Homem-Aranha: no Aranhaverso veio para inovar numa incrível animação da origem de um novo Homem-Aranha: Miles Morales. O estilo da animação é muito fiel ao de um quadrinho, mas também aproveita para criar uma linguagem visual diferenciada e brincar com outros estilos como anime, cartoon e noir. Isso dá ao espectador uma moderna visão psicodélica aliada a uma pontual e jovial trilha sonora muito bem trabalhada para intensificar a imersão na aventura dos aranhas.

Por mais que haja 6 aranhas, o roteiro soube dar espaço à cada um deles devidamente encaixando seus dramas paralelo aos de Miles. Apesar do ritmo psicodélico e dinâmico, souberam a hora de frear para criar mais intimidade com os protagonistas. Principalmente com Miles, cujo subtramas são importante para entendê-lo melhor e tudo que acontece ao seu redor leva o tempo que precisa, desde o ponto que ganha seus poderes até o momento que se liberta. Entretanto, não se esquece da trama principal ou das narrativas secundárias.

Homem-Aranha: no Aranhaverso

O elenco de peso se mostrou muito eficiente na dublagem. Shameik Moore se saiu muito bem como Miles, um adolescente que recém ganhou seus poderes e acaba tendo que aprender às pressas a usá-lo para se igualar aos aranhas mais experientes. Jake Johnson deu voz a um ótimo Peter Parker mais velho, barrigudo e cansado que involuntariamente se torna mentor de Miles. Outros dois artistas que se destacam são Nicolas Cage, que apesar de pouco protagonismo, conseguiu dar vida ao Homem-Aranha Noir e ainda mandar uma das melhores falas do filme; e Hailee Steinfield, a Gwen Stacy, que ganha um grande destaque por sua personalidade marcante e sua dinâmica com Miles.

Por estarmos falando de múltiplos universos, isso deu mais liberdade criativa para explorar a diversidade de aparências e personalidades de um mesmo personagem pode ter, dando até uma certa imprevisibilidade. É claro que isso também contribui para debochar das múltiplas origens dos aranhas – que são basicamente todas iguais. Aproveitando desse elemento na narrativa, é criado uma ótima comédia irônica acerca dos heróis.

Homem-Aranha: no Aranhaverso acerta em cheio numa história de origem muito bem escrita de uma das versões do Homem-Aranha no Multiverso. É agradável a todos os públicos, até aqueles que não são familiarizado aos quadrinhos, com boas doses de comédia, drama e aventura. Certamente um dos melhores filmes de 2018.

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