Crítica | Punho de Ferro “Iron Fist”

No último dia 17, a Netflix estreou sua quarta série de herói – Punho de Ferro – com expectativas altas por parte dos fãs, vide o sucesso de Demolidor, Luke Cage e Jessica Jones, e com expectativas baixas para os críticos, te explico por que.

A série foi liberada para os críticos antes de liberada ao grande público, e as críticas negativas foram praticamente unanimidade, muitos taxaram a série de tediosa, mal feita e fraca. Bom, assisti pra ter o meu veredito e posso afirmar, os problemas saltam aos olhos de qualquer um. A seguir, listo estes erros.

Punho de Ferro tem um enredo maçante e confuso, e isso acontece por que a série desloca muito tempo para situações e personagens que não estão realmente conectados com a trama principal, com falas desnecessárias. Após os 4 primeiros episódios, a sensação é que ainda se está no primeiro e que o diretor encheu linguiça com apenas uma situação-problema. Danny Rand tentando provar quem ele é.

Para os desavisados, faço um breve resumo da sinopse da série. Danny Rand , o Punho de Ferro, é filho de um grande empresário norte-americano, que retorna à Nova York após 15 anos dado como morto devido ao avião em que ele estava junto com a família, ter caído no Himalaia.

Com um enredo chato, você pode pensar. E o vilão? Como ele deve ser? É marcante como o Rei do Crime em Demolidor? Aí que você, eu e muitos outros fãs se enganam. A série se desenvolve de forma confusa e direciona o fã para vários vilãos, sem conseguir encontrar de fato alguém que faça este papel de forma digna e elaborada. No começo, você é jogado contra os Meachums, Joy e Ward realmente se mostram uma pedra no sapato do protagonista e consegue nos fazer sentir em certo desprezo, mas, passados alguns episódios, são substituídos e dão lugar à uma roda gigante de vilãos que só termina de fato, no fim. O bom destaque, fica para Madame Gao, figurinha conhecida de quem assistiu Demolidor. Esta, desempenha seu papel assim como deve, sendo a face da organização Tentáculo e comandando operações com ninjas em busca de seus objetivos.

Saindo do âmbito enredo, foco sua atenção aos personagens. Os já mencionados Joy e Ward são personagens com boa profundidade, mas que sofrem com o ritmo acelerado em que as coisas acontecem com eles. A série encontra alívio na participação de Claire Temple, com carisma e bom senso quando ninguém mais tem. Falando em personagem principal, Daniel Rand(Finn Jones), Loras de Game of Thrones, entrega um trabalho fraco em atuação e nulo em carisma, se tornando difícil de vê-lo na tela. Danny Rand é juvenil, com falas que lembram discussões de crianças durante o ensino fundamental e acessos de raiva fora de contexto e maiores que o necessário, fazendo o personagem variar entre o homem criado por monges, e, portanto, calmo e sábio, o menino que caiu no junto com o avião, apenas um garoto, e um rapaz com trauma por ter perdido a família, que o torna vingativo e esquizofrênico, tudo isso em questão de minutos.

Não há como não comparar com as outras produções da Netflix, afinal de contas, eles farão a série Os Defensores juntos, e suas séries individuais têm certo nível de conexão. Punho de Ferro acerta em fazer tais conexões e não usa codinomes para poder fazer isso; nomes como “o diabo de Hell’s Kitchen” são perfeitamente citados durante o curso da série.

A produção deixa a desejar quando nos faz perceber claramente a existência de mecanismos pra que os personagens façam movimentos sobre-humanos, e mais ainda em lutas mal elaboradas, sendo até ridícula a forma como conseguimos ver algo tramado e sincronizado. Diferente de Demolidor, não acabamos um episódio com aquela vontade interna de ir se inscrever em aulas de qualquer arte marcial o mais rápido possível. O que dizer do erro grotesco no episódio 12, onde os personagens falando ao celular estão na mesma cidade, porém um (pelo contexto) está no período da noite e outro, no período da manhã?

Punho de Ferro, foi, é, e será sempre uma decepção para quem esperava o bom nível das outras séries e termina com poucas esperanças para uma segunda temporada com qualidade e direcionamento organizado.

Concluo por enfatizar que Punho de Ferro, apresenta personagem principal e enredo juvenil, cheios de erros e pouco carisma. Resta a nós, torcer pra que seu papel se torne significante em Os Defensores e na sua própria série, na segunda temporada.

Se você já assistiu a série, deixe nos comentários o que achou.

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Lucas Fortuna

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