Francisco Chagas

Francisco Chagas

Nerd, apaixonado por filmes, desde Titanic até Vingadores e Harry Potter; Ama séries, desde The Walking Dead, Vikings até 13 Reasons Why; Curte umas animações desde Toy Story e Minions até Big Mouth e Family Guy. Frita sempre que houve um EDM. Seu hobby favorito é ir ao cinema, ler uns livros da hora e sair com os amigos pra um papo cabeça sobre viagens no tempo e origem da vida. Resumindo: É um naufrágo herói bruxo zumbi viking, apaixonado, desbocado e dançarino.

Crítica | Poderia Me Perdoar?

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Longa que adapta a autobiografia homônima da escritora e falsária Lee Israel, traz momentos divertidos, emocionantes e ótimas atuações.


“Poderia Me Perdoar?” é uma comédia dramática biográfica ambientando na década de 90, que conta a história da escritora e falsária literária Lee Israel, protagonizado pela excelentíssima Melissa McCarthy. No longa, Israel se vê em declínio profissionalmente e entregue ao alcoolismo, caso retratado já na primeira cena do filme.


Ao longo do filme, Israel tenta dar a volta por cima ao escrever uma biografia sobre a vida de Fanny Brice, uma artista da década de 30, e em meio a pesquisas sobre a vida e carreira da artista a escritora acha uma carta pessoal sua e decide roubá-la para vender e conseguir uma fonte de renda, após ser demitida de seu emprego como escritora freelancer.


Após ter sucesso na venda da carta de Fanny Brice, Isarel vê uma grande oportunidade de conseguir se manter com a venda de cartas falsas supostamente escritas por personalidades já falecidas.

fox Searchlight Pictures

Durante esse processo criminoso a personagem de McCarthy conhece Jack Hock, interpretado por Richard E. Grant, que viria a tornar-se seu melhor amigo e parceiro de crime. Após ser descoberta pelo FBI Lee decide mudar o esquema e roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas, para que Hock que os venda, sem que saibam que ela ainda permanece envolvida no esquema, porém Jack é descoberto e ambos são indiciados pelo FBI.


Com um roteiro bastante eficiente, o longa consegue mostrar todas as nuances da história desde a comédia escrachada até o drama e o romance. As atuações do longa são extremamente convincentes com o destaque para E. Grant e McCarthy, fazendo jus a indicação da atriz ao Oscar desse ano pela grande performance no filme.

fox Searchlight Pictures

A fotografia nos faz viajar para a época em que a trama se passa e nos teletransporta em uma viagem no tempo para a década de 90, e a trilha nos faz sentir melancólicos, alegres, entusiasmados e curiosos nos momentos certos.

A transformação dos atores para dar vida a seus personagens é feita por uma belíssima maquiagem e por um figurino vintage que nos passam a verdade que uma biografia deve passar. Mesmo com uma grande mudança física, Melissa McArthy não se deixa levar por uma interpretação forçada repleta de ações e trejeitos que não são necessários, fazendo com que vejamos que ela estava muito à vontade nesse projeto, fruto de uma ótima direção realizada pela cineasta Marielle Heller.


“Poderia me Perdoar?” traz um questionamento sobre o que podemos fazer para conseguir dar a volta por cima e quais serão nossas ações para tal feito, seja sobre a vida profissional, pessoal, amorosa, vícios ou qualquer coisa que devamos ou queremos superar.

“Poderia me Perdoar?” tem sua estreia agendada para 7 de fevereiro nos cinemas nacionais.

Nota:
5/5
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leia também: