Foi com uma certa preguiça que me dirigi ao cinema para assistir Creed II, e com baixíssimas expectativas. Afinal Rocky Balboa e Adonis Creed estão de volta, e a pergunta que mais pulsava na minha cabeça era se a franquia realmente ainda tinha algum fôlego.

A minha primeira surpresa foi constada com a introdução dos ”novos” personagens, o roteiro que, por vezes acaba pecando no excesso da nostalgia, abre aqui um um arco diferente. A trama de Drago e seu filho (Florian Munteanu) faz esse feito no primeiro ato, com um grande triunfo.

creed II
Metro Goldwyn Mayer Pictures

…e deixo esse triunfo todo creditado na escolha de não transformar essa briga em uma rixa barata, se em um primeiro olhar é isso que esse filme parece se tratar, no segundo a dose certa de humanização nos atinge. Em Creed II NÃO HÁ VILÕES, e mesmo que de forma breve, somos apresentados as causas e motivações de cada um.

Mas já por outro lado, por muitos frames, me senti tentada a sacudir e bater na cabeça do personagem do Michael B. Jordan. A presença de Sylvester Stallone serviu como uma luva para compensar a falta de carisma inicial do primeiro, foi DIFÍCIL de comprar suas escolhas ao decorrer do longa. O que continua dando muito certo é a presença de Bianca e o relacionamento dos dois, Tessa Thompson (você quer o mundo? eu te dou!) é ARTISTA DE VERDADE .

creed II
Metro Goldwyn Mayer Pictures

O amadurecimento pessoal é sim, o principal enredo de Creed II. E se isso acontece de forma corrida no primeiro longa, em sua sequência ele é devidamente explorado. Ver Adonis cuidar da sua filha recém nascida aos prantos é um dos auges, para uma série que sempre visou focar na testosterona.
Levando-se em consideração esses aspectos, e toda caracterização de roteiro/personagem, o que nunca deixou de fato essa longa franquia morrer e sempre foi MUITO bem executada? SIM MEUS SENHORES, AS CENAS DE LUTA.

creed II
Metro Goldwyn Mayer Pictures

Não tem como não se agoniar a cada som de costela quebrada, a cada soco na cara em slow motion, a cada cuspe de sangue no chão. A direção de Steven Caple Jr. é linda, e faz a gente querer pular da cadeira e fechar os olhos de dor. É um misto de torcida e desespero ideal.
Ah, eu não posso deixar de mencionar a trilha sonora, que é um show a parte.


Com data marcada para dia 24 de janeiro Creed II estreia nessa (quinta-feira). E é sem dúvidas feito mesmo para ver no cinema, com tela grande e som adequado, a sensação é a mesma de estar no ringue.

Assista o trailer:

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