Crítica | O Orgulho

Filme tem estreia marcada nesta quinta-feira, 19 de julho. (📷 Pandora Filmes / Divulgação)

Neïla Salah (Camélia Jordana) é uma jovem descendente árabe que mora no distrito de Créteil, uma zona marginalizada de Paris. Seu sonho é se tornar advogada e ela se matricula na Universidade de Assas, conhecida por ser uma escola de extrema direita. Na sua primeira aula, o reconhecido professor Pierre Mazard (Daniel Auteuil) a insulta pelo seu gênero e descendência árabe. O professor não se desculpa, mas Neïla rebate as acusações e é apoiada pelos colegas de sala.

A diretoria da escola pressiona o professor a se redimir ao treinar Neïla para um importante concurso de retórica entre universidades francesas. Pierre aceita meio relutante e convence Neïla a participar do concurso e ser tutorada pelo professor, apesar de não ter conhecimento de suas verdadeiras motivações. Em paralelo, Neïla ainda lida com sua paixão pelo seu amigo de infância Mounir (Yasin Houicha). O romance entre os dois é fortemente afetado pelas aulas e conhecimento adquirido de Neïla em sala.

A direção do franco-israelense de Yvan Attal é pouco inspirada e lhe falta ousadia. A narrativa do filme é um pouco clichê, mas possui diálogos bem construídos e excelentes atuações da atriz Camélia Jordana e do ator Daniel Auteuil, que não são bem aproveitados com seus personagens bidimensionais. Enquanto o papel do professor é desprezível o filme todo, o papel de Neïla, uma mulher de personalidade forte, é por vezes incoerente nas ações que a personagem escolhe (como aceitar ser tutorada pelo professor sem muito questionamentos).

O final do filme é um tanto polêmico. Pode construir discussões acerca do fato de que se o discurso de ódio do professor é realmente punido ao longo da projeção. Fica um questionamento se a moral da trama é que se pode aprender lições valiosas, mesmo de pessoas fascistas. Além de uma cena completamente desnecessária e controversa da Neïla em seu futuro como advogada burocrata.

O Orgulho aborda uma temática importante e relevante no contexto contemporâneo da França e da Europa com seus imigrantes muçulmanos. Entretanto, a direção e roteiro é incoerente e infeliz nas suas abordagens ao tema.

Assista ao trailer: 

Cinema, Drama

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