Crítica | Uma Dobra no Tempo

Quem decidir assistir ao filme Uma Dobra No Tempo, que estreia nesta quinta-feira, 29 de março, em circuito nacional, precisa estar ciente de que é necessário entrar na temática proposta para poder se divertir, sem muitas exigências.

Essa que é a mais nova empreitada da Disney é uma adaptação do primeiro de seis livros escritos por Madeleine L’engle, que envolvem fantasia e ficção científica. No Brasil, a DarkSide® Books, editora que aposta no escuro, publicou uma maravilhosa edição HQ da obra e a HarperCollins Brasil publicou também o romance.

O enredo gira em torno da garota Meg (interpretada por Storm Reid) e de seu irmão, Charles Wallace (interpretado por Deric McCabe) que precisam sair em resgate do pai, um cientista (interpretado por Chris Pine) que subitamente desaparece, depois de se ver às voltas com pesquisas sobre possíveis viagens temporais.

No resgate, as crianças contarão com a ajuda do amigo, Calvin (interpretado por Levi Miller)e sobretudo de três excêntricas e misteriosas mulheres, que são uma espécie da representação de “agentes do tempo”. São elas: a divertida “Senhora Quequeé” (Reese Witherspon “cômica e graciosa”), a “Senhora Quem”, que “fala” através de “citações famosas” (interpretada por Mindy Kaling) e a “Senhora Qual” (Oprah Winfrey…aqui assumidamente blasé).

Mr. Alex Murry (Chris Pine). 📷 Disney / Divulgação

Formado o grupo de resgate, o longa-metragem didaticamente se propõe a “viajar” através de belos e lúdicos cenários proporcionados pelo CGI e por efeitos visuais que cumprem bem o seu propósito dentro do contexto do roteiro.

Mesmo através de um véu de infância e fantasia, a diretora Ava DuVernay (Selma – Uma Luta Pela Igualdade) se utiliza de algumas metáforas, e pincela algumas sutis, mas notáveis abordagens em mazelas sociais como o bullying e a busca pela auto aceitação, temas bastante comuns no universo dos adolescentes.

Storm Reid (Meg Murry) e Levi Miller (Calvin). 📷 Disney / Divulgação

Os atores mirins Storm Reid e Deric McCabe, que dão vida aos irmãos Meg e Charles, se esforçam em seus papéis, e entregam atuações condizentes à temática do filme, o que proporciona momentos com resquícios de emoção na medida.

Como já dito, Uma Dobra No Tempo não exige muito do espectador, somente a capacidade de se entregar a uma aventura que investe em diversão e fantasia, mas sem pretensões grandiosas.

Enfim, Uma Dose no Tempo é um passatempo para se curtir em família.

Assista ao trailer:

 

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Adriano Rezende

Apaixonado por cinema e televisão. Espectador assíduo. Cinéfilo assumido.

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Federico Fellini

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