Crítica | O Nevoeiro

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O nevoeiro, nova série da Netflix, é uma obra adaptada do livro ‘’Tripulação de esqueletos’’ (1980), do nosso mestre do terror Stephen King. Ela teve sua estreia no cinema em 2007 sob a direção de Frank Darabont, um especialista em transformar os textos de King em filmes.

Darabont já assinou títulos como “Um sonho de liberdade” (1994) e “À espera de um milagre” (1999), filmes aclamadíssimos pela crítica e por todos nós. Quem aí não já derramou algumas ou muitas lagrimas com eles? E nesses ultimos meses não foram apenas uma, mas outras duas de suas adaptações de livros foram lançadas, ‘’A torre negra’’ e ‘’It’’.

O roteiro da série, criado por Christian Torpe, permanece quase o mesmo do longa de 2007. Trata-se de uma pequena cidade que sofre com o aparecimento de um estranho nevoeiro que esconde horrores e muitos mistérios. Após ocupar toda a região, faz inicialmente com que os habitantes acreditem que se trata apenas de uma eventualidade climática. Porém, aos poucos, quando entram em contato com a névoa, começam a se comportar de forma estranha e agir de maneira alucinada e violenta.

A história não apresenta apenas um grupo em um único lugar sobrevivendo ao nevoeiro, mas vários núcleos com seus respectivos personagens igualmente importantes para a trama. A ênfase maior está no casal Kevin (Morgan Spector) e Eve (Alyssa Sutherland), e a filha adolescente Alex (Gus Birney). Mas não apenas eles são o centro da série. Um padre abriga a outros sobreviventes em sua igreja, carregando o peso de ter que explicar o que está acontecendo, através da sua fé. Tem ainda um homem que acorda na floresta no inicio do nevoeiro sem lembrar de quem é, ou o que esta fazendo ali.

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O ponto alto da série é a maneira de colocar o horror como caminho para estudar o comportamento de uma pequena cidade. Ao confrontar algo sobrenatural, indefinido e brutal, os personagens buscam a sobrevivência baseados em uma fé cega, criando de maneira utópica suas próprias leis para o bem do coletivo.

O que ela falha miseravelmente, botando a série em claros clichês de terror, são as sequências em que personagens, apesar de terem consciência do perigo, tomam decisões equivocadas e ou até mortais.

Um outro ponto que vale ressaltar, é a baixa qualidade dos efeitos, que chegam a ser toscos em algumas ocasiões, dificultando a absorção do horror por parte do telespectador. Além disso, não existe qualquer personagem que tenha uma maior expressão ou destaque. Essas falhas dificultam um envolvimento maior com a história.

A primeira temporada contem 10 episódios. Embora tenha deixado perguntas e mistérios não resolvidos para novos capítulos, a fraca recepção da série pelo público deve dificultar uma segunda temporada. Porém, ainda não existe um posicionamento oficial da Netflix a esse respeito.

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Ruy Neto

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