Crítica – Disjointed, a nova leva de séries da Netflix

Kathy Bates que, só para citar alguns títulos, atuou em Titanic, American Horror Story, The Office, Midnight in Paris, Misery, apresenta mais uma personagem firme e independente. Ela faz pouco caso das regras sociais, e a única diferença para essa personagem é que, desta vez, ela está com um baseado na mão.

Disjointed é uma das séries dessa nova leva de títulos que a Netflix colocou no ar. A trama é a seguinte, Ruth Whitefeather gerência uma clínica de venda e consumo de Marijuana… Só isso. Tem graça? Muita.

Chuck Lorre é um dos criadores e só para refrescar a sua memória, esse nome também aparece nos créditos de The Big Bang Theory, Two and a Half Man, Mom e Mike&Molly, ou seja, em Disjointed você pode esperar pelo humor simples, leve e despretensioso característicos do produtor.

A Netflix tem apresentado um conteúdo muito bacana quando o assunto é diversidade social. Séries como Grace&Frankie e Atypical abordam temas interessantes e gostosos de assistir. Disjointed pode entrar no clubinho, já que trata do uso da Marijuana – que eu vou tomar a liberdade de não chamar de droga – além apresentar de forma bem humorada algumas qualidades e defeitos do seu consumo. Algumas cenas são francamente absurdas. Você vai ver pessoas fantasiadas de maconha e caixas de fósforos dançando em uma TV antiga, ou ainda animações saídas daquelas viagens de LSD dos anos 70. Os fãs da animação Rick and Morty poderão encontrar doses imensas de nonsense aqui. A parte negativa fica mesmo para as risadas da “plateia”, não sei como esse tipo de recurso ainda é utilizado nas séries.

Embora Disjointed não seja uma série para ser problematizada – e ela nem se propõe a isso – é bem divertido assistir a essa evolução. Pensar que os filmes que tratavam de divórcio já foram tabu (Kramer vs Kramer) e hoje nós temos a liberdade de assistir a uma comédia sobre o uso da maconha, que não apenas faz graça com isso, como em alguns bons momentos é até apologética.

Disjointed não tem uma grande produção e está longe de ser uma ótima série de comédia, de todo modo, é uma alternativa rápida (episódios de 30 minutos que passam voando) para dias em que você não tem nada/não sabe o que assistir.

Eu pensei em colocar o título dessa crítica de: “Disjointed – a nova série da Netflix que é muito melhor do que Friends”. Só para sabe, fazer você chegar aqui babando e descobrir que era brincadeira. Se bem que, se colocarmos na balança, não tem Marijuana em Friends então… bem, aí é você que está dizendo.

 

 

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Vinicios Lombardi

Estudante de jornalismo, escrevo por compulsão e vejo filmes pelo mesmo motivo, às vezes é o contrário. Me arrisco em curtas metragens, até já me deixaram gritar "corta" e me chamaram de diretor em um set de filmagem, vai entender.

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