Crítica | – The End of F***ing World ( 1ª Temporada)

The End of the F***ing World é a nova ( não tão nova assim) série da Netflix que promete ( e cumpre sua promessa) entreter o público, principalmente jovem, que busca um humor polêmico, ácido e cheio de irônia e sarcasmo.

A série segue James, jovem que acredita ser um psicopata e apresenta bloqueios sociais enormes, inclusive com sua família que se resume à apenas seu pai. Sua identidade na série se torna ainda mais singular quando conhece Alyssa, garota de 17 anos com uma personalidade marcante e provocativa que também mostra dificuldades enormes em se encaixar nos padrões sociais.

Em um encontro espontâneo característico da excentricidade dos dois personagens, os jovens acabam formando um casal que desafia os paradigmas da vida em sociedade, que acaba culminando na fuga dos dois em busca de liberdade e descobertas.

A série consegue trabalhar muito bem as características dos personagens principais, que durante a viagem vão explorando e descobrindo importantes pontos de suas personalidades diante das situações que lhes aparecem. Situações essas que beiram extremos como assassinatos, estupros etc. Em alguns momentos podemos ouvir os pensamentos dos personagens, o que confere uma pessoalidade muito maior na narrativa.

As atuações dos jovens atores Alex Lawther e Jessica Barden são sensacionais, a ponto de criar no espetador uma preocupação com os personagens, ao mesmo tempo em que desaprovamos suas ações. Combinada com uma trilha sonora que passeia por clássicos como Buzzcocks e Fleetwood Mac, The End of the F**ing World acerta em cheio em ser provocativa e super acessível ao público em geral.

Quase que explorando o Niilismo de Nietzsche, a primeira temporada de The End of the F***ing World trata de maneira cômica e irônica assuntos polêmicos e certamente merece ser vista.

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