Crítica | Eu Só Posso Imaginar

“Eu Só Posso Imaginar”, novo lançamento da Paris Filmes, conta a história por trás da música de sucesso “I Can Only Imagine”, da banda MercyMe. (📷 Paris Filmes / Divulgação)

Em Agosto de 2001, a banda MercyMe lançou a música I Can Only Imagine. A canção foi o primeiro single do álbum de estreia da banda, e se tornou um grande sucesso, alcançando posições de destaque em várias paradas musicais.

O filme Eu Só Posso Imaginar, distribuído pela Paris Filmes e com lançamento marcado para o dia 31 de Maio, em circuito nacional, é baseado na vida de Bart Millard, vocalista da MercyMe, e retrata a história por trás da canção. Estão no elenco os atores J. Michael Finley, Denis Quaid (Quatro Vidas de Um Cachorro) e Trace Adkins (O Poder e a Lei).

Bart Millard (Finley), é um garoto maltratado pelo pai, Arthur (Quaid), e com o sonho de ser um artista. Nutrindo um amor proibido pela música, Bart busca forças através de Deus para tentar equilibrar sua vida familiar e correr atrás de seu sonho, em uma jornada que se desenrola através dos anos.

📷Paris Filmes / Divulgação

Com direção dos irmãos Erwin (Talento e Fé), o filme tem uma pegada road movie gospel que rende bons momentos.

A ambientação é caprichada, e recheada de elementos dos anos 1980 e 1990, época em que se passa o filme.

J. Michael Finley interpreta seu primeiro papel em um longa-metragem, e mostra competência na composição de Bart. Devido o comportamento abusivo de seu pai, o personagem é recluso e se comporta como um animal ferido, eventualmente afastando as pessoas que se aproximam, e Finley explora essas nuances muito bem.

Denis Quaid está ótimo como Arthur, o pai de Bart. O ator transparece toda a ira do personagem, e sua atuação aliada à atuação de Finley, rende bons embates através de diálogos intensos e eficientes.

📷Paris Filmes / Divulgação

Duas esferas principais compõem o filme: a busca de Bart pelo sucesso, e a batalha pessoal que enfrenta com o pai. Ao passo em que as cenas que retratam sua luta em busca de seu sonho, soam um pouco arrastadas e cansativas em alguns momentos…a força maior do filme se concentra na relação de Bart com seu pai. É nesse momento que o filme mostra suas melhores partes, com momentos de pura emoção e reflexão, que sensibilizam naturalmente, sem precisar de muito esforço. Essa relação é mais explorada na parte final do filme, e é definitiva na escolha do caminho que o mesmo toma.

Outro ponto positivo é a trilha sonora, imposta através de acordes melódicos e sensíveis, ajudando a criar a atmosfera necessária. Alguns bons números musicais também estão presentes.

Mais do que um “filme gospel”, no final das contas Eu só Posso Imaginar é um filme sensível, inspirador e agridoce, que tem como temas principais o perdão, e a transformação de seres humanos cheios de falhas através da música, e acima de tudo…da fé .Uma bela história, com uma bela mensagem.

Assista ao trailer:

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Adriano Rezende

Apaixonado por cinema e televisão. Espectador assíduo. Cinéfilo assumido.

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