BUBA

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Uma garota perdida neste mundão de meu diabo. Formada em Filosofia ❤ e Direito ? (esse foi cagada mesmo). Nada a ver comigo! Rss. Atualmente, faço cursos nas áreas de Fotografia, Edição de Vídeo, Roteiro e Teatro (a menina sabe memo o que quer da vida!). Tento atravessar a existência atenta às belezas desta vida em suas diversas manifestações e representações. Às vezes, essa beleza dói e é melancólica. Prazer!

“Estou preparado pra porrada” | Diz Wagner Moura sobre Marighella

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“Ninguém é obrigado a gostar de Marighella. Mas julgá-lo sem conhecer sua trajetória é estupidez.” – Mário Magalhães

A frase acima, extraída da entrevista concedida ao Brasil de Fato, em 30 de Janeiro de 2019, não só é didática, como possui uma atualidade triste, pois, como dito em outro trecho “a verdade acabou, não importa mais.  Esse momento é muito medíocre e muito triste. Isso me assusta, é o que me dá medo.” 

Nesse sentido, e partindo dessa constatação, o ator/diretor relata as dificuldades para conseguir financiamento para o longa, tendo em vista a atual onda conservadora no país e dado que Marighella foi preso nas duas ditadura, era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e membro líder da Aliança Nacional Libertadora (ANL)

“Eu estou preparado para a porrada. Não quero que nenhum dos atores sofra tanto, mas vão sofrer. Vão ser ataques violentos. Não sabemos tudo que é possível. Quando a gente estava filmando, teve uma galera que ameaçou entrar no set e quebrar tudo.”

O filme, baseado na biografia escrita por Mário Magalhães, retrata a vida do guerrilheiro entre 1946 até sua morte em 1969, vai da ação ao drama e, de fato, deve ser encarado como uma produção corajosa.

A produção não contou com captação da Lei Rouanet e recebeu respostas agressivas de produtoras ao tentar contatá-las. O principal investimento veio da Globo Filmes, que transformará o loga em uma série de quatro episódios após a estréia no cinema. Eis o acordo da produção, visto com bons olhos por Wagner Moura “termina sendo uma coisa boa, porque o alcance que a TV tem é infinitamente maior, se comparado ao cinema.”

Sobre o futuro da produção cultural brasileira e a atual situação política do país, ele é pessimista ao afirmar que o pensamento crítico, as propostas reflexivas e progressistas e tudo que é ligado ao universo do artista e da arte estão sucumbindo à mediocridade moral e intelectual.

“Os artistas, que historicamente são ligados a um pensamento mais progressista, são os primeiros a serem atacados. Aqui e agora somos os aproveitadores, os bandidos.”

Nessa perspectiva, Wagner Moura, defende o filme como um convite reflexivo contra o conservadorismo instaurado no país, um contraponto ao que chama de “maré de mediocridade” e, em especial, à relativização da violência contra civis durante a ditadura militar (1964-1985).

“Nosso filme vem pra dizer que foi horrível, ruim, e teve gente com coragem de enfrentar aquilo. No filme, foi uma galera que escolheu uma forma radical de enfrentamento.”

O Filme não tem data definida para estreia no Brasil, mas estreia na 69ª edição do Festival de Berlim entre os dias 7 e 17 de Fevereiro.

Veja também: “Crítica | A Busca”

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