons avermelhados da paleta de cor contrastam com o clima frio da Rússia.

Matthias Schoenaerts e Jennifer Lawrence em cena de “Operação Red Sparrow”. (📷 Murray Close / 20th Century Fox)

Essa, sem dúvidas, não é a melhor performance da Lawrence, apesar dela estar muito bem. O papel de Dominika não exige muito da atriz, uma vez que as expressões da protagonista são na maior parte do tempo monocromáticas. Os outros atores contam bem a história mas não se sobressaem em nenhum momento. Isso tudo por culpa do roteiro que não desenvolve bem os personagens, deixando-os superficiais, e, do próprio elenco que não tem química. Outro ponto um pouco desconcertante é que os personagens russos falam em inglês entre si, sem nenhuma explicação. Eles só falam a língua nativa em uma única cena que serve de muleta para a história.

A direção demora, mas consegue construir uma atmosfera tensa que juntamente com o roteiro conseguem confundir o espectador pouco atento. Um filme que foge do usual americano, que entrega todas as informações mastigadas para o público, em Operação Red Sparrow a conclusão exige atenção para ser compreendida.

Coletiva | Operação Red Sparrow

Na quarta-feira, dia 21 de fevereiro, foi realizada a cabine de imprensa do novo filme do diretor Francis Lawrence, dos dois últimos filmes da saga Jogos Vorazes, Operação Red Sparrow que estreia no dia 1° de março. No dia seguinte, 22 de fevereiro, críticos de cinema e jornalistas participaram da coletiva de imprensa com o diretor e a protagonista do filme, Jennifer Lawrence. O filme acompanha Dominika, uma mulher forte que se envolve em um programa de espionagem russo. Quando perguntada como era interpretar uma personagem tão destemida, Lawrence respondeu que viver Dominika foi “incrivelmente empoderador, e, eu acho que não poderia existir um melhor momento para filmar um filme como esse”. Disse em referência aos casos de abusos que estão sendo revelados em Hollywood.

Ainda sobre interpretar Dominika, a atriz explicou como ela escolhe os seus papéis e por que ela aceitou ser a protagonista de Operação Red Sparrow: “Profissionalmente, existe sempre algumas diretrizes que eu sigo. Eu quero me desafiar, eu quero trabalhar com um diretor em quem eu admiro e confio, o roteiro deve ser bom e o personagem deve me intrigar. Às vezes você passa seis meses sendo uma pessoa, então é uma questão tão simples quanto ‘Será que eu quero ser essa pessoa por seis meses? A gente se conecta? Eu a entendo e posso interpretá-la? Ela me desafia?’”, argumentou a atriz ganhadora do Oscar em 2013 por O Lado Bom da Vida.

Nos dias de hoje, é muito comum em Hollywood filmes de franquias e continuações. Operação Red Sparrow é um filme baseado no livro Roleta Russa, no Brasil publicado pela Editora Arqueiro, escrito por Jason Matthews, um ex-oficial da CIA. Sobre a pressão de se gravar um filme nessas condições, Francis Lawrence disse que: “É uma sensação excelente filmar algo original, que não é uma releitura ou um remake”. De qualquer forma, o livro se tornou uma trilogia, ainda inédita no Brasil. Quando perguntado se havia planos para adaptar os outros livros, Lawrence afirmou que “não há planos para uma franquia. Mas nós (equipe) adoramos gravar esse filme e com certeza poderíamos contar mais histórias sobre Dominika, já que há outros dois livros publicados. Tenho algumas ideias de como a história poderia prosseguir, mas vamos ver como este primeiro filme vai se comportar, como o público vai receber e, depois, vamos decidir”, encerrou o diretor.

Em Pedaços tem previsão de estreia para o dia 15 de março no Brasil, o thriller alemão foi à aposta da Alemanha para o Oscar 2018. A história acompanha Katja, uma alemã comum que vive, felizmente, com seu marido turco Nuri e seu filho Rocco, de sete anos. A vida de Katja muda quando uma bomba explode em frente ao serviço de Nuri, matando ele e o filho do casal. Katja então sai a procura de justiça, suspeitando que o ataque foi fruto de uma ação neonazista.

O filme é dividido em três atos, no primeiro o espectador conhece a dinâmica familiar da protagonista, no segundo acompanha-se a busca por justiça de Katja, e, no terceiro apresenta um desfecho surpreendente. O roteiro é construído de forma espetacular, a narrativa parece ser bem simples no início, mas vai se mostrando complexa conforme se aproxima do final. Os personagens não são polarizados, são multifacetados, com defeitos e virtudes que deixam a trama mais interessante.

