Atualmente, se faz mais ainda necessário esse tipo de debate. Quais são as reais consequências que um jogo de violência pode causar no mundo real? Bem, temos aqui dois casos, que mostram consequências diferentes e adversas sobre um único jogo, Assasins’s Creed: Unity.

O CASO PESSEGHINI

Em 2013, um garoto chamado Marcelo Pesseghini, 13 anos, matou os próprios pais, a avó e a tia-avó com uma pistola em SP. Logo após ter feito isso, o garoto deu um tiro na cabeça e se matou. A Polícia começou a investigar, e observou que na casa do garoto havia uma cópia do jogo da Ubisoft, e que o garoto tinha um Facebook com fotos do protagonista do jogo.

A partir disso, a mídia em geral começou a cair em cima desse assunto. Muitos dizendo que o culpado nem mesmo seria o garoto, e sim o jogo que influenciou a mente do menino para fazer tal ato. De fato, o jogo mostra uma seita de assassinos em guerra com os templários no período do Renascimento. Porém, vamos ao outro caso agora.

A CATEDRAL

Foto/Reprodução

Na última segunda-feira (15), houve um lamentável incêndio na Catedral de Notre-Dame, em Paris, na França. O principal monumento histórico da cidade e do país foi tomado pelo fogo e perdeu grande parte de seus objetos históricos no local. Com isso, começaram a surgir várias ajudas ao governo francês para a reconstrução do local. Até mesmo a Disney entrou e ofereceu ajuda financeira para a reconstrução de Notre-Dame.

A Ubisoft, produtora da franquia Assassins’s Creed, também ajudou. No jogo Assasins’s Creed: Unity, a Catedral de Notre-Dame é representada fielmente em cada detalhe. Nesse sentido, a mídia começou a jogar rumores de que a Notre-Dame do jogo, seria utilizada como modelo para a reconstrução da do mundo real.

Então vamos lá: a partir de que ponto, podemos definir, que um jogo ou uma franquia terá consequências boas ou ruins? Podemos definir, de fato, que jogos violentos podem tornar pessoas mais violentas? A franquia Assasins’s Creed, é responsável por homicídios ou pela reconstrução de Notre-Dame? Tantas perguntas, mas só uma afirmação é a correta, de que a hipocrisia reina na mídia. Há 6 anos, massacravam o jogo por ser, na teoria, responsável pela morte de uma família. Hoje, endeusam o fato dele poder ser usado para reconstruir Notre-Dame. O que de fato é real? A manipulação da mídia ou a ambiguidade do jogo? Prefiro ficar com a manipulação, que a cada dia mais nos confunde e se contradiz por si só.

E você, caro leitor do Cinerama? Pensa que a franquia da Ubisoft é responsável por inúmeras mortes, ou por reconstruir patrimônios históricos?