UCI Cinemas inaugura a primeira sala 4DX com efeito neve em São Paulo: Vale a pena?

Desde sua concepção pelos irmãos Lumiére em 1895, o cinema sempre teve como objetivo transportar a plateia para dentro de suas histórias.

O tempo foi passando, e junto vieram algumas inovações: passando pelo pioneirismo em efeitos visuais de George Mélies, a partir de 1896; em 1906 foi apresentado o primeiro “longa-metragem” (70 minutos); a primeira exibição de um filme em três dimensões, em 1922 (mudo e em preto e banco), e o mundo conheceu a “Era do Som”, que foi inaugurada em 1927.

Em 1952, o efeito tridimensional voltou aos holofotes, mas a “moda” durou pouco, somente até 1954. Com o desinteresse dos espectadores, a tecnologia ficou adormecida, voltando algumas vezes com o passar dos anos.

Encurtando a história, com a entrada do novo milênio as possibilidades cinematográficas aumentaram, com a criação da alta definição, e a volta (por enquanto definitiva) do 3D, que ganhou seu momento de glória com Avatar (James Cameron).

Com o 3D na crista da onda, e a alta definição nas mãos, a indústria sempre buscou por novas tecnologias, que dessem uma maior sensação de imersão aos filmes, até se chegar na junção de todas essas modernidades e, então, “voilá”: os apreciadores da sétima arte alcançaram a tecnologia 4DX.

Voltando à atualidade, na noite desta quarta-feira (25/04), a rede UCI Cinemas inaugurou no Shopping Anália Franco, em São Paulo, a primeira sala 4DX com o efeito neve. E o filme escolhido para esse marco não poderia ser outro: Vingadores – Guerra Infinita, em uma pré-estreia para lá de especial.

No início da sessão, foi exibido um teaser explicativo das “sensações” disponíveis: movimentação das cadeiras, água, névoa, vibração, aroma, vento e a esperada neve. A expectativa estava alta e a demonstração do teaser com os efeitos postos em prática, provocou variadas reações: risadas, sustos, e até gritinhos. Pronto: a plateia estava devidamente apresentada aos efeitos.

Como seria a desenvoltura das novidades ao longo das 2h36m de exibição de Vingadores: Guerra Infinita? Logo se saberia.

📷 UCI Cinemas / Divulgação

A tecnologia funciona bem. A imersão foi introduzida através dos mais variados efeitos sensoriais: a cada batalha travada na tela, os espectadores sentiam como se estivessem inseridos no cenário à frente. 

Vibrações nas poltronas, nas mais variadas intensidades, eram sentidas a cada ameaça que se aproximasse, ou até mesmo a cada pesado passo dos personagens. Golpes eram desferidos na tela, e pequenas lufadas de ar eram sentidas próximas aos ouvidos, como se cada soco, ou cada instrumento utilizado em combate, passasse a centímetros das pessoas. E os golpes certeiros e ferimentos eram sentidos também, através de alguns movimentos no encosto das poltronas, como se fossem massageadores sincronizados.

A parte do ambiente também não decepcionou: a cada cena na chuva ou em locais molhados, pequenos jatos de água eram borrifados à frente das pessoas. Cada ventania era sentida com intensidades diferentes também, desde uma brisa passageira aos ventos mais moderados dentro da sala. E cada explosão ou brilho intenso advindo da película, era acompanhado no ambiente por orquestrados feixes de luzes brilhantes na lateral da sala.

A gravidade também foi deliciosamente explorada: a cada cena que mostrasse viagens espaciais ou decolagens e aterrissagens das naves na tela, se tinha como companhia o movimento feito pelas poltronas em variadas direções: para cima, para baixo, e para os lados também, criando uma agradável sensação.

Mesmo com todo esse leque sensorial explorado, algumas melhorias poderiam ser feitas. Foram prometidos aromas exalados durante a sessão, e de fato houve. Porém era sempre o mesmo, independente do que estivesse sendo mostrado na tela. O barulho emitido por alguns dispositivos de efeito na sala, algumas vezes eram altos e desconexos com o filme, o que atrapalhava um pouco a imersão. E por fim, a tão esperada neve se resumiu a alguns flocos despejados na frente da tela, quando se esperava um preenchimento total do ambiente. 

Isso atrapalhou a proposta da sessão? É claro que não! De fato as pessoas se sentiram “dentro” do filme. E a promessa de imersão foi cumprida com êxito, deixando todos satisfeitos. Aliás, mais uma sensação juntou-se às outras: o gostinho de “quero mais”.

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Adriano Rezende

Apaixonado por cinema e televisão. Espectador assíduo. Cinéfilo assumido.

"O cinema é um modo divino de contar a vida"
Federico Fellini

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