Semana Arte Mulher | Curtas, debate sobre mulheres no audiovisual e oficina de ativismo sonoro movimenta o evento

Debate sobre a participação das mulheres no audiovisual e sobre os curtas que serão exibidos no Cinema São Luiz, além de oficina de ativismo sonoro no Teatro Apolo. Com acesso gratuito, as ações desta quarta-feira (07/03) da Semana Arte Mulher integram programação de expressões artísticas protagonizadas por mulheres, até o domingo. No Polo Audiovisual, 13 curtas serão apresentados em sessões às 8h30, 10h30, 14h30 e 16h30. Documentário, animação, ficção e clipe em obras dirigidas por mulheres em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e uma parceria Brasil/Portugal. Após cada sessão, debate com diretora e cineclubista convidadas. Já no Teatro Apolo, a cantora, compositora e atriz mineira Bartira Fortes, que mora na Suécia há oito anos, veio ao País para apresentar seu álbum IDentidades, resultado da pesquisa sobre ativismo sonoro realizada na Universidade de Estocolmo. Na Semana Arte Mulher, além do show, ministra oficina, com inscrição ainda aberta. Confira os detalhes da agenda desta quarta-feira:

Cena da animação “Comida que Alimenta”. (📷 Divulgação)

POLO AUDIOVISUAL | CINEMA SÃO LUIZ

Sessão 1: 8h30
Diretoras convidadas: Chia Beloto e Manuela Andrade
Cineclubista: Claudia Roseane – Cineclube Vivarte (Pesqueira)

Em Busca da Terra Sem Males (RJ)
Direção: Anna Azevedo
Documentário, 15min, 2017, livre
Nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, um grupo indígena sem terra ergue uma pequena aldeia. Ali, crianças crescem entre as antigas tradições, como a língua guarani e a cultura urbana. Mas há o medo de serem expulsos de lá e, outra vez, terem de sair em busca da “terra sem males”.

Fazenda Rosa (PE)
Direção: Chia Beloto
Animação, 9min, 2017, livre
Erasto Vasconcelos, o poeta da percepção da vida, de como ela é tão bem usada neste nosso planeta, faz eco da “pernambucaneidade” do que nos rodeia, dos bichos do dia e da noite, dos peixes do rio, dos pássaros, dos bichos do mangue, das árvores e suas frutas, do que se planta para comer, das personagens que nos cantam e das cantigas de roda.

Fantasia de Índio (PE)
Direção: Manuela Andrade
Documentário, 18min, 2017, 12 anos
Desde criança, ouvia minha mãe falar da nossa ascendência indígena. Há duas décadas, meu tio foi ao encontro dos xukurus à procura de rastros do passado. Resolvi dar continuidade a essa busca.

Sessão 2: 10h30
Diretoras convidadas: Erlânia Nascimento e Úrsula Freire
Cineclubista: Natália Lopes – Fazendo Milagres Cineclube (Olinda)

Bambas (SP)
Direção: Anna Furtado
Documentário, 20min, 2017, livre
O curta dá voz a mulheres sambistas de São Paulo de diferentes idades, classes e ideias, desenhando um panorama da vida delas e mostrando as dificuldades e situações que o samba impõe às que se aventuram em suas rodas.

As Minas do Rap (SP)
Direção: Juliana Vicente
Documentário, 14min, 2015, livre
Através de artistas como Negra Li e Karol Conka, é narrada a vida de mulheres ligadas ao hip hop e o histórico feminino dentro do movimento.

Lia de Camaragibe (PE)
Direção: Erlânia Nascimento e Úrsula Freire
Clipe, 4min, 2017, livre
Lia de Camaragibe é uma mulher que se divide em muitas. Essas várias Lias são compostas no videoclipe.

Sessão 3: 14h30
Roterista convidada: Sara Brito
Cineclubista: Elaine Gomes – Centro Cultural Casa Coletivo (Olinda)

Sesmaria (RS)
Direção: Gabriela Richter Lamas
Ficção, 23min, 2015, livre
Durante 50 anos como fumicultores em Sesmaria, Wilhelm e Hilda não deixaram de colher nenhuma safra. Neste ano, Wilhelm não plantará. O que mais, além da vida, se leva com a morte?

Exília (PE)
Direção: Renata Claus
Documentário, 24min, 2015, livre
Dona Bernadete visita Dona Leriana, sua antiga vizinha na ilha de Tatuoca.

Comida que Alimenta (PE)
Roteiro: Sara Brito. Direção e animação: Ianah Maia
Animação, 5min, 2015, livre
Através da conversa de uma criança com um agricultor, o curta trata de questões como os problemas causados à saúde pelo consumo de agrotóxicos e dos produtos transgênicos. Também da importância de se valorizar a produção local, o comércio solidário, a agricultura agroecológica e a cultura das feiras.

Sessão 4: 16h30
Diretoras convidadas: Cecília da Fonte e Priscila Guedes
Cineclubista: Daniele França – Cineclube VouVer Filmes (Recife)

O Amor é Foda (Brasil/Portugal)
Direção: Priscila Guedes
Ficção, 5min, 2015, 12 anos
José é um ex-cego que recupera a visão após uma cirurgia. Maria, sua bela amada, retira o curativo daqueles olhos dos quais tanto já desejou ser vista. Ela tem esperanças. Ele queria muito voltar a ver, mas não contava que a vida tivesse mudado tanto desde as últimas imagens vistas e guardadas na memória. Ela nunca imaginou que ele tomasse uma atitude tão drástica para apaziguar o seu novo olhar diante do mundo. O amor é fudido.

Sem Você a Vida é uma Aventura (SP)
Direção: Alice Andrade Drummond
Ficção, 25min, 2015, livre
Hoje, Amanda só queria ir à praia.

No Seu Lugar (SP)
Direção: Mariana Gorotti
Ficção, 16min, 2014, livre
Laura, uma menina de 9 anos, busca compreender a recente perda de visão de seu avô. Enquanto a família passa por uma fase de adaptação, ela experimenta novas situações que a aproximarão dele.

Sexta Série (PE)

Direção: Cecília da Fonte
Ficção, 18min, 2013, 10 anos
Um dia na vida de Clarice e Ana, duas amigas da sexta série.

COMPLEXO CENTRO APOLO-HERMILO

Oficina “Ativismo Sonoro: Criação Musical em Tempos de Crise Política”
Facilitadora: Bartira Fortes (MG), cantora, compositora, atriz, diretora de teatro e jornalista
Dias 7 e 8 de março, das 18h às 22h, no Teatro Apolo
Público: pessoas acima de 13 anos, músicos, poetas, artistas, performers, escritores, ativistas, estudantes ou pessoas interessadas no tema
30 vagas. Inscrição: através do e-mail [email protected]

Como criar música em tempos de crise política? Como resistir musicalmente a discursos de ódio diante da forte polarização política no contexto do Brasil atual? A cantorativista traz para a oficina sua pesquisa realizada na Universidade de Estocolmo, Suécia, sobre a relação entre música e ativismo durante a crise política brasileira. Visa oferecer um espaço para reflexão criativa sobre música em tempos de crise política, além de dar ferramentas para os participantes realizarem uma criação musical performática a partir de um tema político-social-ativista de interesse. O resultado será apresentado ao vivo como parte do show “IDentidades” que Bartira faz dia 9, às 20h, no Teatro Hermilo, possibilitando uma troca artístico-reflexiva entre os participantes da oficina e o público.

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Alyson Fonseca

É um grande e verdadeiro apreciador da sétima arte.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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