Confira os filmes que foram gravados em lugares reais e que podem ser visitados

Ao assistir a um filme, muitas vezes fica a pergunta na cabeça: “será que este lugar é real?”. De fato, os estúdios de Hollywood se superam cada vez mais com cenas que levantam a dúvida se tudo é verdadeiro ou não. Mas, muitas vezes, para que a cena se pareça o máximo possível com a realidade, lugares reais são escolhidos para a realização das filmagens. E, alguns destes locais não só existem de verdade, como também é possível visitá-los e ter a real sensação de estar dentro de um filme.

Por exemplo, o longa 127 horas, de 2010, dirigido, produzido e co-escrito por Danny Boyle. O filme baseia-se na história real de Aron Ralston (interpretado por James Franco), um alpinista que ficou preso pelo braço por uma pedra no Blue John Canyon, em Utah, nos Estados Unidos. Enquanto caminhava pelo local, Ralston encontrou uma passagem estreita onde pedras estavam suspensas entre paredes. Ao explorar o local, uma destas rochas se soltou e fez com que o alpinista ficasse com o braço preso entre a pedra e a parede. Assim, começou sua luta pela sobrevivência relatada diariamente através vídeos feitos por sua câmera. Por fim, após cinco dias isolado no meio do canyon, Ralston conseguiu amputar seu próprio braço e conseguiu ajuda com uma família que estava por ali.

Para manter a fidelidade dos acontecimentos do alpinista, o diretor optou por realizar as gravações em um set montado no exato local em que os fatos se passaram. Inclusive, a câmera que foi utilizada para gravar os relatos diários de Ralston foi a mesma utilizada por Franco no filme.

Embora tenha ganhado conhecimento mundial pelo acidente com o alpinista, sua localização é remota, o que faz com que poucas pessoas visitem o local considerado como solitário. Porém, o turista que procura o Blue John Canyon busca aventuras por trilhas e montanhas que proporcionam aventureiros em busca de caminhadas, alpinismo, rapel, entre outras atividades. O Blue John é um afluente do Horseshoe Canyon, famoso por seus vários conjuntos de pinturas rupestres bem conservadas.

Quem deseja chegar ao local pode seguir através do norte do Green River ou a oeste da Rodovia UT 72 entre a cidade de Hanksville e a Rodovia Interestadual 70, seguindo por 112 quilômetros da estrada da terra San Rafael. Apesar de ser uma área de difícil acesso, sua preservação é bem feita e permite um bom tráfego de veículos por conta da baixa utilização. Seu maior movimento se deve à pessoas que vão para o Horseshoe Canyon e Maze, dois distritos do Parque Nacional de Canyonlands.

Fugindo um pouco do deserto dos Estados Unidos, outros filmes que também utilizaram paisagens considerada surreais foram os da franquia O Senhor dos Anéis. O local escolhido para as gravações dos filmes que se passam em um mundo medieval foi a Nova Zelândia. Não era pra menos. O país proporcionou uma diversidade imensa de locais, desde paisagens com colinas verdes até montanhas cobertas de neve. O filme conta a saga de Frodo (interpretado por Elijah Wood), um hobbit que tem a missão de destruir um anel maligno. Para isso, conta com a ajuda de diversos seres mágicos em sua jornada até a Montanha da Perdição, local em que a joia deve ser aniquilada de uma vez por todas.

A saga foi escrita, dirigida e produzida por Peter Jackson e até hoje é considerado um dos maiores projetos cinematográficos já realizados, que contou com um orçamento de aproximadamente US$ 280 milhões. Os três filmes foram filmados ao mesmo tempo na terra natal de Jackson, a Nova Zelândia. Ao todo, foram cerca de US$ 3 bilhões de faturamento e 17 premiações do Oscar.

Tamanho sucesso não poderia deixar de contar com paisagens de encher os olhos. Começando por Matamata, uma pequena cidade na região de Waikato, cerca de duas horas de Auckland. O local foi escolhido por ser pacato, ideal para as cenas envolvendo o vilarejo dos hobbits, com jardins e vastos campos verde. Em 2012, o local recebeu cerca de 25 mil visitantes. Até a estreia do filme O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos, a estimativa era de que o local recebesse 340 mil visitantes. É possível fazer um tour com duração de duas horas onde está o cenário usado no primeiro filme da franquia e um dos principais destaques do passeio: a casa de Bilbo, o Bolseiro, e outra várias casas que formam o vilarejo.

O sucesso foi tanto que o local foi reconstruído para a trilogia O Hobbit e permaneceu intacto desde então. Também foi incluso no roteiro dos navios que partem de Auckland para Sidney, na Austrália. Este cruzeiro tem duração de 14 noites com valores de US$ 10 mil a suíte de casal. O tour pelo vilarejo acontece diariamente a cada 30 minutos, com valores de 75 dólares neozelandês para adultos, 37,50 dólares neozelandês para crianças e 10 dólares neozelandês para crianças entre cinco e nove anos. Menores de cinco anos não pagam.

O que chama atenção no país é a diversidade de paisagens. Outro lugar bastante utlizado nos filmes é Wellington, capital da Nova Zelândia. Um dos lugares de mais fácil acesso por conta da curta distância é Mount Victoria, onde foram gravadas as cenas em que os hobbits se escodem dos cavaleiros negros. Wellington também proporciona outros lugares como o Kaitoke Regional Park (foto), onde, no filme, Frodo se recupera de uma facada. O lugar é de encher os olhos com uma área gramada cercada por floresta nativa. A visitação é permitida e muito bem sinalizada. Ainda em Wellington, é possível conhecer a Putangirua Pinnacles, após subir as colinas de carro. Foi o local onde foram filmados Aragorn, Legolas e Gimli à procura do Caminho dos Mortos.

A Nova Zelândia é realmente um prato cheio para quem procura conhecer lugares novos e ainda por cima se familiarizar com cenários conhecidos. Em Mackenzie Country, por exemplo, foi o local escolhido por Jackson para filmar a batalha em que um exército de orcs enfrentam homens de Gondor e Rohan. É possível afirmar que os campos de grama do local se parecem exatamente com a descrição da trilogia.

Opções não faltam para conhecer lugares novos e se aventurar em uma cena de Hollywood. De desertos com enormes fendas com enormes quedas a campos, lagoas e extensos gramados e até, montanhas e paisagens cobertas por neve. Basta escolher um destino e mergulhar fundo na aventura.

Sentiu falta de algum filme? Conhece outros lugares reais que apareceram nas telas dos cinemas? Deixe pra nós nos comentários!

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Sergio Neto

Jornalista esportivo com passagens por ESPN, Band e hoje no Estadão Esportes. No tempo livre, gosta de conhecer e ler sobre filmes e séries.

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