Cena de “Em Pedaços”. (? Divulgação)

Diane Kruger (Troia), que interpreta a protagonista Katja, é sensacional. A atriz consegue expressar belamente tanto os momentos de raiva e angústia da personagem, quanto seus momentos mais introspectivos e doloridos. Não é à toa que Kruger levou para casa o prêmio de melhor atriz no festival de Cannes do ano passado. A direção de Arte e de Fotografia do filme também merecem uma atenção especial, a paleta de cores frias da arte juntamente com ângulos pouco usuais da câmera constroem muitíssimo bem a atmosfera agonizante do thriller. A trilha sonora, por outro lado é, por várias vezes, óbvia demais, com um tom melancólico nas cenas mais tristes e música inquietante nos momentos mais tensos da história.

Por fim, Em Pedaços apresenta um tema relevante e importante no cenário contemporâneo, onde extremistas e nacionalistas ganham forças e apoio popular. Roteirizado de forma brilhante e dirigido com muito primor, o filme merece ser assistido e refletido.

Em Beirute, no Líbano, um cristão libanês chamado Toni ofende um refugiado palestino, Yasser. Este se descontrola e agride fisicamente Toni. O caso é então levado para o judiciário com um processando o outro por danos morais e físicos. A trama começa com um insulto espinhoso mas acaba ganhando proporções gigantescas, envolvendo o presidente e toda a população local de Beirute, que vive uma realidade social delicada entre cristãos e palestinos.

Um filme totalmente político, O Insulto, que estreia nesta quinta-feira, 08 de fevereiro, tem um roteiro bem amarrado e uma direção certeira, sem muita inventividade. O roteiro é uma guerra no tribunal, e apesar da maior parte se passar no judiciário, a história não fica enfadonha. O tema é difícil e o desfecho é bom, mas nada surpreendente.

? Diaphana Distribution / Divulgação

Os personagens são muito bem desenvolvidos, eles vão se revelando ao desenrolar da trama e os papéis de vítima e abusador são flutuantes. O ótimo elenco contribui para a narrativa ser crível, Adel Karam (Toni) e Kamel El Basha (Yasser) são excelentes em seus respectivos papéis.

O Insulto é um filme socialmente relevante, que discute a intolerância entre povos que compartilham o mesmo território.

Assista ao trailer:

As filmagens de Motherless Brooklyn (ainda sem título em português), thriller noir da Class 5 Films e MWM Studios, já estão em andamento na cidade de Nova York. O três vezes indicado ao Oscar Edward Norton (A Outra História Americana) dirige seu próprio roteiro e produz com seu parceiro da Class 5 Films, Bill Migliore (Manchester à Beira-Mar). Gigi Pritzker (Drive), da MWM Studios, e Rachel Shane (Divergente), cujos créditos coletivos incluem A Qualquer Custo e Genius, também serão produtoras. O filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.

Adaptação do próprio Norton, inspirado no romance Motherless Brooklyn, de Jonathan Lethem, que ganhou o prêmio National Book Critics Circle para ficção em 1999. O filme tem uma Nova York dos anos 50 como pano de fundo, Motherless Brooklyn segue Lionel Essrog (Norton), um solitário detetive particular afligido com a Síndrome de Tourette, quando ele tenta resolver o assassinato de seu mentor e único amigo Frank Minna (Willis). Armado apenas com algumas pistas e a máquina poderosa de sua mente obsessiva, Lionel desvenda os segredos bem guardados que mantêm o destino de toda a cidade em equilíbrio. Em um mistério que o leva de clubes de jazz regados a gim no Harlem para as perigosas favelas do Brooklyn e, finalmente, nos salões dourados dos poderosos homens de Nova York, Lionel desafia criminosos, corrupção e o homem mais perigoso da cidade para honrar seu amigo e salvar a mulher que pode ser sua própria salvação.

Motherless Brooklyn ainda não tem data de lançamento prevista no Brasil.

DuckTales: Os Caçadores de Aventuras é a mais nova revista em quadrinhos da Editora Abril para a linha Disney, e o lançamento da versão digital no Social Comics acontece simultaneamente com a publicação da versão impressa.

Agora, os assinantes da maior plataforma de streaming de quadrinhos na América Latina, poderão curtir mensalmente as aventuras do Tio Patinhas, Pato Donald, os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho e o restante da turma. O aguardado título é baseado na nova série animada que estreou nos Estados Unidos ano passado e, em 2018, chega ao Brasil pelos canais Disney Channel e SBT.

Em DuckTales: Os Caçadores de Aventuras # 1, já disponível para leitura, são 48 páginas nas quais nossos corajosos desbravadores descobrirão os segredos de um Farol aparentemente normal, viverão confusões em um passeio no lago e participarão das atrapalhadas filmagens de um filme de terror em um hotel abandonado.

Para ler DuckTales e centenas de outros quadrinhos da Disney, como Mickey, Zé Carioca, Pato Donald, Tio Patinhas, Pateta e Minnie, basta acessar www.socialcomics.com.br.

SERVIÇO:
DuckTales no Social Comics: https://www.socialcomics.com.br/ducktales/1
Lançamento: 06 de fevereiro de 2018
Abertura da série animada: https://www.youtube.com/watch?v=vexHZl0J0fA
Mais quadrinhos Disney: https://www.socialcomics.com.br/disney-comics

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