Shazam é aquele tipo de filme que consegue agradar os mais variados públicos, começando pelos conflitos do rebelde Billy Batson em busca de sua mãe biológica, o menino se aventura ao explorar os poderes que ganha de um misterioso mago, chamado Shazam, com muito humor. Os melhores momentos do longa se devem à ótima interpretação de Zachary Levi como Shazam. Sua aparição é bem pontual e sua dinâmica com o restante do elenco mirim funciona perfeitamente. Por ter esse lado infantil, o humor conquista por ser bem leve e simples, equilibrado com o drama de Billy, personagem muito bem explorado na narrativa. São apresentados vários elementos da cultura pop, referências ao universo DC e uma grande pegada dos anos ’80.

Shazam

Nesse ritmo agitado, o roteiro de Henry Gayden e Darren Lemke acabou passando batido na hora de introduzir a “mitologia” do Shazam. Logo no 1º ato, o longa rapidamente situa o espectador, contudo, poderia ter dado mais fôlego para examinar mais a fundo o papel do Shazam dentro do universo do filme. Consequentemente, o vilão tem seu protagonismo até certo ponto da trama, depois ele perde a força e acaba não indo muito além. Mas a boa direção de David F. Sandberg colabora para minimizar essas falhas que não chegam a atrapalhar muito o desempenho do longa.

O elenco jovem conseguiu dar conta do recado, principalmente Asher Angel que mostrou competência ao lidar com os dramas de Billy envolvendo sua mãe. Dos secundários, o destaque vai para Jack Dylan Graze, o falante Freddy, que mesmo com sua deficiência física, vira quase que um mentor de Billy e o roteiro encontra momentos certos para dar mais foco à ele. Assim como faz com Faithe Herman, a fofa e também falante Darla. Dos adultos, Mark Strong e Djimon Hounsou cumprem seu papel, mas não vão muito além do que o roteiro permite.

Shazam conseguiu trazer uma linguagem visual única que consegue se destacar das produções anteriores da DC – consegue até mesmo se sobressair. Sua fotografia foge daquela tela monocromática com pouca luz, criando uma produção bem mais alegre e viva, com uma boa jogada de cores nos efeitos visuais, cenas frenéticas e agitadas. Tudo isso aliado a um forte apelo aos anos ’80, destacando a trilha sonora, majoritariamente composta por rock clássico que ajudam a dar mais ritmo ao longa.

Shazam

Shazam conseguiu unir uma boa história de origem de um super herói à uma comédia gostosa que facilmente conquista o público. É jovial e encantador, mesmo apresentando alguns errinhos ao longo do enredo. Ainda assim é muito cativante e um dos melhores filmes do universo cinematográfico da DC até o momento.

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