Moonlight: será que Oscar vai finalmente abraçar a diversidade?

O Oscar sempre foi conhecido pelo seu conservadorismo, premiando filmes que na maioria eram reflexo da própria academia.  Depois da edição de 2016 naquele ficou conhecido, como o #OscarsSoWhite que foi duramente criticado e boicotado por artistas como Will Smith e o cineasta Spike Lee.

 Após toda a polêmica e criticas de 2016 a academia então anunciou que até 2020 quer dobrar o número de mulheres e minorias visando aumentar a diversidade entre seus membros. A Mudança vem tardiamente mas são bem vindas, já que um estudo feito pelo jornal Los Angeles Times em 2012 sobre o perfil dos votantes mostra que 94% são branco-caucasianos, 77% são homens, 2% são negros, 2% latinos e a idade média é de 62 anos. Apenas 14% têm menos de 50 anos.
  As mudanças já foram notadas esse ano, que teve indicações e premiações muito mais equilibradas. Com as premiações de Viola Davis – Um Limite Entre Nós e Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar, e ainda por destaque Mahershala Ali ser o primeiro mulçumano a ganhar uma estatueta. O grande campeão da noite que desbancou o favorito La La Land: Cantando Estações levando além da categoria de melhor roteiro adaptado “Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney” levou também a premiação de melhor filme Moonlight: Sob a Luz do Luar.
O filme com direção de Barry Jenkins e estrelado por Trevante Rhodes, André Holland, Janelle Monáe, Ashton Sanders, Jharrel Jerome, Naomie Harris e Mahershala Ali. Moonlight: Sob a Luz do Luar narra a historia de Chiron um jovem negro de Miami, no processo de formação de sua identidade, do bullying na infância a descoberta da sua sexualidade e dificuldade durante essas transformações. O filme foi o primeiro com a temática LGBT e também o primeiro o com elenco todo composto por negros, ganhar o Oscar de melhor filme.
A grande pergunta a se fazer depois da premiação de Moonlight: Sob a Luz do Luar, que pode se dizer que foi histórica é? será que a Academia esta finalmente abraçando a diversidade? será que nos próximos anos vermos filmes com as temáticas sobre minorias como, questões raciais, de gênero, temas sociais que estão sempre presente no nosso dia a dia ganharem mais espaços e geram as discussões que tanto precisamos? Ou será que as premiações desse ano foram somente uma maneira da academia responder as duras criticas do ano passado? esperamos que não, que esse seja apenas o começo, e todos se sintam representados pelo cinema e reconhecidos pela academia.

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Federico Fellini

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