Crítica | “Annabelle 2: A Criação do Mal”, assustador

Para o cinéfilo, viver é se arriscar. E acima de tudo se reinventar. Se entregar de coração e alma para produzir aquilo que chamamos de Sétima Arte. Os diretores Robert Eggers, em ‘A Bruxa’, e Jordan Peele, em ‘Corra!’ tem seguido essa cartilha. E ‘Annabelle 2’? Não. Mas assusta.

Indo contra a maré, deixando de lado temas importantes como o feminismo e racismo, David F. Sandberg retrata a história de um casal que após um acontecimento trágico decidem transformar a sua casa em abrigo para meninas desalojadas de um orfanato, e não decepciona.

Cena do filme ‘Annabelle 2’, de David F. Sandberg. Foto de Warner Bros Entertainment.

A trama de terror desenvolve-se desde a origem da boneca até os acontecimentos retratados no primeiro filme. Tal como este, o que se vê em ‘Annabelle 2’  é um roteiro que por suas características na maior parte não surpreende até mesmo o público desacostumado com o gênero: uma casa assombrada, barulhos e seres sobrenaturais apavorantes. Na história, Samuel Mullins, o artesão de Annabelle, e sua esposa Esther Mullins sofrem com a perda da filha, e após 12 anos decidem abrigar um grupo de meninas órfãs.

Por outro lado, o técnico, Sandberg inova com uma riquíssima linguagem cinematográfica, com uma trilha sonora de tirar o fôlego, e ao fazer um bom uso dos enquadramentos que cumprem com a sua verdadeira função: manter nós, espectadores, atentos a trama e, acima de tudo, assustados.

 

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Federico Fellini

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