Crítica | No Olho do Furacão

“No Olho do Furacão”, novo filme do diretor de “Velozes e Furiosos”, mistura cinema de ação com cinema catástrofe. (📷Imagem Filmes/Divulgação)

Rob Cohen é um cineasta de ação por excelência. Na filmografia do diretor americano de 69 anos, destacam-se títulos famosos entre os fãs do gênero, como o próprio Velozes e Furiosos (2001), Triplo X (2002) e Daylight (1996).

Em seu novo filme No Olho do Furacão, distribuído pela Imagem Filmes e estreia nesta quinta-feira, dia 07 de Junho, em circuito nacional. Cohen mistura dois gêneros cinematográficos que sempre mexem com a imaginação e o entusiasmo de boa parte do público: ação e catástrofe.

Um breve resumo do enredo: O filme começa em 1992, onde dois jovens irmãos presenciam um violento furacão que passa pela cidade destruindo tudo o que toca. De volta aos dias atuais, acompanha-se novamente os irmãos, que ficam frente a frente com um furacão ainda mais forte, enquanto se vêem no meio de uma tentativa de assalto ao tesouro americano.

Um desses irmãos é Will, interpretado por Toby Kebbell (Kong – A Ilha da Caveira, Planeta dos Macacos – A Guerra), um simpático meteorologista que parece ser o único a perceber que o fenômeno climático que se aproxima será muito mais forte do que o esperado. Mesmo avisando constantemente seus colegas da gravidade da situação, Will é sempre ignorado (previsível, não?).

Também estão no elenco a atriz Maggie Grace (Busca Implacável 3), na pele da policial Casey, e o ator Ryan Kwanten (Jogada de Mestre), que dá vida à Breeze, o irmão de Will.

📷Imagem Filmes/Divulgação

Para quem gosta de adrenalina na telona e não se preocupa tanto com qualidade técnica, No Olho do Furacão é um prato cheio. A fórmula usada é a mesma dos filmes citados no início do texto, o que inclui uma série de explosões e tiroteios, além de perseguições em alta velocidade.

O roteiro é um tanto vulnerável e extremamente previsível, fato que fica mais evidente em algumas tomadas. Apesar disso, é de fácil entendimento e consegue incrivelmente impôr um tímido dinamismo, o que faz com que o filme se desenrole de uma forma um pouco mais leve.

Os irmãos protagonistas também ajudam um pouco no desenrolar da trama, gerando uma certa empatia que é muito bem-vinda.

Talvez a falta grave de No Olho do Furacão esteja em seus efeitos visuais. O “furacão” do título precisa dividir a atenção com os atores em cena, e a forma que encontraram para dar destaque ao fenômeno na tela foi dar ênfase ao exagero. A mão pesou, e muito! O resultado foi uma sequência de cenas descabidas e com efeitos mal acabados, o que acabou levando “pelos ares” todo o esforço inútil em conceber um filme que mesmo com todas as suas falhas, fosse levado a sério.

O longa-metragem talvez agrade aos fãs de ação, mas expectativas de assistir a um grande filme não cabem aqui.

Assista ao trailer:

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Adriano Rezende

Apaixonado por cinema e televisão. Espectador assíduo. Cinéfilo assumido.

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Federico Fellini

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