Crítica | “Dunkirk”, o mais novo filme de Christopher Nolan

 

No final dos anos 90 quando Christopher Nolan estreou no cinema com seu ótimo filme “ Following” já tínhamos indícios de que a sétima arte tinha ganhado um colaborador de peso que traria trabalhos dignos num futuro próximo. Somente com os bem sucedidos “ Batman Begins“, “The Dark Knight“ e “The Dark Knight Rises“ Nolan ganhou reconhecimento e fama mundial, colocando seu nome entre os principais diretores do cinema moderno.

Seu mais novo trabalho, “Dunkirk”, filme que conta a história (desconhecida por muitos) da evacuação de mais de 300 mil soldados britânicos e franceses da praia de Dunquerque na França depois de serem encurralados pela tropa nazista em 1940, traz novas facetas deste diretor que parece ter dado um novo passo em sua carreira, se consolidando ainda mais entre os grandes.

Dunkirk não é um filme de guerra, mas um filme sobre Guerra. Não espere ir ao cinema e presenciar cenas intensas de batalhas, grandes confrontos violentos e sangue para todo lado. Dunkirk é brilhante em mostrar os dramas psicológicos daqueles que viveram a tragédia da guerra, sem apelar pra cenas grandiosas de batalhas. Durante todo o filme, tememos um inimigo quase invisível ao mesmo tempo em que o lar está bem ali do outro lado do mar, trazendo um sentimento de angústia por parecer tão próximo e distante ao mesmo tempo.

“ […] we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender…” – CHURCHILL, 1940.

Em certo momento do filme, um dos personagens lê em um folha de jornal parte do histórico discurso “ We shall fight on the beachs” feito pelo então primeiro ministro britânico Winston Churchill, e isso não poderia ser mais adequado ao mais novo trabalho de Christopher Nolan. Como de costume, o diretor brinca com a cronologia do filme e escolhe contar a história de três pontos de vista diferentes:  do céu, do Mar e da praia. Cada um tão importante quanto o outro. Nenhum personagem recebe um tratamento especial, deixando claro que o objetivo do filme não é focar em um protagonista, mas mostrar a experiência compartilhada, o esforço de todos em prol do sucesso da missão.

Embalado com uma fotografia impressionante e com uma trilha sonora feita pelo lendário Hans Zimmer que promete te deixar ligado em 100% do tempo da projeção, Dunkirk se mostra como um forte candidato a trazer o primeiro Oscar de direção para Christopher Nolan.

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Federico Fellini

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